set 03

O assunto deste artigo é algo muito sério. Claro que esta poderia ser mais uma apresentação da Sexta Insana, mas prefiro pensar de outra maneira dessa vez, porque em minha opinião possui uma gravidade, que pode afetar as pessoas, em maior ou menor grau. O que iremos abordar é a relação entre a religiosidade e a saúde das pessoas, e em que medida a religião afeta o modo como as pessoas cuidam de sua saúde, dependendo da doutrinação recebida e a fé com que a pessoa a recebe.

Soubemos, por intermédio de uma noticia publicada no Correio de Minas, no dia 02 de setembro, reproduzida em sua íntegra, para que vocês tenham uma noção do ocorrido. Além disso, também nos foi trazida por Joseph uma outra notícia relacionada com o assunto. Iremos mostra-la também.

Antes de começarmos a comentar, deixem-me discorrer sobre o papel da religião na saúde das pessoas, antes do advento da medicina moderna. Antigamente, em uma época onde não existiam medicamentos como os que temos hoje, não haviam vacinas, não haviam tratamentos, não haviam muitas esperanças de uma vida longa e próspera (não confundam com o adágio de Spock), as pessoas possuíam curtas expectativas de vida que não ultrapassavam os 40 anos, e tinham inúmeros filhos (pois a maioria morria antes mesmo de completarem os 5 anos de idade) para que pudessem ter ajuda em sua “velhice”, ter alguém para cuidar dos campos e fazendas, herdar o nome paterno, colaborar no sustento das famílias, pois não era uma vida individual como a que temos hoje, em que uma vez alcançada a maioridade, saem da casa dos pais para viverem por si mesmos e terem as suas próprias famílias. Naquela época, a maioria vivia junto com os seus pais e irmãos por um longo tempo em uma mesma casa.

E essas pessoas nada sabiam do mundo em que viviam, as causas das doenças que as acometiam, e viviam sob o terror constante da morte que poderia sobrevir a qualquer momento (através de pragas, pestes, guerras constantes, contaminação alimentar, ferimentos que não cicatrizavam, infecções, ma nutrição, precariedade das condições de vida, condições insalubres de higiene, etc), e juntamente com esse terror, vinham as superstições e crenças, fomentadas pelas religiões, de que o agente causador dessas mortes era quase sempre o diabo e seus demônios, das conseqüências dos pecados, iras divinas, punições por causa de alguma coisa que alguma personalidade importante fez, presságios agourentos, o fatalismo milenarista, conformismo passivo, etc.

E para tanto, tanto recorriam à religião para explicar de certa forma o sofrimento pelo qual passavam, as mortes terríveis que as pessoas tinham, encontrar o agente causador. Mas nada sabiam sobre os chamados micróbios e microorganismos (que chamamos de vírus, bactérias, protozoários, etc) que eram os causadores dessas doenças, nada sabiam sobre a necessidade de manter uma boa higiene pessoal (lavar-se, escovar os dentes, evitar contato com sujeira ou água suja e infectada por coliformes, troca de roupas para evitar as pulgas e carrapatos, cozimento adequado dos alimentos, distancia de animais que pudessem passar doenças, etc). Hoje dispomos desse conhecimento.

E em alguns casos, as pessoas que se encontravam doentes também encontravam conforto nas palavras que os religiosos lhes transmitiam, com as suas promessas de redenção, de perdão pelos seus pecados, da promessa de uma vida eterna e feliz ao lado de seus amigos imaginários, que iriam escapar dos tormentos de um inferno implacável e da fúria de um demônio assaz sádico e masoquista, e com isso encontrarem uma morte mais serena. Mas havia também o poder da crença que servia como um efeito placebo (pois não dispunham de muitas opções de tratamento, fora os métodos tradicionais de sangrias, misturas medicinais de diversas ervas, aplicação de clísteres, sopas e alimentos feitos de diversos ingredientes – dependendo da imaginação do médico ou barbeiro – e muita, muita oração). Em alguns casos, o efeito placebo funcionava e a pessoa se curava. Mas sabemos que são pouquíssimos os casos, sendo que a esmagadora maioria encontrava o seu inevitável fim. E aqueles que se curaram, atribuíam as suas curas à ação divina, de anjos, de uma misericórdia, e assim por diante. Alguns outros, viam as suas curas como uma chance de uma redenção e se dedicavam a vidas monásticas, alguns outros mudavam radicalmente de vidas, e outros tantos se transformavam em guerreiros por uma causa. A densidade demográfica não era medida em bilhões, como hoje, e sim em milhões; mas se formos recuar um pouquinho mais, era medida em milhares mesmo. Conseguem adivinhar como chegamos aos bilhões de seres humanos de hoje?

Enfim, em uma época onde não havia conhecimento, cultura, lazer, atividades, integração social e diversidade de idéias e pensamentos (quer dizer, havia sim, mas só para os abonados. Os camponeses não tinham acesso a nada disso); não havia o que fazer, senão viver uma vida laboriosa e árdua, sendo pressionado por classes sociais dominantes que faziam o que bem quisessem, não possuíam direitos, não possuíam vozes, não podiam fazer nada para mudar as suas condições de vida. Tudo o que lhes restava era o conformismo e as suas crenças e superstições, que lhes permeava em tudo nas suas vidas.

Mas hoje a situação é completamente diferente. Desde o advento da medicina moderna, que teve os seus primórdios com os primeiros estudos da anatomia humana (iniciados por Leonardo da Vinci, com os seus clássicos desenhos hoje famosos, e depois por médicos nas universidades européias, que depois tiveram de prosseguir na clandestinidade por causa da oposição da Igreja Católica), e depois com Van deer Leuwennhoek e Louis Pasteur, que descobriram as causas e os princípios das doenças, além dos primeiros remédios como a quinina e a descoberta acidental da penicilina por Alexander Fleming, e desde então, a medicina evoluiu e muito, a ponto de oferecer tratamento a centenas de milhões de pessoas pelo mundo, com base nas observações empíricas da ciência médica (mesmo com elevado custo de centenas de milhões de dólares no desenvolvimento de princípios ativos para a elaboração de princípios ativos para a elaboração de novos medicamentos e tratamentos), milhões de pessoas são curadas em hospitais e tratamentos (se seguidos à risca e com orientação medica adequada). E continua evoluindo, velozmente. Apesar dos religiosos procurarem limitar os avanços, com os seus protestos contra os tratamentos que podem surgir através das pesquisas com células-tronco, que podem abrir novas e vastas fronteiras no tratamento das doenças que afligem os seres humanos.

Porém, ainda assim, persiste o obscurantismo religioso, que causa o mal às pessoas, e em boa parte das vezes, traz a morte. Vejamos agora as noticias que nos foram trazidas, para que os nossos leitores se inteirem dos casos.

A sabedoria popular defende que a fé remove até montanhas. No caso do desempregado Gilson de Oliveira Silva, 44 anos, a fé não foi suficiente para livrá-lo dos efeitos do vírus HIV. Depois de frequentar a Igreja Ministério do Fogo por um ano e ter ouvido uma revelação de que estaria curado, Gilson suspendeu por seis meses o tratamento com coquetéis.

Na segunda-feira (31), foi sepultado no Cemitério Quinta dos Lázaros. Segundo Simone Oliveira Silva, irmã de Gilson, ele sofria muito em virtude do HIV e de um câncer que teve na face. “Ele estava desesperado. A fé nessas revelações cegaram meu irmão”, afirma Simone, que ainda quer detalhes sobre o que teria levado Gilson a abandonar os medicamentos.

Ela contou que foi agredida pelos membros da igreja e pela própria pastora e promete levar o caso à Justiça. A sede da Igreja Ministério do Fogo fica numa transversal da Avenida Jorge Amado, no Imbuí. A casa, sem identificação, estava fechada na manhã de segunda-feira (31).

Vizinhos que não quiseram se identificar disseram que a igreja é uma chaga no local.Uma senhora garantiu que a líder religiosa manipula os fiéis. “Se uma mulher é casada e o marido não vai ao culto, ela inventa histórias pra a pessoa ficar impressionada até arranjar outro”, contou.

Uma moradora da rua onde está a igreja afirma que o local é sempre palco de confusões e muito barulho. “Eles enganam as pessoas dizendo que são de Cristo. Fizeram a maior confusão quando a família do rapaz (Gilson) chegou”, diz a moradora, garantindo que não é a primeira vez que a pastora faz promessas de cura.

Segundo o criminalista Sérgio Reis, abusos de pessoas que se dizem agentes da fé ou enviados de Deus podem ser denunciados à polícia e ao Ministério Público, pois tais cultos geram prejuízos à comunidade. “Nesse caso específico, enquanto acreditava estar curado, o rapaz pode ter até transmitido o vírus para outras pessoas. É preciso que em situações assim haja a interferência dos poderes públicos”, defende.

Gilson recebia os coquetéis contra o HIV no Hospital das Clínicas. O infectologista Eduardo Martins Neto não confirmou se ele deixou de pegar os medicamentos, mas contou que os pacientes são orientados sobre a necessidade de manter o tratamento. “Algumas vezes, fazemos contato com pacientes faltosos, mas não há como controlar toda a demanda”, disse.

Nesta notícia, podemos perceber o absurdo e o extremo perigo que foi trazido à tona por causa das atitudes do pastor evangélico, que insistia com o pobre paciente de que este obteria uma cura divina se tivesse fé de que “Deus iria curá-lo” da AIDS. Mas podemos ver muito bem que este não foi o caso. Alias, ninguém jamais foi curado da AIDS ate hoje, com base na fé e na crença religiosa.

É muito comum ouvirmos de crentes sobre as supostas curas milagrosas de AIDS e câncer, mas a verdade é que só ouviram falar de alguém que ouviu de outra pessoa. E em algumas ocasiões, supostamente presenciaram essas “curas” no palco armado nas igrejas. Mas provar que realmente ocorreram essas curas?  Não, não possuem nenhuma prova, nenhuma evidencia, nenhum laudo médico imparcial.

E esses crentes alguma vez chegaram a verificar se essas supostas curas eram reais? Se deram ao trabalho de verificar se essas pessoas realmente estavam doentes? Verificaram os exames médicos? Conferiram o CRM dos médicos? Fizeram avaliações independentes? Checaram as datas dos laudos médicos e se correspondiam às pessoas “curadas”? E essas mesmas “curas” foram pesquisadas e relatadas em periódicos científicos? E alguma vez, foram publicadas? Foram alguma vez noticiadas por jornais imparciais? E também, se deram ao trabalho de conferir o destino dessas pessoas, após as supostas “curas” na igreja, saber pelo menos o nome dessas pessoas, onde moravam, como andava a saúde dessas pessoas, se fizeram exames periódicos? E por ai vai.

Não, nada disso. Em todas as vezes em que tive contato com os religiosos que me relatavam essas coisas, nenhum deles jamais soube comprovar a veracidade de suas afirmações. A quase totalidade não forneceu nenhuma prova, nenhuma evidencia, e nem mesmo sabiam os nomes dessas pessoas “curadas” e não faziam a menor idéia do destino dessas pessoas. Tudo o que diziam é que eram milagres divinos, que precisamos ter fé e acreditar nas historias deles, mesmo na ausência completa de evidencias.

Não tem como acreditar nessas histórias. Nem mesmo levá-las a sério. Já publicamos aqui um artigo que falava sobre o “poder das orações” e também sobre o comportamento dos religiosos em enfrentar a morte em seus estados terminais.

E há um lado negro nisso tudo. Infelizmente, as pessoas não possuem suficiente bom senso em aplicar um pouco de ceticismo e colocarem um pé atrás, diante dessas coisas, e se fazerem perguntas e se questionarem se essas coisas realmente acontecem. Mas isso não ocorre. Simplesmente acreditam por acreditar. E essa mesma crença, sem dar o beneficio da duvida, já implica em riscos para esses mesmos religiosos, que correm o risco de adoecerem e recusarem tratamentos médicos, confiando em uma providencia divina de que serão curadas, se tiverem fé o bastante.

E com isso, acabam correndo sérios riscos de vida, ao comprometerem as suas saúdes, e a saúde dos outros, com o risco de contagio e infecções oportunistas (em suas relações sexuais, contato com as secreções corporais etc), limitando as suas vidas e aumentando o sofrimento humano.

Curas divinas de AIDS são particularmente perigosíssimas, porque induzem o “curado” a achar que esta livre da carga viral, e passa a fazer sexo regularmente com o seu conjugue ou parceiros sexuais, passando adiante o vírus da AIDS, estabelecendo uma cadeia de transmissão, e com isso, aumentando os casos de infectados, que passam a infectar varias outras pessoas sem saberem. E no fim, só resulta em pobreza, devastação psicológica, ruína da saudade, elevados custos dos tratamentos que são custeados pela cobrança de impostos da população brasileira.

E o que dizer de várias outras doenças, potencialmente perigosas, que também podem trazer estragos sérios? Não faz muito tempo que publicamos também um artigo sobre as precauções tomadas pelos religiosos do mundo inteiro em prevenir o contágio pela gripe suína (o vírus H1N1), e podemos fazer uma constatação interessante: os homens de boa-fe não possuem fé na ação divina, de forma implícita, de que estarão a salvo desses mesmos microorganismos que a ciência descobriu, apesar dos obstáculos que a religião lhes impôs. E para variar, ontem mesmo foi publicada uma noticia de um egípcio que foi infectado com dois vírus diferentes ao mesmo tempo (a gripe suína e a gripe aviaria – o que pode resultar em uma mutação para uma forma mais letal no futuro) e este mesmo egípcio voltava de uma peregrinação em Meca… Será que Alá não protege os seus camelinhos ?

Enfim, práticas como essas, de pastores induzindo os seus fieis a abandonarem os seus tratamentos deveria ser tratado como um crime contra a saúde publica, crime contra a vida humana, estelionato baseado em falsas promessas, alem de dolo e dano moral contra os familiares das vitimas. Sem contar a extorsão financeira cobrada dos doentes pela “cura” obtida.

Tem sido bem comum a ação de pastores evangélicos (que possuem a liberdade de irem aos hospitais, fora dos horários de visitas e sem a permissão dos pacientes e dos familiares destes) em praticar estes atos criminosos. Mas é quase raro os casos de padres católicos fazerem essas coisas, ou rabinos, monges budistas, mulás islâmicos etc. aqui no Brasil.

Devemos nos perguntar por que é que só os pastores evangélicos é que fazem isso.. temos relatos de inúmeros casos envolvendo essa religião em particular.

Acredito que deveria haver uma lei federal proibindo de forma definitiva a presença de religiosos em hospitais, clinicas medicas, pronto-socorros, postos de saúde etc., de modo a coibir o proselitismo religioso, impedir práticas de curandeirismo e charlatanismo que prejudiquem os pacientes que se encontram em estado de fragilidade física e emocional, conversões sob pressão psicológica e emocional, e assim por diante. Os religiosos devem permanecer nos lugares onde a presença é mais apropriada: os locais de culto (igrejas, templos, mesquitas, sinagogas, etc). Uma coisa é ir até um doente quando ele solicita a presença do sacerdote de sua fé, outra é ter o quarto invadido por esse pessoal. E devemos lembrar que curandeirismo e charlatanismo são crimes previstos no Código Penal (artigos 283 e 284).

Um exemplo famoso é o caso de Sandra, a filha de Pelé, que abandonou o tratamento por aconselhamento de um pastor evangélico, e esta crente de que estava curada de seu estado terminal, acabou morrendo dias depois, gerando comoção nacional por causa de seu sobrenome famoso e as circunstancias de sua morte. Agora, podemos citar um outro caso, relatado abaixo:

Policiais da 59ª DP (Duque de Caxias) investigam a denúncia de que a dona de casa Maria das Graças Oliveira Daniel, 53 anos, moradora do bairro Parque Lafayete, morreu após ter sido induzida há 15 dias por um pastor evangélico a largar o medicamento que usava para controlar a diabetes. Ela passou mal na sexta-feira passada, foi socorrida no Hospital Municipal Moacyr do Carmo, em Caxias, mas não resistiu e morreu no sábado.

O delegado Antônio Silvino, da 59ª DP, abriu inquérito por denúncia de charlatanismo e homicídio culposo contra o pastor de uma igreja evangélica no bairro Itatiaia, em Caxias. Segundo parentes, ela foi orientada pelo pastor a jogar fora o remédio que usava porque bastaria ter fé para ser curada.

“Minha mãe saiu carregada nos braços”, se queixou Anderson Oliveira Daniel, 28 anos, filho de Maria das Graças. O pastor negou as acusações. Disse que não conhece a mulher e estranhou o fato de a família não procurá-lo antes.

Viúvo acredita que mulher foi vítima de curandeirismo

Para o viúvo de Maria das Graças, o auxiliar de serviços gerais Pedro Daniel Filho, 49 anos, sua mulher foi enganada pelo pastor durante uma cerimônia de curandeirismo. Já a irmã da dona de casa, Rachel Ferreira de Oliveira, 31, o pastor teria pedido à Maria das Graças que fizesse exame uma semana após a suspensão do medicamento para que pudesse comprovar o que dizia. “Minha irmã jogou tudo fora e deu no que deu”, disse.

O endocrinologista Sérgio Blumenberg, do Hospital dos Servidores do Estado, explicou que são comuns casos em que pacientes suspendem medicamentos sem orientação médica. “Muitas vezes, as pessoas têm que tomar três medicamentos e tomam só um, achando que é o suficiente”, revela. Segundo o médico, em alguns casos, a decisão pode resultar na morte do paciente.

E quantas pesquisas realizadas ja atestaram a ineficácia das orações na cura das doenças (pesquisas já foram feitas, e confirmando que elas realmente não funcionam – uma delas ate mesmo constatou que pessoas que sabiam que haviam orações por elas, tiveram uma recuperação pior do que aquelas que não receberam preces) e assim por diante. E também, de que crentes são os que mais se sentem atormentados com a proximidade da morte do que aqueles que não possuem uma ligação mais forte com a religião. Sem contar que a boa parte dos que sofrem doenças mentais, teve como causa a religião.

Há inúmeros exemplos que podem ser citados aqui.

E depois publicam nas revistas como Isto é ou Época, de que a crença religiosa faz as pessoas “viverem mais e melhor” e terem “qualidade de vida”. É claro que ninguém foi conferir nos paises do Terceiro Mundo para ter uma amostragem melhor ou ate mesmo ir nos estados mais pobres no Brasil para ver a diferença, que derrubaria os dados da pesquisa no chão. E ninguém nem mesmo lembrou os últimos milênios, onde as religiões eram mais onipresentes na vida das pessoas, no qual nem chegavam à metade da expectativa da vida atual e ainda por cima viviam muito mal. Sem contar as brutalidades e os crimes feitos em nome da fé, com o lastimável resultado de centenas de milhões de mortos. É impossível levar a serio esses dados trazidos por essas revistas. Podemos dizer que esses “dados” já nasceram viciados.

Como podemos ver, a ação da religião na saúde das pessoas, nos últimos tempos tem sido desastrosa. Fora as alegações de curas divinas, indução em pacientes para que abandonem os tratamentos, tratar as doenças com orações e preces, como o caso de uma menina americana que acabou morrendo, depois de muitas orações dos pais, que recusaram a procurar tratamentos médico – semelhante a outros casos que noticiamos aqui, a rejeição às vacinas, a oposição do Vaticano ao uso dos preservativos (com elevado custo de vidas na África), a oposição religiosa contra o desenvolvimento de pesquisas em células-tronco (que poderiam resultar em novos tratamentos e remédios contras inúmeras doenças em um futuro próximo), a doutrinação religiosa de que sofrer é bom e necessário, o desejo de que as novas doenças sejam castigos divinos contra os infiéis e descrentes (há uma comunidade no Orkut que vê a gripe suína como um castigo contra os outros que não compartilham das mesmas crenças religiosas), ou que a AIDS é um flagelo divino contra os homossexuais (Madre Teresa afirmou isso, lembram-se?), o uso de curandeirismo (tal como o estupro de meninas virgens na África por infectados da AIDS para serem curados), a ineficácia das orações na cura das doenças (pesquisas já foram feitas, e atestaram que elas realmente não funcionam – uma delas até mesmo constatou que pessoas que sabiam que haviam orações por elas, tiveram uma recuperação pior do que aquelas que não receberam preces) e assim por diante. Sem contar que a boa parte dos que sofrem doenças mentais, teve como causa a religião. Há inúmeros exemplos que podem ser citados aqui.

Podemos concluir, diante disso tudo, que a religião faz mais mal do que bem.


Fontes das notícias: Correio e IG

Um Ping to "Os danos à saúde causados pela religião"

  1. Voz dos Alienados 7 » Ceticismo.net disse:

    [...] poderiam preencher o vazio qe ha em vcs ! o plano do diabo é um só dia pos dia, MATAR, ROUBAR E DESTRUIR, ele te engana para depois destruir vc ! acha estranho chegar em casa e sentir um vazio? ou estar [...]


25 respostas para "Os danos à saúde causados pela religião"

  1. 1. Robson Fernando disse:

    Abbadon, tem uma falha aqui:

    não havia o que fazer, senão viver uma vida laboriosa e árdua, sendo pressionado por classes sociais dominantes que faziam o que bem quisessem, não possuíam direitos, não possuíam vozes, não podiam fazer nada para mudar as suas condições de vida.

    Está sendo dada a ideia de que as classes dominantes, não as dominadas, não tinham direitos nem voz nem podiam fazer nada.

  2. 2. Abbadon disse:

    Sim, por muito tempo foi assim. Ate ha poucos seculos atras, principalmente a partir do seculo XVI, é que as coisas comecaram a mudar, e as classes dominadas comecaram a ter voz.

    Robson Fernando respondeu:

    Mas o trecho referido passa uma ideia confusa, com os nãos fazendo concordância gramatical com a classe dominante.

  3. 3. Tati disse:

    Por um lado temos os religiosos tentando incutir medo nos fiéis – como se não fosse suficiente temer o inferno e um deus mandão. E, por outro lado, temos uma roupagem mais amena, das pseudociências, como a cromoterapia e tantas outras. Se não conquistar pelo terror, conquiste pela simpatia. Lá não há medo, mas um paraíso new age, com luzes e cores tudo rodopiando e sua aura leve e límpida. Tudo fruto da incapacidade humana de ser realista, de viver fugindo para o céu ou inferno e esquecendo de viver com os pés fincados na terra. Tem gosto para tudo… ou seria falta de gosto… e aí estamos, com prateleiras abarrotadas de livros de auto-ajuda. Algumas pessoas realmente vivem fugindo da realidade, da única coisa que de fato possuem, para entregar-se ao que não é, não foi e nem será. Lamentável é quando não há oportunidade para voltar atrás.

  4. 4. Desesper@do disse:

    Me lembrou de um crente chato com o qual eu faço faculdade, que ofendeu uma professora atéia, e depois disse que a fé em “deus” tudo cura, e citou um fato que (vejam só) foi contado a ele que em um culto que aconteceu em Catanduva, um kra vomitou, e ele não vomitou sopa, arroz e feijão, ou outra coisa, e sim um pedaço de cancer.

    Honestamente, eu odeio esse cara. Esses religiosos precisam aprender que o deus deles esta ocupado demais punindo pessoas e/ou não fazendo nada, e/ou não existindo para ajuda-las.

    baalzaeb respondeu:

    @Desesper@do, ele vomitou o proprio estOmago. kkk

  5. 5. Rodrigo disse:

    Esse tipo de coisa não parece aquelas ligações que recebemos, dizendo que ganhamos um “zilhão” de reais, e 55 fazendas? Que para ganhar isso tudo, precisa-se comprar 355 cartões telefônicos de 50 reais? :lol:

  6. 6. Lilian Berta disse:

    Só hoje li este artigo, excelente. Concordo em 100%. Essa é a diferença entre pessoas que conduzem e são conduzidas, lideram e são lideradas, manipulam e são manipuladas. Pensar não dói. Incrível como ainda hoje pessoas acreditam em tantas asneiras de forma irredutível. Incrível como pessoas dotadas de neurônios não conseguem dar voz à razão e se prendem a crendices e lendas contadas por um livro (Bíblia) cheio de contradições e histórias fabulosas, histórias essas que hoje em dia não acontecem mais e sabe-se lá porque. Pessoas ainda acreditam veementemente que Jesus vai voltar no meio das nuvens, julgar e matar o pecadores e levar os santos para morarem com ele no céu, em mansões de ouro. As pessoas acreditam nisso… /o\

    Abbadon respondeu:

    Excesso de jesusolatria causa danos mentais irreversiveis e subdesenvolvimento perpetuo da nacao cujo senhor é um amiguinho imaginario.

  7. 7. vista disse:

    Não gosto muito de responder a essas coisas, mas, vamos lá…

    Farei isso de duas formas, do ponto de vista cientifico e filosófico.
    Na verdade após os anos 90 com o surgimento de novos grupos religiosos não católicos houve um novo interesse da medicina por essas questões relacionadas a religiosidade e espiritualidade. Várias organizações de saúde mundialmente relevantes, como a Organização Mundial de Saúde, o Joint Commission on Accreditation of Health Care Organizations e o American College of Physicians (EUA), têm enfatizado a importância de abordar questões de espiritualidade na prática clínica. Associações profissionais como o Royal College of Psychiatrists (do Reino Unido), a American Psychological Association e a World Psychiatric Association possuem departamentos ou grupos de interesse em Espiritualidade/Religiosidade.
    E essas medidas são tomadas com base em diversas questões.
    Primeiro, devido a importância dada a religião/espiritualidade por quase todos os grupos sociais. Segundo, essas questões potencialmente influenciam a saúde, muitas apresentam objetivos terapêuticos e influenciam no tratamento. Terceiro, existem muitas evidências científicas, não com base em crenças individuais afirmadoras ou negadoras, e sim estudos prospectivos, ensaios clínicos e por ai vai. E quais são essas evidências?
    De forma geral, estudos indicam que a religiosidade/espiritualidade esta relacionada com aspectos positivos de saúde (George et al. 2000; Koenig et al.2001; Lee and Newberg 2005; McCullough et al. 2000; Moreira-Almeida et al. 2006; Mulligan et al. 2005; Powell et al. 2003). Menor prevalência e incidência de câncer (Devins et al. 2001; Devins et al. 2006; Sherman et al. 2001). Melhor reabilitação médica (Faull and Hills 2006; Fougeyrollas et al. 1998; Kim et al. 2000; Magyar-Russell 2005; Moreira-Almeida and Koenig 2006; Treloar 2002). Incluindo pacientes com lesão espinhal (Brillhart 2005; Nissim 2003; Noreau and Fougeyrollas 1996; Van Ness and Kasl 2003), enfarto (Giaquinto et al. 2007), e traumatismo craniano (Kalpakjian et al. 2004).
    Diversos estudos encontraram associações fortes e robustas entre religiosidade/espiritualidade e saúde mental, especificamente com a reducão do risco de doenças nervosas (Koenig et al.1993), depressão (Koenig et al.1992), uso de drogas e dependência. Sem dúvida existem resultados que indicam uma associação entre R/S e desfechos negativos em saúde, mas, como cientista posso dizer que dentre os inúmeros trabalhos publicados internacionalmente e no Brasil as evidências indicam que aspectos da R/S estão associados a melhores desfechos em saúde. Inclusive a prece e o enfrentamento religioso citado por você. Essas duas dimensões da R/S estão associadas a menores níveis de estresse – menores níveis de cortisol ), além de menores taxas de marcadores de inflamação, como alfa-2 globulina, d-dímero, leucócitos polimorfonucleares e linfócitos.

    Como estudante de filosofia acho tudo isso muito engraçado. Crenças científicas de um lado e crenças religiosas de outro. Realidade cientifica e realidade religiosa ambas na disputa pela legitimação. Nós cientistas, com base em nossa metodológica e investigando a nossa realidade sugerimos com todas as armas que os crentes do lado de lá abandonem suas crenças e, portanto, sua realidade e, aceitem nossos tratamentos. E os Religiosos com suas armas transcendentes, das quais a ciência não conhece, respondem com toda a autoridade e também necessitam nos impor sua realidade.
    E tem uns que vão mais além, que buscam na Ciência alguma evidência para negar Deus. Como isso é possível? A idéia de deus esta em outra esfera, sendo algo transcendente, metafísico. E o que a Ciência tem haver com isso? Nada.
    Isso tudo se torna mais engraçado quando optamos por uma abordagem existencialista e encontramos no fundamento da ciência e da religião a mesma intenção. E uma das questões colocadas é que devido a ausência de sentido (da existência), e o sofrimento resultante desta situação, todos nós temos um caráter artístico. Um caráter artístico por necessidade. Deste modo, temos lado a lado, as perspectivas religiosas, as cientificas, as filosóficas e as obras de arte. Tudo isso como resultado desta nossa grande necessidade de entender a realidade, transformando a vida em algo suportável, não caótico e com sentido. Para tal, criamos deuses, além, realidades extra- conscientes, realidade objetiva, idéia de risco, ordem. Tudo que vemos lá fora faz parte da característica superficial e artística do homem. Tudo por necessidade.
    Afinal, como negar Deus? Dizendo: deus esta morto! Ou então teremos que nós apoiar numa ilusão para negar outra ilusão. Mas, a quem isso importa? A negação da idéia de existência de um deus só precisa de um porquê! E isso Nietzsche já fez com grande perfeição. E lembrem-se galera: ao lado dos religiosos estão também os ateus. Pois ambos acreditam que a razão pode nos trazer as respostas para esta questão da existência. A questão é: Deus não é mais necessário. Mas, não a todos!

    Bem, para transformar algo em medida pública temos muitas opções, a moral, as crenças cientificas, as crenças religiosas, questões econômicas, questões culturais e muito mais. Mas, todas essas, muitas vezes conflitantes acreditam fazer parte da Realidade. E assim, surgem os problemas…. :mrgreen:

    Administrador André respondeu:

    Sua postagem é curiosa, mas totalmente avessa ao que diz o artigo.

    O artigo fala do mal que a crença cega causa, enquanto vc fala sobre o efeito placebo durante o processo de cura ACOMPANHADA pela ciência médica. Senão, vejamos: Desde que o mundo é mundo as pessoas acreditaram em divindades diversas. Asclépios era o Deus da Cura, mas não ajudava muito numa sociedade cuja expectativa de vida era de 30 anos. Tal expectativa de vida perdurou durante a Idade Média, mesmo entre os devotos cristãos. Ainda hoje vemos a letalidade do câncer e o que se pode dizer das pessoas que morrem todos os dias nos hospitais? Ateus? Descrentes? rezam pro deus errado? Pela medicina, 90% dos casos de câncer – quando descobertos no início – são plenamente curáveis. O que isso nos diz? Se há uma menor prevalência de câncer em pessoas religiosas, podemos depreender que a maioria que sofre da doência é de descrentes, ateus etc? Quer ir comigo no INCA para fazer uma pesquisa entre os pacientes sobre sua religião?

    A fé da pessoa deixa de ser efetiva se ela demorar a procurar um médico? Se fosse assim, Testemunhas de Jeová não morreriam, por se recusarem a receber transfusões, salvo quando um médico responsável faz a transfusão assim mesmo, acabando sendo processados, como no caso dos médicos que fizeram o aborto na criança de nove anos que foi estrupada.

    Isso sem falar que pesquisa 9cujo link vc ignorou, bem como todo o texto) publicada no American Heart Journal demonstrou que preces de terceiros não ajudam doentes. Link para a publicação indexada: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16569567 (notou que a pesquisa é mais recente que as suas, né?).

    Daí, o que temos? A pessoa acreditar que deve sua melhora a uma religião é o mesmo que atribuir a uma pílula milagrosa. O problema é quando se dá a cura atraés de uma pílula de farinha. Efeito placebo, como dito acima.

    Argumente. DENTRO do artigo.

    Ah, e sobre deus… QUAL deus? Será que todos eles existem e cada qual cuida do seu igual?

    Para terminar, vc não ficará triste se eu disser que sua faculdadezinha de filosofia é algo totalmente idiota e inútil em nosso mundo? E pode me dar os links de TODAS as publicações que vc citou? Pq, imagino, vc NÃO LEU nenhuma delas, pois duvido que tenha acesso, mas sou um cara legal e darei uma chance de vc me dar suas fontes, bem como me dizer o que são alfa-2 globulina, d-dímero, leucócitos polimorfonucleares e linfócitos? Quero a fórmula estrutural de todas elas e sua ação bioquímica no corpo. Eu sei, mas duvido que vc, estudantezinha de filosofia, saiba. Quero as fontes INDEXADAS.

    vista respondeu:

    Adoro gente entusiasmada! Adoro mesmo.

    “O artigo fala do mal que a crença cega causa, enquanto vc fala sobre o efeito placebo durante o processo de cura ACOMPANHADA pela ciência médica.”

    Já que você gosta muito de palavras, por definição toda crença já é cega, sendo um elemento subjetivo que afirma algo sem necessidade de comprovação. Quem falou de efeito placebo durante o processo de cura acompanhada? Atualmente existem modelos explicativos desta associação entre ALGUMAS dimensões da religiosidade, espiritualidade e saúde. E é exatamente neste caminho que a pesquisa nesta área ganha maior dimensão. Associação entre R/S e saúde existem? Sim, as evidencias apontam para tal! Agora se você me perguntasse se esta associação é causal, ai sim seria uma boa pergunta! E poderíamos discutir isso com precisão estatística, conceitual e metodológica. Segundo, mais importante que o ano da publicação é o modelo do estudo, especificidades da população e tamanho da amostra, ferramentas de medidas (escalas, materiais), fatores de confusão, acurácia conceitual, modelagem estatística, e todos os outras questões relacionadas a questão causal (plausibilidade biológica, relação de dose-resposta e por ai vai). Por isso citei aqueles artigos, Koenig é considerado o pesquisador mais influente nesta área.

    Quem falou em preces de terceiros (PI)? Sem falar que a Prece privada, prece contemplativa, prece meditativa, ou a PI são apenas algumas das dimensões religiosas ou espirituais que vem sendo estudas. O NIHR identificou 10 domínios chaves, e cada um desses domínios da espiritualidade/religiosidade apresentam alguma evidencia de associação com a saúde. A grande questão dessas pesquisas não é afirmar ou negar que Deus pode curar algo ou alguém e que o cuidado médico é secundário. È exatamente desvendar se esta associação existe, se é causal, se é uniformemente positiva e como a ciência pode explicá-la ou nega-la, em quais domínios da R/E e da saúde esta associação pode ser encontrada e acima de tudo ate aonde a ciência pode ir para medir e explicar essas questões. E, além disso, trazer para nós este campo que foi expurgado da atenção médica, ou denominado “subconjunto de psicopatologias” lançados à psicanálise.

    “Isso sem falar que pesquisa 9cujo link vc ignorou, bem como todo o texto) publicada no American Heart Journal demonstrou que preces de terceiros não ajudam doentes. Link para a publicação indexada: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16569567 (notou que a pesquisa é mais recente que as suas, né?)”

    E daí? Posso te enviar outras dessas, com resultados semelhantes, quem sabe revisões sistemáticas e metanálises. È basicamente a isso que respondi, a um artigo que cita questões históricas, legais, algumas publicações cientificas que representam a minoria, observações pessoais, apelo ao ceticismo e que finaliza deste modo “Podemos concluir, diante disso tudo, que a religião faz mais mal do que bem”. E a você que com base na publicação de Powell me destaca alguns trechos e esquece de outros. Primeiro Powell investigou 1 dimensão da R/S e alguns desfechos em saúde, segundo “The authors conclude that church/service attendance protects healthy people against death”. Atendimento/indivíduos saudáveis/mortalidade. Terceiro, o artigo não encontrou associação entre (grau/intensidade) maior atendimento e saude fisica.

    Negar que existam associações? É só dar uma olhadela nos resumos do Medline. Agora se for para discutir sobre questões especificas destas evidências, ai sim algo coerente. Pesquisa nesta área envolve dificuldades conceituais e metodológicas importantíssimas, muitas delas dificultam a decisão sobre os achados. Mas, apesar de todo lodo, existem bons trabalhos publicados, temos importantes publicações do Levin, do Koenig, do Powell, o Hufford e Vailant.

    Ainda hoje vemos a letalidade do câncer e o que se pode dizer das pessoas que morrem todos os dias nos hospitais? Ateus? Descrentes? rezam pro deus errado? Pela medicina, 90% dos casos de câncer – quando descobertos no início – são plenamente curáveis. O que isso nos diz? Se há uma menor prevalência de câncer em pessoas religiosas, podemos depreender que a maioria que sofre da doência é de descrentes, ateus etc?

    Que confusão causal! As únicas explicações que poderiam surgir desta inferência seria que certas dimensões da R/E, PODEM levar a melhores hábitos de saúde, E/OU maior percepção de apoio social E/OU aos diversos modelos explicativos desenvolvidos pela psiconeuroimunologica. Ou seja, essas dimensões podem funcionar como variáveis mediadoras ou moderadoras ou ter ligação direta com desfechos em saúde (comparado a não apresentar uma determinada dimensão R/E, ou apresentar em menor grau, ou em quem apresenta um efeito “cancelled out” por outro.

    Quanto a estrutura química, tenho um prazer imenso em ter me distanciado destas preocupações a alguns anos atrás. Mas, pelo que recordo, você pode encontrá-las no Stryer, qualquer versão, lá pelas paginas 900 e alguma coisa no capitulo de S. imunológico. Você ate encontrará as estruturas tridimensionais, e ME de organelas.

    Sobre deus, este pouco me importa. Quanto a filosofia, esta também pouco me importa dependendo do dia.

    Minha resposta envolvia uma questão que eu considerei de maior importância que questões metodológicas e evidencias cientificas, a esse choque e confusão entre crenças cientificas e religiosas, ambas lutando por legitimação de sua percepção da realidade. A religião baseada no transcendente e a ciência na idéia de realidade objetiva, na lógica indutiva que por sua vez sustenta junto com a lógica dedutiva o conceito instrumental de risco tanto amado pela epidemiologia e incorporado como instrumento e discurso na clinica. E com ele vem ancorado os problemas de generalização dos resultados, sua pretensão a totalização, e que nosso querido Ayres descreve muito bem como uma manobra lógica triplamente problemática, onde o possível é identificado ao provável, o amostral ao populacional e este ao individual (AYRES, 1994).

    Termino com uma mea culpa quanto a referencia trocada, para tal estas certíssimo, mea culpa my child, mea culpa. Pode me chamar do que bem entender. Mas, muitos outros artigos sobre este tema estão indexados nas mais diversas bases de dados.

    Administrador André respondeu:

    Bom dia, felózofa. Pronta pra ser surrada de novo?

    Já que você gosta muito de palavras, por definição toda crença já é cega, sendo um elemento subjetivo que afirma algo sem necessidade de comprovação.

    Muit palavrório, nenhum conteúdo. Normal.

    Quem falou de efeito placebo durante o processo de cura acompanhada?

    Eu falei. E vc ão provou o contrário.

    Atualmente existem modelos explicativos desta associação entre ALGUMAS dimensões da religiosidade, espiritualidade e saúde.

    Sim, explicam: efeito placebo. :mrgreen:

    E é exatamente neste caminho que a pesquisa nesta área ganha maior dimensão. Associação entre R/S e saúde existem? Sim, as evidencias apontam para tal!

    Com uma publicação chamada Religion and Health? Cadê as publicações da Science e da Nature? Links, por favor.

    Agora se você me perguntasse se esta associação é causal, ai sim seria uma boa pergunta! E poderíamos discutir isso com precisão estatística, conceitual e metodológica.

    Filhota, vc postou um blábláblá imenso, com uma fonte VAGABUNDA, que deturpava as pesquisas originais. Quer discutir uma coisa da qual vc é totalmente leiga, felózofa?

    Segundo, mais importante que o ano da publicação é o modelo do estudo, especificidades da população e tamanho da amostra, ferramentas de medidas (escalas, materiais), fatores de confusão, acurácia conceitual, modelagem estatística, e todos os outras questões relacionadas a questão causal (plausibilidade biológica, relação de dose-resposta e por ai vai).

    U-AU! Então não precisaremos dos artigos de Einstein, já que Newton já as explicava tudo. Ademais, plauseabilidade DO QUÊ? Vc não postou NENHUMA referência. Provei que as cirtações foram claramente manipuladas, onde os autores diziam O CONTRÁRIO do que seu besteirol defendia.

    Por isso citei aqueles artigos, Koenig é considerado o pesquisador mais influente nesta área.

    Verecundiam? Toma vergonha.

    Quem falou em preces de terceiros (PI)?

    Eu. Provei que a religiosidade sofria sério abalo e o resultado acabava exatamente no oposto. Vc tem problemas de interpretação de texto ou continua sendo desonesta?

    Sem falar que a Prece privada, prece contemplativa, prece meditativa, ou a PI são apenas algumas das dimensões religiosas ou espirituais que vem sendo estudas.

    Estudadas, sim. E comprovadamente ineficazes como eu provei.

    O NIHR identificou 10 domínios chaves, e cada um desses domínios da espiritualidade/religiosidade apresentam alguma evidencia de associação com a saúde.

    Provei que não.

    A grande questão dessas pesquisas não é afirmar ou negar que Deus pode curar algo ou alguém e que o cuidado médico é secundário. È exatamente desvendar se esta associação existe, se é causal, se é uniformemente positiva e como a ciência pode explicá-la ou nega-la, em quais domínios da R/E e da saúde esta associação pode ser encontrada e acima de tudo ate aonde a ciência pode ir para medir e explicar essas questões.

    Contra ftos não há argumentos. Podfe escrever o qto quiser. Aqueles liks foram uma bomba atômica no seu barquinho de papel religioso. Shit happens.

    E, além disso, trazer para nós este campo que foi expurgado da atenção médica, ou denominado “subconjunto de psicopatologias” lançados à psicanálise.

    Claro que a medicina tem que expurgar-se dessa pseudociência. Quando pesquisas SÉRIAS (feitas por fontes ISENTAS) mostram que não houve relação alguma e não fez diferença, a religiosidade no processo de cura é tão fundamental quanto quiropráticos, radiesestistas ou mães de santo.

    E daí? Posso te enviar outras dessas, com resultados semelhantes, quem sabe revisões sistemáticas e metanálises.

    De outras fontes não-isentas? ão, obrigado. Já demonstrei o mau-caratismo do artigo. Glub glub glub. Seu basrquinho religioso afundou.

    È basicamente a isso que respondi, a um artigo que cita questões históricas, legais, algumas publicações cientificas que representam a minoria, observações pessoais, apelo ao ceticismo e que finaliza deste modo “Podemos concluir, diante disso tudo, que a religião faz mais mal do que bem”.

    Minoria? Vc é uma comédia! Vais defender até o fim dos tempos que conseguiu provar uma coisa, de UM artigo de fonte vagabunda e que manipulou a pesquisa alheia. Bem, nunca esperamos honestidade de fontes religiosas. Vai citar quem agora? A Fundação Templeton?

    E a você que com base na publicação de Powell me destaca alguns trechos e esquece de outros. Primeiro Powell investigou 1 dimensão da R/S e alguns desfechos em saúde, segundo “The authors conclude that church/service attendance protects healthy people against death”. Atendimento/indivíduos saudáveis/mortalidade. Terceiro, o artigo não encontrou associação entre (grau/intensidade) maior atendimento e saude fisica.

    O artigo concluiu que a religião protege pessoas SAUDÁVEIS? HAHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHA vOCÊS SÃO RIDÍCULOS!

    Negar que existam associações? É só dar uma olhadela nos resumos do Medline.

    Leia os reumos que eu coloquei. Não servem? Pq ão? :)

    Agora se for para discutir sobre questões especificas destas evidências, ai sim algo coerente. Pesquisa nesta área envolve dificuldades conceituais e metodológicas importantíssimas, muitas delas dificultam a decisão sobre os achados.

    Fi-Fa-Fum! Sinto cheiro de crente correrndo com as calças na mão.

    Mas, apesar de todo lodo, existem bons trabalhos publicados, temos importantes publicações do Levin, do Koenig, do Powell, o Hufford e Vailant.

    Continue tentando. Quem sabe assim vc mesma passa a acreditar, pq quem qestá lendo viu que vc foi massacrada com apenas dois resumos de fontes citadas por vc mesma, FELÓZOFA.

    Que confusão causal! As únicas explicações que poderiam surgir desta inferência seria que certas dimensões da R/E, PODEM levar a melhores hábitos de saúde, E/OU maior percepção de apoio social E/OU aos diversos modelos explicativos desenvolvidos pela psiconeuroimunologica.

    Muitas coisas podem acontecer. No mundo da Estatística não existe probabilidade de 0 ou 1. Existe a TENDÊNCIA de ser 0 ou 1. Poder, pode acontecer até que um meteorito com um lagarto comedor de gente metido a filósofo caia aqui. Na mesma medida que a religiosidade ajude a curar pessoas. Ops, as fontes que eu coloquei demonstram que tal não foi observado. mal aí.

    Ou seja, essas dimensões podem funcionar como variáveis mediadoras ou moderadoras ou ter ligação direta com desfechos em saúde (comparado a não apresentar uma determinada dimensão R/E, ou apresentar em menor grau, ou em quem apresenta um efeito “cancelled out” por outro.

    O monstro do Lago Ness tb pode aparecer vestindo um smoking durante o reveillon.

    Quanto a estrutura química, tenho um prazer imenso em ter me distanciado destas preocupações a alguns anos atrás.

    Imagino que sim. Este distanciamento começou n ensino médio, por não conseguir diferenciar um hidrocaroneto de um álcool.

    Minha resposta envolvia uma questão que eu considerei de maior importância que questões metodológicas e evidencias cientificas, a esse choque e confusão entre crenças cientificas e religiosas, ambas lutando por legitimação de sua percepção da realidade.

    Sua resposta foi uma auto-ilusão, onde vc queria que acontecesse uma coisa, mas não acontece, mediante as EVIDÊNCIAS que eu demonstrei. Evidências que vc quis que parecessem dizer o contrário do que realmente dizem, felózofa.

    A religião baseada no transcendente e a ciência na idéia de realidade objetiva, na lógica indutiva que por sua vez sustenta junto com a lógica dedutiva o conceito instrumental de risco tanto amado pela epidemiologia e incorporado como instrumento e discurso na clinica. E com ele vem ancorado os problemas de generalização dos resultados, sua pretensão a totalização, e que nosso querido Ayres descreve muito bem como uma manobra lógica triplamente problemática, onde o possível é identificado ao provável, o amostral ao populacional e este ao individual (AYRES, 1994).

    Religiosidade não cura ninguém. Seu palavrório prolixo não fará com que seja diferente. Aceite o fato: VOCÊ MENTIU! E aqui tem gente que pesquisa a sério e não aceita verecundiam de ninguém, felózofa. Nem de vc, uma pobre coitada iludida, nem de ninguém.

    Bye bye, FELÓZOFA. Taís Vc já foi humilhada o bastante e não gosto de perder tempo chutando cachorro morto.

    vista respondeu:

    hahahhahahhahahhahahah MUITO BOM!

    Administrador André respondeu:

    Icarus respondeu:

    @vista,

    Mission Failed!!! Insert coin to continue… :mrgreen:

    Administrador André respondeu:

    OLha só que interessante: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12674817?dopt=Abstract

    Evidence is presented that bears on 9 hypotheses about the link between religion or spirituality and mortality, morbidity, disability, or recovery from illness. In healthy participants, there is a strong, consistent, prospective, and often graded reduction in risk of mortality in church/service attenders. This reduction is approximately 25% after adjustment for confounders. Religion or spirituality protects against cardiovascular disease, largely mediated by the healthy lifestyle it encourages. Evidence fails to support a link between depth of religiousness and physical health. In patients, there are consistent failures to support the hypotheses that religion or spirituality slows the progression of cancer or improves recovery from acute illness but some evidence that religion or spirituality impedes recovery from acute illness. The authors conclude that church/service attendance protects healthy people against death. More methodologically sound studies are needed.

    Citando as partes que realmente interessam:

    Evidence fails to support a link between depth of religiousness and physical health.

    Evidências FALHAM em suportar uma ligação entre profunda religiosidade e saúde física

    In patients, there are consistent failures to support the hypotheses that religion or spirituality slows the progression of cancer or improves recovery from acute illness but some evidence that religion or spirituality impedes recovery from acute illness.

    Nos pacientes, há falhas consistentes para apoiar as hipóteses de que a religião ou espiritualidade retardam a progressão do câncer ou melhora a recuperação de uma doença aguda, mas há alguns indícios de que a religião ou espiritualidade dificultam a recuperação de uma doença aguda.

    Vc prefere ser chamada de DESONESTA (por alterar o significado da pesquisa), IGNORANTE (por não ter lido a pesquisa) ou BURRA (por não ter entendido a pesquisa)?

    Administrador André respondeu:

    Achei a fonte original: http://www.springerlink.com/content/n615472w2k167570/ (Journal of Religion and Health)

    Publicação isenta, hein filhota? Olhando as citações, estão todas manipuladas, dando a entender uma coisa diversa do que realmente trazem.

    Por exemplo:

    Devins, G. M., Dion, R., Pelletier, L. G., Shapiro, C. M., Abbey, S., Raiz, L. R., et al. (2001). Structure of lifestyle disruptions in chronic disease: A confirmatory factor analysis of the Illness Intrusiveness Ratings Scale. Medical Care, 39, 1097–1104. doi:10.1097/00005650-200110000-00007.

    http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/11567172

    O que isso tem a ver com religião, hein?

    Quero muitas respostas sobre esta desonestidade intelectual. Estou esperando.

  8. 8. Uri disse:

    Então por isso é foda eu pega doença séria, sou ateu desde os 10 anos… (piada sem graça mais ainda sim conta :cool: )

  9. 9. Mentalist disse:

    Uma vez eu li no jornal uma pesquisa que afirmava que ter uma religião é um dos fatores que mais trazem felicidade. Eu li isso num jornal do ACB paulista, mas achei os 5 fatores num site. Aliás, muitos sites publicaram isso:
    http://www.prazerdapalavra.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=3271:religiao-e-mais-importante-que-dinheiro-na-felicidade-&catid=1478:ciencia-e-saude&Itemid=7889
    Se querem saber, eu não acredito, mas achei interessante. Será que é porque os religiosos se acham melhor que todo mundo por terem religião?
    Bem, eu nem sei se isso é verdade. To curiosa…

  10. 10. Telma disse:

    Eis o meu “testemunho”:
    Minha prima, na época com 13 anos, teve um ataque de epilepsia. Meus tios ficaram desesperados e levaram a menina até um tal de Frei Hugolino, em Santa Catarina (procurem no Google).
    O tal frei diz que cura pela imposição das mãos. É claro que depois ela iniciou um tratamento médico e até hoje (com 19 anos) toma um medicamento.
    De tempos em tempos, ela torna a ter ataques, é levada ao médico e este aumenta a dose do medicamento.
    Só não entendo o que foi que o frei Hugolino fez! Ele não deveria ter curado a menina pela imposição das mãos? Por que ela toma o medicamento até hoje? E quando digo isto pra minha família ouço o seguinte: “Poderia ser pior, talvez não tivesse cura, foi deus que colocou esse médico no caminho dela, foi deus que iluminou o médico para que ele receitasse o medicamento correto, etc, blá blá blá ….

    Uma outra tia, que sofre há anos de enxaqueca, também foi no tal frei Hugolino, voltou de lá dizendo que não tinha mais dores na cabeça.
    De vez em quando, se ela reclama de dor de cabeça eu pergunto: “Mas e o frei Hugolino? Não tinha curado sua enxaqueca?” e a resposta: “É, mas, melhorou bastante”.
    Ou seja, frei Hugolino não cura, só “melhora bastante”.

    Administrador André respondeu:

    É… Foi o deus Asclépio que proveu o conhecimento do médico.

  11. 11. baalzaeb disse:

    deus cura mesmo, trata-se de um imenso ‘supositório’ ou será suposição? que os tolos gostam de manter enfiado no âmago escuro de suas tolas crenças! Vade retro! kkk

  12. 12. baalzaeb disse:

    Interessante que o tal ‘juramento médico’ é feito ao panteão dos deuses do Olimpo, iniciando assim: ” :shock: Eu juro, por Apolo médico, por Esculápio, Hígia e Panacea, e tomo por testemunhas todos os deuses e todas as deusas, cumprir, segundo meu poder e minha razão, a promessa que se segue…” e a maoiria dos hospitais pertencem aos padrecos ou parentes e assemelhados.
    tem mais em: http://www.cremesp.org.br/?siteAcao=Historia&esc=3

    Administrador André respondeu:

    Hoje é sexta, dia que começa o festival de ateus de fim-se-semana falando coisas sem sentido.

Deixe um comentário

Mas, antes, leia a nossa Política de Comentários. Obrigado por sua participação.

Você precisa estar logado para deixar um comentário.