Grandes Nomes da Ciência: Ray Solomonoff

Como o corpo diferencia um corte de uma queimadura
ALMA do deserto, Olhos para o céu

Para larga maioria das pessoas, computadores se resumem em acessar a Internet e postar besteiras nos Orkuts da vida, servindo de modelo para a imbecilidade humana, virando vedete dos sites que mostram as tosqueiras que andam naquele ninho de aborrecentes acéfalos.

Este não foi o caso de Ray Solomonoff, o homem que desenvolveu uma paixão pelos teoremas matemáticos que duraria toda a vida. O homem que estudou como transformar um tema da Ficção Científica em realidade, pois ele fez parte de um certo projeto do Dartmouth College que seria amplamente conhecido com o nome de Inteligência Artificial.

Ray Solomonoff nasce no dia 25 de julho de 1926, em Cleveland, Ohio. Desde cedo uma coisa o intrigava: Por que máquinas não podem pensar? Com o passar do tempo, este pensamento mudou para: Por que não podemos fazer com que máquinas possam aprender e desenvolver pensamentos? Em 1952 ele foi apresentado a Marvin Minsky, cientista cognitivo que também estava explorando a idéia de máquinas aprendizes, e ao jovem matemático John McCarthy. Juntamente com outros 7 pesquisadores, eles se tornaram os precursores da Inteligência Artificial, servindo de inspiração a Isaac Asimov.

Solomonoff foi o criador da Teoria da Probabilidade Algorítmica – um conceito em Ciência da Teoria da Computação que quantifica a idéia de teorias e prognósticos, com referência aos programas curtos e sua produção. Algo simples, que se pode aprender em qualquer Ensino Fundamental. Ele ainda foi o pai da distribuição de probabilidade universal, criador da Teoria Universal das Inferências Indutivas e o primeiro a descrever o conceito fundamental de informação ou da Complexidade Algorítmica de Kolmogorov.

Em 1985, ele escreveu um estudo que especulava sobre o custo e o tempo que seriam necessários para desenvolver uma máquina com inteligência muitas vezes superior à de um grupo de seres humanos. Ele definia essa questão como o “ponto infinito”. A idéia antecede a precisão do cientista da computação Vernor Vinge, que em 1993 especulou sobre uma evolução semelhante na inteligência mecânica, que ele definiu como “a singularidade”.

Esqueci alguma coisa? Provavelmente, sim. O cara era um gênio!

Era? Sim, era. Ray Solomonoff faleceu dia 7 de dezembro de 2009, em Boston, aos 83 anos, mas sua morte não foi divulgada publicamente. Usando as palavras da sua página, no Istituto Dalle Molle di Studi sull’Intelligenza Artificiale – IDSI, Ray viverá em muitas mentes moldadas por suas idéias revolucionárias.

Enquanto idiotinhas brincam de ser “ráquer”, colando ridículos comandos javascript no navegador, só para ter milhares de “amigos” no Orkut, as pesquisas de Solomonoff estavam a anos-luz, havia mais de 40 anos! Ray Solomonoff, o pai da Inteligência Artificial, é um dos Grandes Nomes da Ciência.


Fonte: New York Times via Terra Notícias e Wikipédia

Como o corpo diferencia um corte de uma queimadura
ALMA do deserto, Olhos para o céu

Sobre André Carvalho

και γνωσεσθε την αληθειαν και η αληθεια ελευθερωσει υμας

Quer opinar? Ótimo! Mas leia primeiro a nossa Polí­tica de Comentários, para não reclamar depois. Todos os comentários necessitam aprovação para aparecerem. Não gostou? Só lamento!

  • RodrigoGarcia

    Eu gosto de viver nesse “mundinho paralelo” chamado ciência. É engraçado (ou triste, entenda como quiser) ver como as pessoas veneram Ronaldos, Big Brothers e Lucianas Gimenez e nem sabem que a qualidade de vida atual delas vem de gente esforçada e pouco reconhecida.

  • André, ou minhas fontes estão erradas ou as suas, mas pelo que sei Solonoff não foi precursor da IA.

    Tudo bem que, para começar, a definição formal de Inteligência Artificial dentro da Ciência da Computação é polêmica. Alguns pesquisadores alegam que IA seria apenas aplicar técnicas heurísticas dentro da programação clássica, criando assim algoritmos herísticos para resolver problemas de alta complexidade (pra simplificar, um algoritmo heurístico é aquele que funciona pra “quase todos os casos”). Nessa visão podemos ter Solonoff como um dos precursores da IA, mas não “o” precursor, e nem o primeiro.

    Já em outra visão, e o professor que me ensinou defendia esse lado, Inteligência Artificial são técnicas usadas para descrever a inteligência. Nesse tipo de pesquisa temos teoremas que foram desenvolvidos na grécia antiga, pelos filósofos da época, e inclusive a primeira máquina com “Inteligência” (nada mais era que um mecanismo hidráulico que mudava seu comportamento de acordo com o ambiente).

    Esse ramo da IA começou pela pergunta “o que é inteligência?”, e logo passou para a pergunta “como modelamos a inteligência?”. Esse caminho de pesquisa é responsável por algoritmos como o do “jogador genérico”: isso consiste em criar um programa que possa jogar qualquer jogo, desde que lhe sejam passadas as regras em uma linguagem de descrição de jogos (como GDL – mais sobre isso aqui: http://en.wikipedia.org/wiki/Game_Description_Language).

    O principal é que a informação mais importante sobre IA está presente no seu texto: toda essa ciência é puramente matemática moderna, uma vez que lidamos com problemas de altíssima complexidade computacional.

    Existem ainda outros ramos muito interessantes da IA, como datamining por exemplo, mas acho que já foi informação demais para apenas um comentário, certo?

    A propósito, ótimo texto. Falou muito bem de um cara que eu não esperava encontrar em lugar nenhum que não fosse livros acadêmicos. Parabéns.

    Administrador André respondeu:

    Muito boas informações, Oliver. Obrigado por complementar. Se tiver mais algum material a respeito, vc pode escrever um artigo, ou mandar por e-mail que a gente posta, colocando os créditos, é claro.

    Abração.

  • Pingback: Pesquisadores estudam cérebro para fazer coisa melhor artificialmente | Ceticismo.net()