MP pede a retirada de sÃmbolos religiosos de repartições em SP
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Tags: estado laico, jurisprudência, justiça, laicidade, liberdade religiosa
Mais um tiro de canhão no barquinho de papel das Ovelhinhas do Senhor que querem impor sua vontade escrota. Foi proposto no dia 31/07 uma ação civil pública pedindo uma liminar com o intuito de obrigar as repartições de órgãos federais do estado de São Paulo a retirar os (totalmente fora de contexto) sÃmbolos religiosos em locais de atendimento ao público. O pedido foi feito em nome da ONG Brasil para Todos, tendo como representante o Daniel Sottomaior, um dos maiores chatos defensores do direito dos ateus. Não que isso tenha algo a ver com ateÃsmo; mesmo porque, a Brasil para Todos é composta por religiosos, juristas, polÃticos e, claro, gente que se aproveita de qualquer coisa pra aparecer na mÃdia.
Eu preciso dizer no que isto está dando? Então, me acompanhe e veja só a repercussão.
De acordo com o Consultor JurÃdico, a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão propôs no referido dia 31/07 uma ação civil pública pedindo uma liminar para obrigar as repartições de órgãos federais no Estado de São Paulo a retirar sÃmbolos religiosos em locais de atendimento ao público. Assim, se a Justiça Federal acatar o pedido, as repartições terão 120 dias para cumprir a decisão. Isso sendo feito, aquelas obras de culto a um instrumento de tortura, carinhosamente chamado de “crucifixo” deverão sair das paredes.
Adivinhem só quem foi o primeiro a pular que nem pipoca com esta decisão? Sim, eles. Legião, o Império do Mal, os Siths da ICAR estão bufando com a decisão e isso muito me deixa feliz da vida.
A medida, óbvio, foi reprovada pela Igreja Chatólica Pedófila Romana. Para eles, o Estado só garante a liberdade religiosa SE, E APENAS SE, forem a religiãozinha deles. Sith jamais admitiriam que seus crucifixos, estátuas de homens agonizantes e BÃblias sejam retiradas. Mas, e as demais religiões?
Sim, porque devemos lembrar que o Estado é laico, isso significa que NENHUMA religião tem dominância sobre a outra, apesar do que o idiota distintÃssimo Reinaldo Azevedo possa pensar (ele pensa?), mas eu não perderia uma noite de sono por causa de um cara que trabalha pra Veja, uma publicação burra escrita por burros e direcionada a burros.
Segundo Reinaldinho, o Brasil é composto por mais de 90% de cristãos (o que é mentira), logo, isso é o bastante para as outras religiões serem ridicularizadas por ele, alegando que a referida ONG é feita por minorias. Isso é interessante, já que infere num clássico de George Orwell: a Revolução dos Bichos, onde numa das passagens diz “todos os bichos são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros”.
A questão, Reinaldinho do coração, é que você com seu chapéuzinho ridÃculo acham que os direitos são só para a maioria. Bem, a maioria da população é formada por negros e mestiços, que tal se nós lhe proibirmos de transitar pela rua? Melhor! PoderÃamos colocar a bandeira do Flamengo nos tribunais, por que não? Eu não sou flamenguista, mas ela não soma a maioria dos torcedores? Em São Paulo, colocarão a do CorÃnthians, o que estaria de acordo com a BÃblia. Legal! O problema é que teriam que colocar São Paulo também. Ops, e a do Sto André? Sto Amaro? São caetano? Ihhh, vai dar briga.
O arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer, viu a decisão com estranheza. “Ter um Estado laico não significa passar por cima da cultura de um povo”, afirma. Segundo ele, a existência de crucifixos e BÃblias faz parte da tradição cultural brasileira. Nisso, eu me lembro de Einstein que disse que “Tradição é a cultura dos ignorantes”.
Segundo Darth Scherer “Uma posição como essa não vem defender o interesse da maioria dos cidadãos”. Afinal, eu fico sem entender esse pessoal que defende tanto as minorias, mas quando interessa, apelam para uma escrota falácia Argumentum Ad Numerum, onde a maioria tem razão.
A questão é: Isso não tem nada a ver com o povo. O povo não vai a um tribunal para rezar, não vai para um cartório arriar despacho e nem para uma repartição pra marcar com um Mohel uma decaptação circuncisão. Eu me sinto profundamente ofendido quando olho aquilo que soa como “Se você é Ovelhinha do Senhor, seja Bem-vindo”. Eu pago meus impostos, ao contrário das igrejas. Eu exijo tratamento igual, mediante meus direitos constitucionais.
Em reportagem trazida pela Folha de São Paulo, o coordenador da bancada evangélica no Congresso, deputado pastor Pedro Ribeiro (PMDB-CE), numa coisa rara num pastor evangélico, falou com sensatez (mesmo porque, ateus e membros de religiões não-cristãs também votam) ao dizer que a bancada está de acordo com a iniciativa. Segundo ele, “a retirada desses sÃmbolos a princÃpio choca muitos evangélicos. Mas a BÃblia não é o instrumento religioso de todos.”
Obviamente, não devemos esquecer que os crucifixos romanos são, fundamentalmente, sÃmbolos do Catolicismo. Mas eu sou uma pessoa boa e de coração puro, e jamais pensaria que as palavras do distinto parlamentar reflete despeito e/ou rixa entre evangélicos e católicos, afinal são todos irmãos em Cristo e jamais se oporiam mutuamente.
Agora, se formos levar a BÃblia em consideração, ordenando mortes, assassinatos, abortos desmedidos, latrocÃnios, estupros, guerras e outras atitudes violentas e sanguinárias, o único lugar que ela NÃO DEVERIA estar seria num ambiente que preza a Lei e a Justiça (ou deveria), onde defende cidadãos de atrocidades como as que são ordenadas no livrinho mágico do Senhor dos Anéis BÃblico.
O secretário-geral do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil, Luiz Alberto Barbosa, diz que não há consenso entre as chamadas igrejas cristãs históricas sobre a defesa ou não da permanência de sÃmbolos religiosos em locais públicos governamentais. A decisão caberá à juÃza Maria Lúcia Lencastre, da 3ª Vara Federal, que irá ouvir a União antes de tomar uma decisão.
O pedido do MPF se baseou no argumento de que, apesar da população brasileira ser de maioria cristã, o Brasil optou por ser um Estado laico. Com isso, não pode haver vinculação entre o poder público e determinada igreja ou religião, onde todos têm o direito de escolher uma crença religiosa ou optar por não ter nenhuma, assegurado pelo artigo 5º da Constituição Federal.
Pois, segundo o MPF, a ação civil pública foi amparada no artigo 5º da Constituição Federal, que garante a liberdade de crença religiosa ou a opção por não ter nenhuma. Em suma, eu posso professar a religião onde os sacerdotes andam vestidos que nem galinhas, e ninguém tem nada com isso, desde que eu não obrigue a ninguém a seguir isso, nem esfregar na cara dos outros a minha crença.
Segundo o procurador regional dos Direitos do Cidadão e autor da ação, Jefferson Aparecido Dias, cabe ao Estado proteger todos essas manifestações religiosas sem tomar partido de nenhuma delas. “Quando o Estado ostenta um sÃmbolo religioso de uma determinada religião em uma repartição pública, está discriminado todas as demais ou mesmo quem não tem religião afrontando o que diz a Constituição”.
RidÃculos sitezinhos cristãos (não é ridÃculo porque são cristãos e sim porque são malfeitos, oriundos de opiniões malfeitas, processadas por cérebros mal-formados), ficam de #mimimi sobre os direitos dos funcionários das repartições, como se só cristãos fizessem parte dela. Aliás, isso é deveras interessante de abordar. Quer dizer que se o chefe da repartição for Ovelhinha do Senhor, um funcionário que demonstrar não seguir a religião, ou mesmo for ateu, será perseguido profissionalmente? Quer dizer que na hora de uma promoção, haverá preteridos em razão de sua (não)crença? Isso é o conceito de liberdade?
Imaginem um membro da Assembléia de Deus indo num Fórum lá do estado da Bahia e, ao entrar no recinto, der de cara com um alguidar imenso, com velas, imagens de Oxossi, Oxum ou mesmo de um Exu? Temos que respeitar, né?
RidÃculos acham que isso é extensivo aos funcionários. Ninguém quer que o cara pare de usar seus ornamentos. Por mim, o cara pode usar crucifixos, estrelas de Davi ou até uma gravata com a foto da Bruna Surfistinha. É a crença DELE. Só que o LUGAR não pertence à s religiões nem aos seus funcionários, pertence ao povo. E o povo – sinto informar a vocês, amebas – não se restringe apenas aos seus umbigos.
Agora resta esperar a MM juÃza Maria Lúcia Lencastre tomar sua decisão. Não nos resta muito a não ser confiar em nosso Judiciário, seja por bem ou por mal. O importante é, principalmente, mostrar que temos direitos e os exigimos. Se nos dão ou não é caso para avaliarmos na hora das eleições, de forma que não contratem patologias sociais como a famigerada Fundação Cacique Cobra Coral…
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5 respostas para "MP pede a retirada de sÃmbolos religiosos de repartições em SP"
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1. Desesper@do disse:
agosto 10th, 2009 em 18:35Primeiro passo em direção ao estado laico. Vamos esperar que o Brasil não tropece nessa longa caminhada.
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2. Sorete disse:
agosto 10th, 2009 em 19:28Mas que droga! Eu sempre via o crucifixo como uma homenagem ao poder do Império Romano e como eles davam cabo desses lÃderes de seitas. Coisa que esse “estado laico” não faz mais…

André respondeu:
agosto 10th, 2009 às 19:37A gente podia defender o seguinte: Já que querem o crucifixo lá, podia-se colocar de cabeça pra baixo. Que tal?
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3. Alexssandro Duarte disse:
agosto 11th, 2009 em 22:26Para ser sincero imagens e sÃmbolos religiosos não me incomodam e acredito que o mesmo pensam a maioria (rssss, olha a maioria ai gente) dos ateus, agnosticos e congêneres também não esta nem ai para essas coisas.
O problema é justamente para os que tem uma fé diferente daquela dos tais sÃmbolos, imaginem como deve se sentir um judeu ortodoxo ou um muçulmano em uma audiência ou mesmo um evangélico , obrigados a ficar diante de um simbolo católico por exemplo ?
Esta sobre o direito dos funcionários é sensacional, se em uma repartição publica por interferência demonÃaca (rssss) a maior parte dos funcionários for satanista, então eles tem o direito de colocar na parede sÃmbolos satanicos ? Quem sabe se forem Umbandistas podem colocar um vistoso despacho na mesa de trabalho ?
Reinaldo Azevedo não deve ser levado a serio nem na própria casa.
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agosto 21st, 2009 em 13:51
[...] dia 10, eu noticiei sobre a liminar do MPF, que entendera que a foto de um crucifixo apresentada pelo autor representava desrespeito ao [...]