Recentemente, a NASA divulgou esta imagem em sua página principal com o seguinte título: “How to Make a planet”.
Trata-se de uma concepção artística, criada com base nas informações coletadas pela visão infravermelha do Telescópio Espacial Spitzer ao observar a estrela LRLL 31, localizada a cerca de 1.000 anos-luz de distância da Terra, na constelação de Perseu.
O fato interessante e inédito foi observado no disco. Os dados indicam que a estrela central deve ter um companheiro, podendo ser outra estrela ou um planeta que juntos empurram os anéis que um dia formarão um novo planeta.
A teoria atual diz que os planetas se formam a partir de discos giratórios de gases e poeira. Conforme o material começa a se aglomerar, o planeta vai atraindo cada vez mais matéria para si próprio, até a virtual extinção de todo o disco original. Os dados indicam que o anel de poeira e gás já estão divididos em dois.
Outro detalhe intrigante é que a luz infravermelha do disco está se alterando em um período de apenas uma semana, algo inesperado para os padrões de eventos cósmicos observáveis. Os diferentes comprimentos de onda da luz captados oscilam, com a luz com comprimento de onda menor se elevando quando a luz com comprimento de onda maior se reduz, e vice-versa.
Esta oscilação levou a conclusão da existência do companheiro da estrela principal. Conforme o companheiro gira, sua força gravitacional força a parede do disco interno a formar uma protuberância. Esta protuberância também pode surgir com o movimento da estrela, sombreando uma parte do disco externo. Quando o lado brilhante da protuberância está no lado mais distante da estrela, voltado para a Terra, mais luz infravermelha de comprimento de onda mais curto pode ser observado.
A concepção artística mostra o companheiro da estrela como um planeta de tamanho exagerado e aumenta também o tamanho da protuberância do disco. Estes exageros têm a finalidade de melhorar o entendimento da ilustração.
Este tipo de observação é vital para o entendimento do processo de formação de um sistema planetário. Como o processo ocorre em escala de milhões de anos, é impossível para nós “pobres mortais” acompanharmos o início e o fim do processo. Porem, podemos entender melhor observando vários sistemas em diferentes estágios de formação.
Eu disse milhões de anos?
Sim, eu disse. E este tipo de conhecimento me fez perceber como era ridícula a minha crença na bíblia como sendo a infalível palavra do criador.
O nosso Sistema Solar foi formado utilizando parte do despojo de uma Supernova, evento que ocorreu a muito mais de 5 bilhões de anos, que é a idade estimada do nosso Sol. Logo, tanto a datação quando a cronologia em Gênesis estão absurdamente erradas.
De acordo com a Ciência: Estrelas -> Sol -> Planetas -> Vida na Terra.
De acordo com o Gênesis: Terra -> Vida na Terra -> Sol e Estrelas.
Fontes: Nasa ; Inovação Tecnológica
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25 respostas para "NASA em: Como fazer um planeta"
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setembro 29th, 2009 em 13:56
Mas não podemos descartar que deus Bumba estivesse realmente de barriga cheia e vomitou nosso Sol, Terra, Lua. Afinal o universo é supostamente infinito, e descartar completamente essa hipótese de que um monstrão gigantesco tenha dado origem ao nosso sistema solar e depois ainda ter nos ensinado como fazer fogo, apedrejar os infiéis até a morte ou queima-los em fogueiras, seria um erro.
Ah, você está falando do Gênesis da mitologia suméria -> judaico-cristão?
[/sarcasmo] <- fechei a tag agora.
Desde o tempo do Carl Sagan’s Cosmo que eu vejo concepções artísticas e é decepcionante quando vemos a imagem real, borrada e quadriculada do objeto. A imaginação flui e as vezes derrama…
Icarus respondeu:
setembro 29th, 2009 às 14:37
@Sorete,
Vc me fez lembrar o dia em que eu fui acompanhar a minha esposa no exame de ultrassom do nosso primeiro baby.
O médico me mostrava um monte de chuvisco na tela e tentava me convencer que aquilo era o meu filho hahahahaha.
Paula respondeu:
setembro 29th, 2009 às 23:14
@Icarus,
Criando universos…
Paula respondeu:
setembro 29th, 2009 às 23:10
@Sorete,
Já imaginou no dia que vermos, se vermos o real formato da via láctea?
Já imaginou se for diferente do que acreditamos ?
Sorete respondeu:
setembro 30th, 2009 às 17:29
@Paula, que eu lembre não. Cresci acreditando que vivemos em uma galáxia espiral e até agora ninguém provou o contrário.
Paula respondeu:
setembro 30th, 2009 às 21:41
@Sorete,
Isso é apenas uma suposição
, afinal não existe nenhuma imagem de fora que mostre a Via Láctea.
“Cresci acreditando que vivemos em uma galáxia espiral e até agora ninguém provou o contrário”.
Muitas pessoas cresceram acreditando em varias coisas, com isso você se fecha para novas teorias, ou melhor, novas descobertas.
Joseph K respondeu:
outubro 1st, 2009 às 11:31
@Paula,
Embora admita que uma imagem externa de nossa pequena galáxia, seja evidência conclusiva e irrefutável, sobre a forma dela, há outras maneiras, que nos permitem “advinhá-la”.
Por exemplo, podemos observar uma miríade de outras galáxias, de vários tipos, e comparar com nossa pequena morada (número de estrelas, padrão de dispersão e movimento [rotação], interação gravitacional e outras coisas engraçadas), podemos, também, comparar com as observações diretas dela (por exemplo, na “colagem” de fotos daquele site, podemos ver que ela não é um aglomerado globular; e apesar de a observação óptica, dos braços galáticos ser prejudicada, pela poeira interestelar, os raioastrônompos podem “ver” através dela, podendo “ver” os braços da espiral [1]); dessa forma, embora provavelmente não venhamos a ter uma 3×4 dela, vista de fora, podemos usar as evidências a nosso dispor, para formar uma imagem, com segurança, não é chute ou crença, mas conclusão a partir de evidências.
[1] http://www.astro.iag.usp.br/~jatenco/aga215/cap15/cap15.htm
Paula respondeu:
outubro 1st, 2009 às 20:14
@Joseph K,
Valeu, gatinho malvado !
Joseph K respondeu:
setembro 30th, 2009 às 18:12
@Paula,
Naquele site que passei, dá para ter uma vista em 360º, da Via Láctea, a partir da Terra.
Paula respondeu:
setembro 30th, 2009 às 23:56
@Joseph K,
Olá Joseh! Muito legal o trabalho deles, mas como eles mesmos dizem que é uma improvável 360º de imagem panorâmica, sempre tem uma perca na junção.
O que eu queria dizer pro Sorete é o quanto seria interessante ver a real forma da via láctea, fora dela.
Será que agora eu me fiz entender?
Icarus respondeu:
outubro 1st, 2009 às 10:30
@Paula,
Nisso eu concordo com vc
. Viu? Eu sou “meio-mala” só hahaha.
Eu não sei se vc tinha visto esta noticia no início do ano sobre a Via Láctea, em todo caso, vou colocar o link aqui:
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=28866&op=all
Eu sou apaixonado por este assunto. Eu vou quase todo fim de semana para o Interior, e fico horas observando as estrelas. Todo mundo pensa que eu sou doido. Minha esposa tem certeza.
Paula respondeu:
outubro 1st, 2009 às 20:12
@Icarus,
Eu sempre gostei também, desde menina, onde morava dava pra ficar observando o céu todas as noites,cheguei a ver coisa que o mais credulos dos credulos dúvida, hoje em uma cidade grande mal dá pra ver Júpiter a olho nu. Costumo ir ao planetário.
Icarus respondeu:
outubro 2nd, 2009 às 10:06
@Paula,
Boa questão , eu não sei se bati a cabeça quando era pequeno, vou perguntar para a minha mãe.. Isso explicaria muitas coisas hahahaha.
Brincadeira a parte, eu sempre fui um SuperNerd. Eu ganhei por 2 anos consecutivos medalha de ouro nas maratonas estudantis na escola.(só participei de duas
). Deste período, eu me lembro de como eu ficava maravilhado de ver os desenhos dos planetas nos livros de ciência. Virou paixão mesmo, e aumenta a cada dia.
Paula respondeu:
outubro 2nd, 2009 às 11:13
@Icarus,
Legal, Icarus!
Já eu, sempre fui curiosa e criativa, mas não sei se isso significa se sou uma nerd. Eu acho que não sou nada, não sei de nada, vivo e sinto esse universo de modo sutil.
Icarus respondeu:
outubro 2nd, 2009 às 11:31
@Paula,
Paula, eu tenho este mesmo sentimento.
Quanto mais eu estudo, mais eu descubro que eu não sei nada
setembro 29th, 2009 em 19:33
Para aqueles que residem em áreas urbanas, e nunca podem visualizar o céu noturno, nem nossa Via Láctea, adequadamente, dêem uma conferida nesse site:
http://www.sergebrunier.com/gallerie/pleinciel/index-eng.html
Do site:
“This is the sky of the Earth. The vault of heaven, which in reality envelops us in a dark velvet sphere spotted with stars, is seen here projected onto a plane.
This improbable 360-degree panoramic image, covering the whole of the vault of heaven, embodies thus the cosmic landscape in which our small blue planet is immersed. “
outubro 1st, 2009 em 11:56
Pq nenhum comentário teísta até agora???
Quando o assunto é cosmologia, física, evidências os “crentes” somem?
Um abraço para todos e mais uma vez parabéns pelo site.
Paula respondeu:
outubro 1st, 2009 às 20:19
@wilianbc,
Eu acredito que tudo isso foi tem um criador!
Eu acredito que nós fazemos parte de toda essa energia e quando a matéria acaba a energia se espalha.
Só não me pergunta quem criou o criador.
outubro 2nd, 2009 às 07:42
Fui eu.
gutokiske respondeu:
junho 20th, 2010 às 00:50
@André, E eu criei você
junho 20th, 2010 às 10:38
PAPAI!!
outubro 2nd, 2009 em 09:17
Ah bom! Simples Assim! O André criou o criador e o criador criou o Universo….rsrs.
Mas eu concordo que fazemos parte dessa energia, lógico, estamos inseridos no Universo. A energia nunca se perde, apenas se transforma. Mas o verdadeiro desafio é estabelecer na sua mente que todas essas maravilhas e mistérios não precisaram necessariamente de um criador. SImplesmente É. Porque se vc insere uma figura criadora do Universo, essa criatura também precisará de uma explicação, porque essa criatura deve ser tão complexa quanto o próprio produto de sua hipotética criação.
Paula respondeu:
outubro 2nd, 2009 às 10:50
@wilianbc,
Também acho.
O criador acima é complexo, intrigante e provoca minha imaginação.
setembro 17th, 2010 em 13:41
alguém já leu a estoria do macaco que ficou mais inteligente que o seu treinador, um cientista com doutorado em fisica? é bem interessante e divertida.
setembro 17th, 2010 às 14:38
Não, mas conheço a de um oxiúro que aprendeu a usar computador para comentar em blogs céticos.