E no belo e querido mundo islâmico, onde o bizarro é corriqueiro, a jornalista - que também é bela - Nadine al-Bedair, publicou um inquietante e safadamente interessante artigo no diário independente egÃpcio Al-Masry al-Youm, no qual ela defende o direito da mulher muçulmana de ter até quatro maridos. Obviamente, os Camelinhos de Alá ficaram tiririca da vida, prometendo rasgarem-se todos ou, melhor, rasgarem a tal dona. Militantes feministas islâmicas compraram a briga e a zona tá formada!
Defendendo o direito da mulherada de cair na esbórnia, esta é a segunda edição de sua SEXTA INSANA!
o artigo intitulado “Eu e meus quatro maridos”, está causando mais celeuma que o livro da Bruna Surfistinha. As crÃticas sobre o conteúdo do texto vêm aumentando, especialmente no Egito, onde várias autoridades islâmicas e polÃticos atacaram verbalmente Nadine, acusando seu trabalho de sexualmente provocativo e inflamatório. Abaixo, podemos ver o toque literário da articulista (grifos meus):
Deixe-me escolher quatro, cinco ou mesmo nove homens, do jeito que a minha imaginação mais selvagem deve escolher. Eu os escolherei em diferentes formas e tamanhos, um deles será escuro e o outro será loiro [fato: mulher adora um negão] … eles serão escolhidos de diferentes culturas, religiões, raças e nações(…)
Esta pérola da literatura árabe, que só perde pro Cântico dos Cânticos, vem logo no primeiro parágrafo e os misóginos de turbante começaram a pular que nem pipoca, só faltando ameaçar com ataques de homens-bomba.
Nadine, que não deu a menor bola pros toscos seguidores do pedófilo de Maomé e propôs condições de igualdade no melhor espÃrito: Dois podem jogar o mesmo jogo, com vários jogadores em campo, se me compreendem. por causa disso, Nadine propôs que as mulheres também tivessem acesso à poligamia também, o que gerou uma revolta naquela homarada que anda de vestido e toalha enrolada na cabeça, Ui!
“Há muito tempo que tenho questionado o porquê de os homens terem o monopólio neste direito. Ninguém até agora foi capaz de me explicar convincentemente o porquê de eu ser privada da poligamia”, reclama ela em seu artigo, no qual ela também questiona as besteiras que usam como justificativas babacas só para os caras pegarem mais de mil, mil, como diria o Jeremias. Mesmo porque, Abraão (ou Ibrahim, segundo os islâmicos) deu uns pegas na Sarah, mas como ela não engravidava catou a escrava também. Depois Sarah “sarou”, pegou barriga do velho e chutou a “concorrência” pra escanteio. Isso, “justificaria” que o homem precisa ter muitas mulheres para conseguir um filho, além do fato que a pobrezinha da escrava tava a perigo e não arrumava marido. Esta é mais uma desculpa: Arrumar marido pras mulheres. Por fim, alegam que o homem tem um desejo sexual maior. Segundo um amigo meu que trabalhou lá pelas bandas do Oriente Médio, os caras devem ter mesmo desejo sexual, já que um fica pegando o outro nas vielas. Aquele “vestidinho” deles ajuda muito nessa hora (não, não é invenção minha). Entretanto, como mulher é objeto e só serve pra lavar, passar, cozinhar e esperar nenéns, É CLARO que é inadmissÃvel que ela pense em revirar os olhinhos também. Isso é haram, é pecado. Vai pro mármore do inferno!
Nadine, que não é besta em viver em teocracias escrotas e sanguinárias, mora em Dubai, que normalmente caga e anda para as besteiras egÃpcias. O negócio de Dubai é fazer dinheiro, logo fazem vista grossa e largam de mão. Ela termina seu artigo pedindo que ou a sociedade permita a poligamia para as mulheres ou que defina um novo “mapa matrimonial”. Nadine ainda tem um programa de TV em árabe baseada nos EUA; uma espécie de Sonia Abrão do Islã com algumas dezenas de anos - e quilos - a menos.
Em entrevista xeque sem fundo Mohamed Gama’i teve ataque de pelanca dizendo que “nenhuma mulher tem o direito de atacar nossas tradições. Alguém deve pará-la e impedir que continue ofendendo o Islã desta maneira”. Tadinho… Mas ele não está só. O deputado Khalid Fouad Hafez entrou com uma ação contra a jornalista Al-Bedair e o editor-chefe do jornal, Magdi al-Galad, acusando-os de promover o vÃcio.
Mas as hordas infernais do Senhor do Escuro não levam nada de graça. Os elfos não descansam enquanto tosqueiras como essas vindas do mundo de Mordor abaixo dos céus amigos de Alá. Outras ativistas entraram na briga e o embate vai ser feio (só espero que saia briga na lama).
A jornalista jordaniana Salwa al-Lubani escreveu um artigo em que defendeu o direito da colega em discutir qualquer tópico, argumentando que a sociedade tem o mesmo direito de discutir os pontos que são enfatizados, enquanto isso a socióloga libanesa Sofie Saadeh disse que o artigo da jornalista é apenas mais um de muitos tabus e crises que a sociedade islâmica vem enfrentando nos tempos de hoje. Não é só Jeannie que é um gênio.
Já o clérigo egÃpcio, Sheikh Amr Zaki, resolveu ficar em cima do muro e questionou o conceito de poligamia, alegando que a poligamia simplesmente não se aplica mais à sociedade de hoje e que a prática deveria ser abolida. Segundo ele, sua “visão corresponde à maioria dos cÃrculos religiosos. Mesmo que o Islã permite a poligamia, na prática não é tão usada”.
De minha parte, podem sair na porrada o quanto quiserem. Isso só deixa claro o quanto o sistema ridÃculo e medieval da sociedade islâmica é quebradiço e não pode segurar mais o avanço da civilização, apesar daqueles toscos misóginos não entenmderem direito o significado das palavras “avanço” e “civilização”. Ainda não sei se Wajeha Al-Huwaider e Lubna Ahmed al-Hussein entraram na briga - mesmo porque elas já têm histórico de se meterem em confusão em nome dos direitos das mulheres -; se não o fizeram é questão de tempo. Hummm, poligamia… até que elas não são de se jogar fora e… er… bem, vamos aguardar os acontecimentos e esperar pra ver no que dá (o trocadilho fica por sua conta).
Vejo nos céus de Alá a estrela que fulgura e ilumina meus sonhos
Com doce véu primaveril, bafeja meu rosto com o vento do deserto
Onde os djinns abençoam nossas lembranças
E unem nossos corações com os das suaves flores que aguardam em nossos jardins
Fonte: BBC Brasil
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12 respostas para "Jornalista saudita defende que mulheres devem ter o direito a ter quantos maridos quiserem"
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1. Milton V. disse:
janeiro 16th, 2010 em 11:18Isso não vai dar certo. Um homem com 4 esposas, cada esposa com mais 3 maridos, cada um deles com mais 3 esposas, e assim por diante.
Como é que fica na hora de “discutir a relação”?
Fato: Homem discute a relação para fazer sexo, mulher faz sexo para discutir a relação.
Sugestão: Abolir o casamento.Thiaguu respondeu:
janeiro 16th, 2010 à s 18:52@Milton V., Concordo em abolir o casamento mas, se ela quiser, estou disponÃvel para marido! (embora eu tenha certeza que meu mÃsero salário mensal mal dê para os lanches diários dela em Dubai).

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2. Edemilson Lima disse:
janeiro 16th, 2010 em 19:18Antigamente casamento era uma cerimônia onde criava-se um Cristo a mais e uma virgem a menos… Atualmente, casamento é a única prisão perpétua onde o(a) condenado(a) é solto(a) por mau comportamento!

Paula respondeu:
janeiro 28th, 2010 Ã s 19:21
Depende Edemilson, neste mundo de loucuras mil existem condenados e condenadas que mesmo tendo maus comportamentos insistem em ficarem presos, deve ser uma espécie de desafio, principalmente se existir uma peça a mais no jogo.
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3. Robson Fernando disse:
janeiro 17th, 2010 em 01:36Comentário inútil: a gatinha tem olhos grandes, viu…
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4. Paula disse:
janeiro 27th, 2010 em 21:29Um é pouco e você fica com sua consciência em paz, dois ou três seria demais pra encher o saco.
É melhor ficar solteira já que é tão insaciável assim, mas da para entender que a intenção dela é a reivindicação por direitos iguais, é só uma forma de chamar atenção.
Se eu fosse ela escolheria só homens milionários, gentis, charmosos e inteligentes.

André respondeu:
janeiro 28th, 2010 às 07:24Infelizmente, já tenho dona.
Paula respondeu:
janeiro 28th, 2010 às 19:12Felizmente, já sou dona.
Mudando de assunto, qual e a área profissional mais promissora para um quÃmico?
André respondeu:
janeiro 28th, 2010 às 20:06Você fala em ficar rico? Tem várias. Todas elas ilegais.

Falando sério, vai depender. Quando eu tava na faculdade, havia 3 cursos: Engenharia QuÃmica, QuÃmica Industrial e Bacharelado em QuÃmica (com ou sem licenciatura plena), fora o curso técnico, mas este é Ensino Médio profissionalizante.Atualmente, temos 300 cursos, como Analista, BioquÃmica, Biomedicina (trabalha com exames de laboratórios clÃnicos, e eu acho que tá mais pra bioquÃmico do que outra coisa), Engenharia de Petróleo (muito bem cotado atualmente) etc.
Eu, particularmente, sou especializado em QuÃmica AnalÃtica, com mestrado e doutorado (não necessariamente em AnalÃtica), fora uns cursos paralelos (nenhum pra ser pastor). Dificuldades de arrumar emprego? Depende. Tem “esperto” que quer contratar pagando salário de técnicuzinho, e alguém com a corda no pescoço vai aceitar, pois não pode ficar desempregado. As melhores empresas são disputadas, e a taxa de desemprego é grande. Muitos acabam indo dar aula, trabalhar em cursinho ou fazem concurso público para qualquer tosqueira. Eu conheci um que era doutor em QuÃmica e trabalhava de camelô (nunca antes na história desse paÃs tivemos camelôs tão bem especializados).
Paula respondeu:
janeiro 28th, 2010 às 23:06Todas as profissões tem seu lado negativos e positivos.
Eu gostaria realmente de encontrar a minha profissão, me sinto perdida por saber que posso fazer qualquer coisa, tenho criatividade e tenho facilidade em aprender, meu marido me diz que eu seria uma ótima engenheira mecânica por dar sempre jeito em coisas que parecem não terem solução, outras pessoas da famÃlia se encantam com as decorações que faço na minha casa, incluindo desenho de alguns móveis e dizem que eu poderia ser design de interiores.
Quando eu fiz o curso de prótese dentária eu gostava de mexer com os produtos e com as esculturas dos dentes, mas desisti, tive que tomar outro rumo, fui secretária executiva por um tempo e depois me dediquei à famÃlia, como adm do lar.
Normalmente estudo sozinha por conta própria nas horas vagas e muitas vezes me sinto frustrada por não me encontrar profissionalmente. -
5. partygirl disse:
março 11th, 2010 em 10:33Acho uma ótima idéia a dela, podÃamos adotar a mesma no ocidente tb!
Obs: mulher gosta de sexo tanto quanto homem, Milton vai tomar no seu cu.
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janeiro 22nd, 2010 em 14:57
Os links da semana - 6…
Jornalista saudita defende que mulheres devem ter o direito a ter quantos maridos quiserem, do ceticismo. A história da (bela) jornalista saudita que defende a poligamia para as mulheres….