A Agência Espacial Brasileira (AEB) deve apresentar nesta semana ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva um estudo de uma nova área, fora de Alcântara (MA), para a instalação de uma nova base de veÃculos lançadores de satélites.
De acordo com o presidente da AEB, Carlos Ganem, a proposta visa garantir o cumprimento das metas do Programa Espacial Brasileiro, que enfrenta a resistência das comunidades remanescentes de quilombos para a ampliação da atual base de Alcântara.
“Eu não vejo motivos para ficar batendo nessa tecla de Alcântara. Vamos apresentar em dois meses para o conselho da agência duas áreas, e vamos nos fixar em uma delas”, disse.
No Maranhão, o projeto espacial sofreu um golpe no fim de 2008, quando o governo decidiu conceder a titularidade de 71,8 mil hectares à s comunidades quilombolas da região. Trata-se da mesma área que seria destinada para a implantação do Centro Espacial de Alcântara, e que serviria para a instalação de sÃtios de lançamento comercial, contemplados por um tratado firmado em 2003 entre Brasil e Ucrânia.
Em função da decisão favorável à s comunidades locais, a construção dos novos locais de lançamento foi suspensa, e o projeto foi deslocado para o Centro de Lançamento de Alcântara, uma área militar que serve de base para o VeÃculo Lançador de Satélites (VLS) (foguete brasileiro, que deve ser testado em 2011, e tem o primeiro lançamento previsto para 2012).
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, defendeu esta semana, no Senado, a ampliação da área de lançamento de Alcântara, apesar do projeto da AEB e da decisão do próprio governo de conceder as terras para os quilombolas.
“Esta é uma questão internacional e não podemos ser ingênuos. Há outros paÃses interessados em não deixar que o Brasil seja incluÃdo no fechado cÃrculo dos paÃses lançadores de foguetes”, disse o ministro.
Segundo a AEB, a área em estudo reúne as caracterÃsticas que mantém a competitividade de Alcântara em relação aos centros internacionais de lançamento: fica próxima da Linha do Equador, o que garante a economia de até 30% sobre o consumo de propelentes, e está localizada no litoral, condição de segurança para a atividade espacial.
“São áreas quase despovoadas, sem vÃcios de origem ou de titularidade e que oferecem condições de infraestrutura como estradas e aeroporto”, explica o presidente da agência.
A AEB não revelou a área escolhida, que será apresentado na esta semana ao presidente Lula. No entanto, já se sabe que tem cerca de 20 mil hectares, e fica na costa Norte-Nordeste, entre o Amapá e o Rio Grande do Norte.
Fonte: Inovação Tecnológica
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