Grupo somali convida estrangeiros para guerra santa

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A Somália é o fio-fó do mundo, disso não há muita dúvida. Aquele lindo recanto abandonado por qualquer deus, fada, gnomo ou mesmo orc. A vida naquele cantinho miserável e explosivo do mundo é algo pra lá de complicado, pois o medo domina a população. E se não bastasse tudo isso, os membros da milícia islâmica de lá, a Al-Shabaab, se opõe fortemente ao pseudogoverno chamado de GFT (Governo Federal de Transição), que na verdade não governa coisa alguma. A Al-Shabaab agora está “recrutando” voluntários para o que eles chamam de guerra santa, convidando jovens somalis que estejam no exterior, juntamente com guerrilheiros estrangeiros, para que se unam à sua causa estúpida e ridícula de fundamentar mais uma teocracia escrota e sanguinária.

A Somália seria uma república de bananas, mas não existe nem uma coisa nem outra. A bem da verdade, ninguém manda lá e o termo “anarquia” é até fora de propósito, pois até mesmo anarquia é mais organizado que aquele cafundó do judas. A rivalidade histórica entre clãs tornava extremamente difícil estabelecer governo somali efetivo. Um governo militar opressor socialista liderado pelo general Siad Barre foi estabelecido através de um golpe de Estado em 1970 e marcou o início de uma série de conflitos civis e regionais. Na década de 1970, a Somália tentou invadir a Etiópia, no que eu chamo de grande piada de mau-gosto. A esperança era a de unir as antigas terras da Somália, mas não conseguiu devido ao grande apoio soviético para a Etiópia marxista.

O Governo Barre foi derrubado em seguida, em 1991 por facções rivais, mas imediatamente depois, um clã começou a ordenar milícias em busca do controle e criou violência generalizada. Uma operação de ajuda humanitária da ONU, em 1992, liderada pelos Estados Unidos, foi mal-sucedida e 18 soldados americanos foram mortos. Mais tarde, isso seria retratado no filme O Falcão Negro em Perigo (com a eterna dose de ufanismo norte-americano, lógico). Desde então, a Somália tem tentado repetidamente estabelecer um governo central. Apesar dos esforços sérios em 2000 e 2004 para instituir um Parlamento de Transição, a rivalidade entre os senhores da guerra diferentes facções religiosas e outras tribos, exacerbou a violência e a crise humanitária de um país, que foi considerado como sendo o primeiro nome numa lista de países falidos, organizada pelo Fund for Peace.

Se o Inferno existe, foi porque o Capeta fugiu da Somália.

O caos gerado atraiu um novo fluxo de combatentes estrangeiros à Somália, que está se tornando refúgio para terroristas sunitas, empenhados numa Jihad (a chamada “guerra santa”) em níveis nunca vistos, com o propósito de fazer com que o mundo caia de joelhos perante as sandálias imundas daqueles iletrados, tendo Alá por trás do que promete ser mais uma teocracia sangrenta, procurando arrastar o mundo para o fundo do esgoto. O Sheik Abdikarim Mahad, o líder do Al-Shabaab em Baidoa, cidade a 240 quilômetros da capital Mogadíscio, pediu a todos os “jihadistas internacionais” que viajem à Somália para ajudar os fundamentalistas locais em sua luta contra “os infiéis” (tradução: qualquer um que não seja Camelinho de Alá e que tenha um pescoço pronto a ser cortado).

“Chamamos todos os nossos irmãos combatentes no mundo para que venham em nossa ajuda e possamos nos vingar dos Estados Unidos e dos ocidentais interessados na região”, disse Mahad numa entrevista coletiva, como coisa que aquela bosta de lugar tivesse outra coisa além de dor, miséria e sofrimento.

Os EUA não é o tipo de nação que perdoa e esquece. Ele se lembra muito bem de como foram expulsos de lá, por soldados analfabetos, portando armas velhas, sem praticamente nada de treinamento militar, mas que conhecem bem a região. Foi uma espécie de Vietnã Revisitado e os EUA não aprendem com os erros. Na segunda-feira (14/9), seis helicópteros entraram na Somália e mataram Saleh Ali Nabhan, um líder de destaque da Al Qaeda, incluído na lista dos terroristas mais procurados pelo FBI, e três membros do grupo radical somali. Ele também era um dos suspeitos de participar dos ataques contra as embaixadas americanas do Quênia e da Tanzânia em 1998, nos quais cerca de 220 pessoas morreram. Ele também teria organizado, em novembro de 2002, um atentado a bombas contra um hotel de Mombaça (Quênia) e a derrubada de um avião que decolava do aeroporto desta cidade.

A mensagem do Al-Shabab também pede aos jovens somalis no exterior que se vinguem da morte de Ali Nabhan. “Fazemos um apelo aos jovens da diáspora para que retornem [àquele lixo chamado Somália] assim que possível ou façam o que puderem nos lugares em que estão”, disse numa sala de chat o segundo homem na hierarquia do Al Shabab, Sheik Fouad Mohammed Khalaf. “A Somália está sob ataque [dos malditos imperialistas infiéis, isto é, todos que não rezam pro deusinho de TPM deles], nossa religião é atacada e nossos líderes são assassinados, devemos agir agora”, disse o líder rebelde, que mencionou outros milicianos somalis mortos pelas forças militares americanas, mas que “esquecera” de mencionar os crimes e assassinatos que aqueles fanáticos impuseram.

A vida na Somália é difícil, como seria difícil em qualquer lugar quase totalmente destruído, sem economia formal, sem casas decentemente construídas, onde famílias vivem com 1 a 2 dólares por dia, senão menos. Dessa forma, o ingresso nas frentes fanáticas do Al-Shabaab acaba se tornando uma fonte de renda, ainda que ridícula, mas em alguns casos é melhor que morrer de fome.

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Sobre André Carvalho

και γνωσεσθε την αληθειαν και η αληθεια ελευθερωσει υμας

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  • jrmnogueira

    Olha essa, André.
    Cinco vezes ao dia, os olhos ultrapassam o concreto de ruas irregulares, carentes de esgoto e de cidadania, e buscam Meca, no outro lado do mundo. É longe e, para a maioria dos brasileiros, exótico. Para homens como Honerê, Malik e Sharif, é o mais perto que conseguiram chegar de si mesmos. Eles já foram Carlos, Paulo e Ridson. Converteram-se ao islã e forjaram uma nova identidade. São pobres, são negros e, agora, são muçulmanos. Quando buscam o coração islâmico do mundo com a mente, acreditam que o Alcorão é a resposta para o que definem como um projeto de extermínio da juventude afro-brasileira: nas mãos da polícia, na guerra do tráfico, na falta de acesso à educação e à saúde. Homens como eles têm divulgado o islã nas periferias do país, especialmente em São Paulo, como instrumento de transformação política. E preparam-se para levar a mensagem do profeta Maomé aos presos nas cadeias. Ao cravar a bandeira do islã no alto da laje, vislumbram um estado muçulmano no horizonte do Brasil. E, ao explicar sua escolha, repetem uma frase com o queixo contraído e o orgulho no olhar: “Um muçulmano só baixa a cabeça para Alá – e para mais ninguém”.

    Honerê, da periferia de São Bernardo do Campo, converteu Malik, da periferia de Francisco Morato, que converteu Sharif, da periferia de Taboão, que vem convertendo outros tantos. É assim que o islã cresce no anel periférico da Grande São Paulo. Os novos muçulmanos não são numerosos, mas sua presença é forte e cada vez mais constante. Nos eventos culturais ou políticos dos guetos, há sempre algumas takiahs cobrindo a cabeça de filhos do islã cheios de atitude. Há brancos, mas a maioria é negra. “O islã não cresce de baciada, mas com qualidade e com pessoas que sabem o que estão fazendo”, diz o rapper Honerê Al-Amin Oadq, na carteira de identidade Carlos Soares Correia, de 31 anos. “Em cada quebrada, alguém me aborda: ‘Já ouvi falar de você e quero conhecer o islã’. É nossa postura que divulga a religião. O islã cresce pela consciência e pelo exemplo.”

    Em São Paulo, estima-se em centenas o número de brasileiros convertidos nas periferias nos últimos anos. No país, chegariam aos milhares. O número total de muçulmanos no Brasil é confuso. Pelo censo de 2000, haveria pouco mais de 27 mil adeptos. Pelas entidades islâmicas, o número varia entre 700 mil e 3 milhões. A diferença é um abismo que torna a presença do islã no Brasil uma incógnita. A verdade é que, até esta década, não havia interesse em estender uma lupa sobre uma religião que despertava mais atenção em novelas como O clone que no noticiário.
    Época 30 de janeiro de 2009.

    Joseph K respondeu:

    @jrmnogueira,
    Hum?
    E daí?

  • Rodrigo

    Se me pagarem uns U$ 50.000,00. Por ação, até que eu vou…

    “Conte comigo” 😀

    Patético inda haver teocracias no mundo.

    Rodrigo respondeu:

    @Rodrigo,

    inda = ainda 😆

  • Aproveitando o embalo:

    Perg. Por que o papai noel nunca passa na somália?
    Resp. Por que criança que não come nunca ganha presente!

    ^^

    O certinho seria o resto do mundo comprar essa briga e acabar logo de vez com isso…

    Administrador André respondeu:

    Canedo, não é uma questão simples. A Somália é uma mixórdia de clãs, subclãs, subsubclãs. A república separatista Somalilândia conseguiu certa estabilidade, por acordo entre os líderes tribais, mas a Somália não. Recomendo o artigo que foi publicado na National Geographic deste mês.

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