nov 28

Novo método promete acelerar busca por planetas extrassolares

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Astronomia, Ciência, Comunicações, Cultura, Engenharia, Evolução, Exploração espacial, Fí­sica, Geologia, História, Quí­mica, Tecnologia
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O ano de 2009 esta sendo um ano incrível para a Astronomia. A escolha como o Ano Internacional da Astronomia esta soando como “profético” para mim. Anúncios de descobertas fascinantes estão vindos de todos os lugares e com uma velocidade impressionante.

Apesar da minha fascinação, é fácil entender o motivo: Este é o resultado da curiosidade humana, aquela que não se satisfaz com a simples idéia de um ser falando e as coisas acontecendo [fora de ordem], somado a tecnologia atual, muitos investimentos e a dedicação de cientistas espalhados pelo globo.

Esta curiosidade tem ícones como Nicolau Copérnico, Giordano Bruno, Johannes Kepler, Galileu Galilei, entre muitos outros que ousaram pensar “fora da caixa” e acabaram por desafiar o status quo.

Quando Galileu apontou seu telescópio para o céu, percebeu que as suas crenças estavam erradas e não explicavam corretamente o mundo natural e observável. Esta é a verdadeira humildade, se colocar numa condição sincera de não saber algo, arregaçar as mangas e começar a estudar.

Ainda que os resultados possam aparecer somente depois de gerações de pesquisadores, este é o nosso grande desafio. Esta é a maior herança que podemos deixar para as próximas gerações, pois a ciência verdadeira pode melhorar a qualidade de vida das pessoas diferente de algumas crenças estúpidas que só servem para criar separação, dor e sofrimento. É apaixonante e é um grande privilégio estar vivo numa época em que podemos aplicar grandes tecnologias a fim de ajudar a desvendar os mistérios do cosmos.

As duas maiores perguntas cosmológicas de hoje são o que causou o Universo e se estamos sozinhos no Universo. O que causou o Universo talvez esteja muito distante do nosso entendimento ainda, apesar dos grandes colisores de partículas já estarem em funcionamento, como o LHC, mas a busca por planetas extrassolares está a pleno vapor.

No dia 6 de Outubro de 1995, Michel Mayor e Didier Queloz anunciaram ao mundo a descoberta do primeiro planeta extrsasolar, o 51 Pegasi B, utilizando o método de velocidade radial, que mede o efeito exercido pelo campo gravitacional de um ou mais planetas sobre a movimentação da sua estrela. Existem ainda outros métodos de detecção de exoplanetas, como a fotometria  também conhecido como método de transito, que consiste na detecção da variação da intensidade de luz provocado pela passagem do planeta pela frente da estrela em relação ao observador.

A NASA lançou este ano o Telescópio Espacial Kepler com a missão de descobrir planetas com condições semelhantes ao nosso, utilizando a técnica de  telemetria.  Kepler tem um telescópio de 55 polegadas de diâmetro e uma câmera de 95 milhões de pixels, e já está monitorando 100.000 estrelas. Ele é tão sensível que pode detectar alteração de 0,002% na variação do brilho de uma estrela  e poderia ser usado para detectar uma pulga passando pelo farol de um carro a mais de 2 quilômetros de distância. A missão Kepler vai durar apenas 4 anos.

Porem uma nova técnica promete acelerar muito a busca por planetas extrasolares, graças a descoberta de cientistas do observatório europeu ESO, cujo trabalho foi publicado na revista Nature este mês. Os cientistas compararam 500 estrelas, sendo que 70 delas possuem planetas. O resultado obtido foi que estrelas com planetas possuem menos de 1% de lítio existente em  estrelas sem planetas. Eles ainda não tem uma explicação para o fato, mas já descartaram algumas possibilidades como a idade das estrelas, por exemplo.

Há décadas os cientistas já observaram que o nosso Sol tinha uma quantidade muito pequena de lítio em relação a outras estrelas.

“A explicação desse quebra-cabeças de mais de 60 anos surgiu para nós de forma extremamente simples. Falta lítio no Sol porque ele tem planetas,” diz Garik Israelian, um dos autores da pesquisa.

Ao contrário da maioria dos outros elementos mais leves que o ferro,  os núcleos leves do lítio, do berílio e do boro não são produzidos em quantidades significativas nas estrelas. Os cientistas acreditam que o lítio especificamente, sendo  composto de apenas três prótons e quatro nêutrons, foram produzidos  logo após o Big Bang. Desta forma,  a maioria das estrelas tem quantidades  semelhantes de lítio. O fator pelo qual leva o nascimento dos planetas a destruir o lítio é um desafio a ser descoberto.

“Há várias formas pelas quais um planeta pode conturbar os movimentos internos da matéria no interior da sua estrela, com isso causando rearranjos na distribuição dos vários elementos químicos e possivelmente causando a destruição do lítio. A bola agora está com os teóricos, para que eles tentem vislumbrar qual possibilidade é mais plausível,” disse Michel Mayor, outro membro da equipe.

Independente da explicação, esta técnica já começou a ser utilizada e ela oferece uma forma mais rápida e mais barata para a busca planetária. Será possível ainda utilizar o arquivo morto astronômico, principalmente do Hubble, para novos estudos.

Fonte: Inovação Tecnológica

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8 respostas para "Novo método promete acelerar busca por planetas extrassolares"

  1. 1. Beth disse:

    “As duas maiores perguntas cosmológicas de hoje são o que causou o Universo e se estamos sozinhos no Universo.”

    Causou o Universo? Qual deles? O nosso? Pq são infinitos os Universos que existem, sempre existiram e sempre existirão, com todos os seus sóis, satélites, etc… Não creio que alguém ainda acredite em Big Bang ou esteja interessado na quantidade de lítio no nosso Sol. Tb não creio que a NASA ainda esteja engatinhando nessas pesquisas bobinhas, pq, com certeza, com toda estrutura que possuem, já sabem que 500 estrelas é uma migalha e que 70 delas com seus respecticvos Planetas é ninharia. Agora, perguntar se estamos sozinhos…?!?! :shock: :oops:

    Icarus respondeu:

    @Beth,

    Confesso que ao ler um comentário destes, eu fico triste, pois escrevi o artigo com o maior carinho. Mas como fui hoje com a família apreciar um pastel de camarão no Mercado Municipal, estou de bom humor , então responder-te-ei. :wink:

    Causou o Universo?
    Sim, algo deu início à expansão espaço-tempo do Universo. Não sabemos o que foi. Repare que eu tomei cuidado em escrever o que causou em vez de quem causou. Muitos fazem a pergunta desta forma, pois acreditam em um ser criador.

    Qual deles? O nosso? Pq são infinitos os Universos que existem, sempre existiram e sempre existirão, com todos os seus sóis, satélites, etc…
    Se você esta se referindo a Multiversos paralelos e a teoria das cordas, então aqui cabe o meu comentário: Apesar de grandes pensadores da física moderna estarem por trás de tais teorias, elas ainda estão no plano das idéias. Para que a ciência aceite estas idéias, precisamos de evidências. Resumindo: Não temos respaldo científico para falar em outros Universos.

    Outro detalhe é que o nosso Universo não é infinito. Ele teve um início e terá um fim.

    As estrelas nascem e morrem também. Em um dado momento o Universo não terá mais matérial disponível para formar novas estrelas.

    Não creio que alguém ainda acredite em Big Bang ou esteja interessado na quantidade de lítio no nosso Sol.
    Mas deveria acreditar. Muitos centros de pesquisa estão gastando bilhões para entender melhor o Big Bang, como é o caso do grande colisor LHC.

    A descoberta da variação da quantidade de lítio nas estrelas é algo revolucionário. Vai ser uma baita ferramenta para os astrônomos.

    Tb não creio que a NASA ainda esteja engatinhando nessas pesquisas bobinhas, pq, com certeza, com toda estrutura que possuem, já sabem que 500 estrelas é uma migalha e que 70 delas com seus respectivos Planetas é ninharia.
    Talvez porque você tenha lido o artigo sem atenção. A pesquisa não foi realizada e publicada pela NASA e sim por cientistas do observatório europeu ESO. E sim, o estudo de 500 estrelas é suficiente para a conclusão DESTA pesquisa.

    Agora, perguntar se estamos sozinhos…?!?!
    Apesar da probabilidade alta, não existem evidências que nos permitam afirmar que não estamos sozinhos no Universos, salvo se vc assite o Discovery Ipuaçu ou o Peruibe News :mrgreen:

  2. 2. anjelvila disse:

    Por falar em “…um ser falando e as coisas acontecendo [fora de ordem]“, não sei como as pessoas leem a bíblia e não conseguem ver o quão desorganizada, incorreta e com provas de que não foi escrita por inspiração divina.

    No gênesis, deus cria a luz e a chama de dia (e a ausência de luz de noite). Depois de criar a luz e a chamar de dia, ele cria os lumiares, que são as estrelas. O sol é uma estrela, ou seja, deus cria a luz e a chama de dia, depois cria o sol. Se a bíblia fosse realmente inspirada em deus, este saberia que é o sol que dá a idéia de dia e nunca colocaria na bíblia da forma que nela está escrito.

    Simples não? Nem tanto, pois os crentes sempre dão desculpas para isso (e para qualquer outra coisa que esteja errada na bíblia). Os crentes tentam a todo custo fazer as coisas na bíblia parecerem perfeitas mesmo estando na cara que não estão. Será que se ela fosse realmente perfeita, eles precisariam usar hermenêutica, exegese e outros artifícios?

    Abraços.

    Icarus respondeu:

    @anjelvila,

    Eu já li algumas respostas do Abbadon para algumas ovelhinhas aqui, acabei adotando a frase :wink:

    Se deus realmente existisse, não seria necessário acreditar nele.

  3. 3. Paula disse:

    Legal, Icarus.
    Sabe me dizer por que procuram tanto planetas como o nosso?

    Icarus respondeu:

    @Paula,

    Minha visão ok?

    Penso que o segundo maior desafio astronômico é achar vida inteligente em outro planeta, mas se os astronomos conseguirem achar um planeta igual a Terra, mas só com vida unicelular, já vamos conseguir responder a muitas perguntas.

    No mais, é função dos astronomos mapear o máximo possivel de objetos no Universo.

    Paula respondeu:

    @Icarus,

    Mapear o máximo possível os objetos no universo eu vejo até com naturalidade, mas encontrar vida inteligente, manter contato e estudar vidas unicelulares, eu tenho muito dificuldade em entender e aceitar, devido a distância desses planetas serem “mega gigantescas”.

    Valeu o esclarecimento!

    Icarus respondeu:

    @Paula,

    Concordo com vc Paula, a distância pode ser um limite físico intransponível. Mas não podemos esquecer que a ciência esta sempre se superando.

    No entanto, não precisamos ir tão longe. A vida deixa sua marca química. Isso nós podemos detectar com os Telescópios Espaciais. Estou bastante otimista com a missão Kepler.

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