Rumo a um diagnóstico não invasivo Detectada maior explosão de raios gama já vista no espaço
fev 19

Não comerás sangue

30 Comentários
Escrito por Fátima.
Ceticismo, Ciência, Comportamento, Cristianismo, Esquisitices do Velho Testamento, Idiocracia, Medicina, Neurologia, Religião

Baseando-se em trechos como Gênesis 9:4 e Levítico 17:11, os Testemunhas de Jeová recusam-se a aceitar qualquer tratamento que importe em transfusão de sangue. A ‘lógica’ deles seria mais ou menos a seguinte:

….Se um médico dissesse a você que você era alérgico a aspirina e que se você a comesse, morreria…você aceitaria recebê-la na veia? Ocorre o mesmo com o sangue: se você não pode comer, não pode recebê-lo por meio algum….’

Essa frase ouvi diretamente de um ex-colega de trabalho chamado Manasses há um bocado de anos atrás. Os Testemunhas de Jeová comumente usam o argumento de ‘objeção de consciência’ para livrarem-se de atividades obrigatórias a todos os membros do grupo social, como o serviço militar obrigatório, p.ex. Sou absolutamente contra o uso deste argumento pois, sendo todos iguais, os direitos e obrigações também têm de ser iguais.

Todavia, com relação à recusa de tratamentos médicos, não me oponho: se um seguidor adulto desta seita resolver arriscar sua vida para seguir o livrinho mágico a Bíblia, problema dele. Agora, se pais/tutores/curadores resolvem proibir que crianças sejam expostas à igual risco em decorrência de tais crendices, daí me oponho ferrenhamente.

Mas não é este o caso; vamos a ele: em 2006, uma senhora seguidora de dita seita, de posse de suas faculdades mentais, resolveu elaborar uma procuração em cartório, onde declarava sua recusa no aceite de transfusão de sangue. Dita declaração de vontade é plenamente válida, pois preenche os requisitos do artigo 104 do CC/2002, combinado com os direitos individuais insertos na Constituição Federal.

Ocorre que ela ficou doente e inconsciente; laudos médicos comprovam que ela necessitava urgentemente de tratamento neurocirúrgico de urgência. Sua filha, opondo-se à vontade da mãe (eu faria o mesmo) e ingressou na Justiça com uma ação para requerer autorização judicial (alvará) para que a sua genitora pudesse submetida à dito tratamento.

O Magistrado atuante na Segunda Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal concedeu a ordem autorizadora, sustentando sua decisão da seguinte forma:

….Entre o direito à liberdade religiosa e o direito à vida, deve prevalecer o direito à vida….Bem inviolável, máxime do nosso ordenamento e protegida pelo estado com prioridade

[APLAUSE]

Nunca entendi o que leva os TJs a agarrarem-se à ‘ordem divina’ , arriscando para isso suas vidas; sem, no entanto, sequer aventarem a hipótese de contestar: porquê Deus permitiu que eu (ou meu ente querido) ficasse doente?

Não seria mais óbvio e lógico tentar entender como um Deus supostamente ONITUDO permitiria que tanta gente sofresse, passando privações ou ficando doente? É….empreita difícil esta, a de tentar entender a ‘lógica crental’.


Fonte: Âmbito Jurídico


30 respostas para "Não comerás sangue"

  1. 1. Hilton Gil disse:

    As TJ’s são realmente figuras estranhas. Quem já teve o “deleite” de receber os folhetos que eles distribuem? Aquilo é um amontoado de besteiras que fico impressionado que pessoas com o mínimo grau de discernimento possam aceitar. A cúpula das TJ formada por pessoas que se auto-proclamam conselheiros nada mais é do que uma corja que se beneficia as custas de pessoas sem instrução ou que são facilmente influenciáveis. Todavia, o procedimento de “recrutamento” é algo que vem sendo aperfeiçoado. Também pudera, com a disputa cada vez mais crescente nesse nicho da exploração psicológica. Fato é que as TJ’s quando estão em fase de “recrutamento” omitem muitas das informações as pessoas, e com uma ladainha tipica religiosa no melhor estilo (faço o bem sem olhar a quem) eles se aproximam e vão ganhando confiança, para ao poucos entorpecer e futuramente dar início ao processo de deturpação de idéias, significados, princípios, interpretações, enfim tudo aquilo que a maioria das religiões fazem. Mas vi uma frase aqui mesmo no Cet.net a qual tenho que concordar, disse um leitor: (não recordo o nome) “A religião é uma escravidão voluntária…”.

  2. 2. sidhiresus disse:

    Fátima, isso faz parte de alguns domas sem sentido imposto pela liderança das testemunhas de jeová, é claro que eles negam isso, se quiser saber mais sobre isso e sobre outras falsidades das tjs e o que os levam a fazer isso acesse:

    http://extestemunhasdejeova.org

    e o forúm, lá tem muita gente que foi testemunha de jeová e sabe como as coisas funcionam lá dentro:

    http://extestemunhasdejeova.org/forum

  3. 3. Renato M disse:

    Esse negócio de “proibir a transfusão de sangue” é um teste,se o cara é RETARDADO MENTAL O SUFICIENTE para acreditar nisso ele está pronto para entrar na nossa ordem……
    .
    Tenho um amigo que infelizmente é assim,mesmo eu explicando que esse negócio de “não ingerir sangue no A.T” se referia a beber sangue de animais participando de cultos de outra ordem,e também de higiene…vai se saber aonde seu almoço andou e o que comeu..”então frite e cozinhe bem…hehehe” e só.
    .
    Conhecem algum médico que foi cassado porque inseriu sangue num Testemunha de jeová???? alguém???
    .
    Imagina no tribunal :-senhor juiz,quero que vocês processem esse médico,ele inseriu sangue no meu paciente sem o seu consentimento e o salvou….UM ABSURDO…se não fosse o médico ele estaria morto agora e se preparando para ressuscitar no dia do juizo final com o mesmo corpo,mas agora ele está contaminado com o sangue tipo A idêntico ao do paciente….UM ABSURDO!…”
    .
    HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA imaginem a cara do juiz!!

  4. 4. XaparraL disse:

    Se Jeová fosse bom, não precisaria de testemunhas.

    ….Entre o direito à liberdade religiosa e o direito à vida, deve prevalecer o direito à vida….

    Me desculpe, mas existe “vida” que é melhor perder do que salvar.

  5. 5. Robson Fernando disse:

    Só uma pergunta, bem pertinente, fugindo da parte de religião:

    Os Testemunhas de Jeová comumente usam o argumento de ‘objeção de consciência’ para livrarem-se de atividades obrigatórias a todos os membros do grupo social, como o serviço militar obrigatório, p.ex. Sou absolutamente contra o uso deste argumento pois, sendo todos iguais, os direitos e obrigações também têm de ser iguais.

    Fátima, você é contra a objeção de consciência pra quem, por exemplo, recusa-se a prestar serviço militar por ser pacifista (independente de ter ou não religião) ou pra quem se recusa a assistir aulas com experimentação animal (vivissecção) por ser contra a tortura e exploração infligidas aos animais?

    Fatima respondeu:

    Robson Fernando,

    Já escrevi uma longa postagem sobre ‘objetores de consciência’, no qual busquei, na medida do possível, exemplificar como o aceite deste tipo de argumento importaria em conseqüências nada desejosas para o grupo social.

    No primeiro exemplo que você citou, imagine que houvesse um estado de ‘beligerância’ entre dois Estados soberanos, com um ameaçando o outro. Imagine então que a maior parte do grupo social sujeito ao serviço militar obrigatório se recusasse a entrar em guerra, alegando, em favor de si, o argumento de ‘objeção de consciência’. Então, como ficaria? Se, de um lado, há o direito/interesse do indivíduo, de outro há o direito/interesse do grupo como um todo; em se permitindo o uso, indiscriminado, deste tipo de argumento, tanto a coesão social quanto a sobrevivência do grupo fica ameaçada.

    Relativamente ao outro exemplo citado: há algum tempo deparei-me com uma notícia relativa a um estudante de medicina veterinária que não desejava cursar as aulas de anatomia animal, alegando, em favor de si ‘objeção de consciência’, ele ingressou em juízo solicitando uma liminar que o ‘livrasse’ das aulas. Imagine se o estudante estudasse medicina para o tratamento de humanos e não fosse obrigado a ter aulas de anatomia humana….

    Um terceiro exemplo que citaria seria o de uma seita, ‘derivada’ da Igreja ‘mormon’ que autoriza o politeísmo. Só por causa da convicção religiosa deles eles podem abster-se ao cumprimento da norma (nos EUA) que proíbe o politeísmo? O que acha disso?

    Vê como é perigoso o ‘argumento’? Quando me manifesto contra o uso deste argumento, manifesto-me contra o uso dele tendo em vista o grupo social. Se um cara quer colocar-se em risco em virtude de uma convicção (ou objeção de consciência), problema dele. Mas quando o uso deste argumento interfere (ou esbarra) nos direitos de outros membros do grupo, aí a ‘coisa’ muda de figura.

    No caso específico do aspirante a ‘médico’ que usasse o argumento de objeção de consciência para abster-se de ter aulas de anatomia humana, ele não estaria prejudicando só a si mesmo, mas seu comportamento teria a potência de prejudicar inúmeros outros indivíduos.

    Abraços!

    Administrador André respondeu:

    Um terceiro exemplo que citaria seria o de uma seita, ‘derivada’ da Igreja ‘mormon’ que autoriza o politeísmo. Só por causa da convicção religiosa deles eles podem abster-se ao cumprimento da norma (nos EUA) que proíbe o politeísmo? O que acha disso?
    .
    Qual norma? Ao que eu saiba, a Constituição Americana é clara na separação da Igreja e Estado., redigida por Thomas Jefferson.

    Fatima respondeu:

    André,
    Nossa…seu comentário me fez perceber o erro que cometi: no lugar de dizer ‘poliGAMIA’, disse ‘politeísmo’.

    Obrigada.

    Robson Fernando respondeu:

    @Fatima, sua resposta é plausível, exceto pelos fatos de que:

    - pelo menos no Brasil, o objetor de consciência tem a obrigação de exercer uma tarefa alternativa;
    - o objetor pacifista quer uma solução, não impossível, pra resolução de tal caso de conflito, não querendo compactuar com a matança. Deseja uma maneira de resolver o conflito que não seja derramando mais sangue — que o digam os Shministim israelenses;
    - esse caso de objeção foi não pra deixar integralmente a cadeira de anatomia veterinária, mas sim pra não assistir às aulas que faziam experiências com animais vivos (vivissecção, experimentos in vivo). Normalmente não há motivação ética pra se experimentar com animais já mortos, tanto que o vídeo Não Matarás, do Nina Rosa, exalta como positiva a utilização, na USP (se não me engano), de cadáveres de animais que faleceram por meios não-violentos;
    - a comparação com anatomia humana se torna uma falsa analogia porque humanos vivos não são forçados a sofrer experimentações invasivas nem são confinados em prisões laboratoriais (chamados biotérios). Sempre se utilizam cadáveres, nunca humanos vivos “explorados e mortos em nome da ciência”;

    Quanto aos polígamos mormons, já foge da questão porque minhas dúvidas são pra objeção de consciência com motivação ética, não religiosa.

    Abs

    Fátima respondeu:

    Robson Fernando,

    ‘… pelo menos no Brasil, o objetor de consciência tem a obrigação de exercer uma tarefa alternativa…’

    A objeção de consciência é um direito reconhecido pela ONU que fez do 15 de maio o dia internacional dos objetores de consciência e, conforme ela, quem faz objeção de consciência deve oferecer outra alternativa de ação pacífica. Assim, não só no Brasil o ‘objetor’, hipoteticamente falando, seria obrigado a fornecer uma alternativa…’

    ‘… o objetor pacifista quer uma solução, não impossível, pra resolução de tal caso de conflito, não querendo compactuar com a matança. Deseja uma maneira de resolver o conflito que não seja derramando mais sangue…’

    E o que ocorre quando inexiste outra alternativa, como no caso de beligerância entre dois Estados soberanos? Nesta hipótese específica, ainda concordaria pelo aceite do argumento de objeção de consciência, isso sob o ponto de vista do grupo social? Entende que eu imagino a hipótese de tal ‘argumento’ ser banalizado apenas e tão-somente com o fim específico para escapar ao cumprimento de regras obrigatórias a todos?

    Por ocasião de minha postagem sobre o assunto, deixei bem claro que não excluo a validade do argumento em certos casos, como exemplo cito uma situação em que vivêssemos um período de ‘justiça de transição’ (transitional justice ); quando manifestei-me ‘absolutamente contra’ o argumento, refería-me ao objeto da postagem (motivação religiosa).

    ‘…esse caso de objeção foi não pra deixar integralmente a cadeira de anatomia veterinária, mas sim pra não assistir às aulas que faziam experiências com animais vivos (vivissecção, experimentos in vivo)….

    A fonte desta notícia foi o site Zerohora em 23.05.2008 e lá não há nada que indique que a objeção do aluno refería-se a experimento com animais vivos (a notícia se refere apenas a animais). Se você possui outra fonte que mencione animais vivos, agradeceria se compartilhasse.

    E, para deixar bem claro: sou contra a crueldade gratuita contra animais (como foi o caso do ‘artista’ que teria feito um cão morrer apenas por razões ‘artísticas’); mas não sou hipócrita a ponto de excluir experimentos com animais vivos SE tais experimentos tiverem a finalidade de trazer algum benefício à saúde humana. Não sou especifista¹; mas não sou hipócrita.

    ‘…Normalmente não há motivação ética pra se experimentar com animais já mortos, tanto que o vídeo Não Matarás, do Nina Rosa, exalta como positiva a utilização, na USP (se não me engano), de cadáveres de animais que faleceram por meios não-violentos…’

    Relativamente à ética no trato dos animais, filio-me ao quanto foi defendido por Peter Singer, se te interessar, recomendo-o.

    ‘…a comparação com anatomia humana se torna uma falsa analogia porque humanos vivos não são forçados a sofrer experimentações invasivas nem são confinados em prisões laboratoriais (chamados biotérios)….’

    Seu argumento tornar-se-ia (ou tornar-se-á) válido se você mostrar que dito estudante do curso veterinário objetava contra o uso de animais vivos (lembro que a notícia não fala em animais vivos, mas só a animais)

    ‘…Quanto aos polígamos mormons, já foge da questão porque minhas dúvidas são pra objeção de consciência com motivação ética, não religiosa….’

    O tema da postagem foi motivação religiosa. Mas entendi que foi teu desejo abordar o assunto de forma mais geral. :razz:

    Abraços!

    ___________
    ¹ Doutrina que tende a preservar a unidade da espécie e assenta na suposta superioridade de uma espécie que se confere o direito de exercer domínio sobre as demais; reações ou atitudes que se harmonizam com esta teoria; mostras de hostilidade face a uma espécie.

    Robson Fernando respondeu:

    E o que ocorre quando inexiste outra alternativa, como no caso de beligerância entre dois Estados soberanos? Nesta hipótese específica, ainda concordaria pelo aceite do argumento de objeção de consciência, isso sob o ponto de vista do grupo social? Entende que eu imagino a hipótese de tal ‘argumento’ ser banalizado apenas e tão-somente com o fim específico para escapar ao cumprimento de regras obrigatórias a todos?

    Mesmo em caso de beligerância entre dois Estados soberanos, ainda existe alguma alternativa pacífica — a não ser quando é caso de agressão já em curso, como no caso da Europa contra a Alemanha nazista (Blé pra você, Godwin!).

    Aliás, se a maioria dos dois lados adotasse o boicote à guerra como oposição à beligerância dos governos, seria excelente.

    Entendo sim que sua colocação é pra que a objeção não seja banalizada como meio de escapar das obrigações com falsas justificativas. Mas deixou uma brecha pra interpretações interrogativas (como a minha).

    A fonte desta notícia foi o site Zerohora em 23.05.2008 e lá não há nada que indique que a objeção do aluno refería-se a experimento com animais vivos (a notícia se refere apenas a animais). Se você possui outra fonte que mencione animais vivos, agradeceria se compartilhasse.

    Tem mais detalhes aqui: http://www.guiavegano.com.br/vegan/noticias/veganismo-e-libertacao-animal/justica-julga-procedente-acao-contra-vivisseccao-em-porto-alegre-de-autoria-de-rober-bach.html

    A ocasião foi em cima da prática da vivissecção e sacrifício (eufemismo de assassinato científico) de animais. Vivissecção é, por definição, experiência em animais vivos.

    E, para deixar bem claro: sou contra a crueldade gratuita contra animais (como foi o caso do ‘artista’ que teria feito um cão morrer apenas por razões ‘artísticas’); mas não sou hipócrita a ponto de excluir experimentos com animais vivos SE tais experimentos tiverem a finalidade de trazer algum benefício à saúde humana. Não sou especifista¹; mas não sou hipócrita.

    As crueldades gratuitas não são os únicos casos de crueldade que o humano, enquanto ser dotado de racionalidade, deve se empenhar em diminuir gradualmente sua dependência até zero com o tempo. Há muitos outros casos que prefiro não entrar em detalhes por aqui, como a pecuária, os rodeios, os testes in vivo de produtos industrializados, a própria vivissecção, etc.

    Quanto ao termo assinalado, o certo é especista. E eu também não sou especista (muito pelo contrário), nem muito menos hipócrita por defender o fim da exploração científica de animais. Sei que há meios alternativos, livres de crueldade, que a ciência pode desenvolver com o tempo (e muitos já desenvolvidos pra muitos casos) pra diminuir a zero (não erradicar abruptamente, por mais que eu quisesse) a dependência da vivissecção. A ciência manter-se dependente perpetuamente da violação de animais seria uma irracionalidade inestimável.

    Relativamente à ética no trato dos animais, filio-me ao quanto foi defendido por Peter Singer, se te interessar, recomendo-o.

    Peter Singer é utilitarista. Ele defende o fim apenas da crueldade gratuita, não se empenha na mudança de paradigma pra um relacionamento ético e pacífico entre a espécie humana e as demais espécies animais.

    Seu argumento tornar-se-ia (ou tornar-se-á) válido se você mostrar que dito estudante do curso veterinário objetava contra o uso de animais vivos (lembro que a notícia não fala em animais vivos, mas só a animais)

    Eu expliquei nesta resposta. Vivissecção é por definição o uso de animais vivos, não se aplicando mais quando são utilizados cadáveres de animais que faleceram sem assassinato. Leia o link que eu mostrei algumas linhas acima.

    Abs

    Robson Fernando respondeu:

    @Fátima, hehehehe Não se preocupe que comentários construtivos no CE não são perda de tempo ou invasão, muito pelo contrário. É sempre muito bom que pessoas interessadas em conhecer essa visão de mundo que parece tão “radical” apareçam pedindo dicas.

    Sobre o paradigma a que me refiro, que é o abolicionismo animal ou simplesmente libertação animal, recomendo que você leia Tom Regan (se tiver sorte de encontrar disponível o livro Jaulas Vazias) e Gary Francione (os artigos dele podem ser encontrados em http://www.pensataanimal.net).
    Peter Singer e sua mensagem de evitar apenas as crueldades ditas desnecessárias — toda crueldade e exploração contra animais é desnecessária, ao menos nas sociedades modernas — já são “obsoletos”.

    Mandei por aqui mesmo porque não tenho seu e-mail.

    Abs

    Fabio K respondeu:

    @Robson Fernando,
    Também acredito que o sofrimento desnecessário deva ser evitado, mas gostaria de saber qual sua posição sobre, digamos, o uso de ratos para realizar um experimento que simule gerações seguidas; afinal, o estudo de 60 gerações humanas levaria algo como mil anos.
    Outro ponto que acho pertinente é o caso das doenças extremamente raras, tais como algumas doenças ósseas, o tratamento dessas doenças é puramente empírico, apesar dos estudos genéticos; você é contra o uso de cobaias para estudar essas doenças? Em algumas, como a fibrodisplasia ossificante progressiva (FOP), todos os pacientes são “cobaias”, dada sua raridade.

    Robson Fernando respondeu:

    @Fabio, os cientistas, pelo menos os dedicados a tirar a ciência do atraso da vivissecção, vêm encontrando novos métodos alternativos de pesquisa, como o caso da boneca de células vivas. Quando houver vontade suficiente pra se varrer a vivissecção da da pesquisa científica, alternativas vão dar conta de qualquer doença e experimento, incluindo a FOP e as experimentações genéticas de gerações.

    Fabio K respondeu:

    @Robson Fernando,
    Essa técnica me parece muito promissora para o estudo do cancer, mas eu gostaria de saber (correndo o risco de ser repetitivo, me desculpe) qual a sua posição sobre os estudos citados em meu comentário acima, na atual estado da tecnologia? Concordo que, no futuro esses testes podem deixar de ser necessários, do ponto de vista farmacêutico; mas gostaria de saber o que você pensa deles, na atualidade.
    Peço desculpas se pareço ofensivo, não é minha intenção, apenas acho que o assunto merece uma discussão mais profunda, afinal envolve não apenas o conhecimento, mas também a ética.

    Robson Fernando respondeu:

    @Fabio, há tecnologia e competência pra se desenvolver técnicas alternativas, ainda que demande algum tempo.
    Hoje, pra muitos é um mal menor. Eu mesmo (me chame de burro se quiser) não confio na vivissecção pra se resolver problemas humanos, devido à margem de erro que configura insegurança — vide o caso da talidomida e vários outros remédios que causaram graves efeitos colaterais depois de ter sua “segurança” atestada em animais.

    E duvido sinceramente que pessoas que não têm a dignidade de respeitar a vida animal sejam suficientemente competentes pra diminuir essa margem de insegurança.

    Melhor dizendo, tecnologia há pra se começar a desenvolver técnicas hoje. Mas falta dignidade.

    Não se preocupe porque você não está sendo ofensivo.

    Abs

    Fabio K respondeu:

    @Robson Fernando,
    Não há porque chamá-lo de burro, você tem uma posição e a defende, com argumentos que, goste eu ou não deles, são válidos.
    Quanto a confiar ou não em vivissecção ou na tecnologia (que pode ou não estar acessível), eu ainda considero um caso de pragmatismo.
    Quanto a respeitar a vida animal, muitas pessoas têm a noção que a vida humana é mais importante (não me encaixo nesse grupo), mas não acho que isso afete a capacidade deles (de um modo geral), em solucionar problemas.
    É um assunto interessante, quando as pessoas pararem de discutir as diferenças entre elas, se vêm ou não dos macacos, talvez passem a se importam com ele.
    PS: visitei seu site, o CE, tem discussões

  6. 6. Renata disse:

    Voce é uma pessoa que nao tem nenhum esclarecimento sobre a testemunhas de Jeová. Saiba que nao somos fanaticos e nem ignorantes.Não é a religiao que proibe é Deus! è sabido pelos medicos que o sangue é um canal para varios tipos de doenças ou seja nao é 100 % seguro e hoje a TJ tem se beneficia de fazer um tratamento sem violar as leis de Deus que é a cirurgia sem sangue. Conheço varios pacientes TJ que fizeram cirurgia de grande porte sem sangue e foi muito bem sucedida.

    Administrador André respondeu:

    Não é a religiao que proibe é Deus!
    .
    E a religião inventou esse deus.

    Lucho respondeu:

    @Renata, “Não é a religiao que proibe é Deus!”

    Então, para Deus, é melhor que a pessoa morra, do que alguém salvar a vida dela. Mas como é bom esse seu Deus.

    “Saiba que nao somos fanaticos e nem ignorantes.”

    Pode não ser fanático, mas que é ignorante, isso é.

    Robson Fernando respondeu:

    .Não é a religiao que proibe é Deus!

    Ah o deus das ciências sociais… Esse artifício que serviu “muito bem” pra estruturar sociedades recém-saídas do neolítico, esse ente social que dita os valores e normas de um povo. É muito bom estudar CS pra ter essa visão privilegiada do que realmente seja um deus.

    Pergunta antropológica: o deus cria os valores de seu povo ou são os valores do povo que criam um deus que lhes respalde? Fico com a segunda, muito mais lógica.

    Fatima respondeu:

    Renata,

    Primeiramente, pq esse Deus permitiu que a pessoa ficasse doente?

    Administrador André respondeu:

    Pra testar a fé dela. Próxima pergunta?

    Wilhelm respondeu:

    @Renata,

    Você pode fornecer prova disso ou acredita só por puro fanatismo?

  7. 7. XaparraL disse:

    (…)è sabido pelos medicos que o sangue é um canal para varios tipos de doenças ou seja nao é 100 % seguro(…)

    É exatamente por isso que em todo sangue coletado são feitos diversos exames (sorológicos, imunohematológicos, etc.)

    Talvez você não ache seguro por ser dependente do SUS, algo muito normal entre os crentes.

    … Saiba que nao somos fanaticos e nem ignorantes

    Provou nos dizeres acima exatamente o contrário. Você é fanática e ignorante. Ignorou o fato de que existem muito mais benefícios quando nos referimos à transfusão de sangue. Ignorou justamente por um motivo: seu fanatismo.

    Não é a religiao que proibe é Deus!
    Viu? Fanatismo é isso.
    O mesmo deus que proíbe a transfusão de sangue é o mesmo que manda matar homossexuais.

    Então, já fez o seu dever de casa?

  8. 8. Angélica Hallack disse:

    Uma sugestão pra não haver mais essa lenga lenga entre ciência e religião….pq não há a possibilidade de entendimento dem que um esteja dizendo inverdades dentro do que creem e que elas podem ser complementares,pelo menos o lado religioso teria(em tese),mais “espiritualidade” para entender que Deus sendo uniciente,colocou a disposição,na natureza(criada por ele)tecnologia para extrair dessa msm natureza maneiras de evitar doenças e curar ou amenizar sofrimentos físicos…Será que os religiosos não pararam pra pensar sobre isso…no que isso vai contra Deus?!! Pq O ofenderia tanto?

    Angélica Hallack respondeu:

    @Angélica Hallack,
    ERRATA:

    “pq não há a possibilidade de entendimento dem que um esteja dizendo inverdades dentro do que creem e que elas podem ser”
    Eu quis dizer:
    pq não há possibilidade de entendimento de que ambos NÃO estão dizendo inverdades…

    Desculpem.

    Rodrigo respondeu:

    @Angélica Hallack,

    Porque precisa haver um consenso entre religião/ciência.

    Sem a descoberta deste consenso (que na minha opinião seria o verdadeiro “elo perdido”). Ciência e religião sempre baterão de frente.

    Até que a religião consiga PROVAR algo científicamente, esse consenso não existirá!

    Espero ter ajudado…

    Angélica Hallack respondeu:

    @Rodrigo,

    Não é que precise,mas isso seria(pena se tratar de apenas um desejo,sei disso)uma forma de unir ao invés de separar,o que seria um avanço enorme,não para a ciência ou para a religião,mas para o ser humano,não somos todos apenas uma raça,a de seres humanos.
    Bom é o que acho,msm que esse pensamento seja utópico…sei que é,infelismente.

    Mas aí é que tá…se houver consenso da igreja,não haverá por parte da ciência,a ciência crê apenas no que se pode ser testado em laboratótio,através de experiências e tal e nem tudo é assim…então não é apenas responsabilidade da religião tentar buscar esse “elo”,tb penso como vc,esse é o elo perdido.

    Fabio K respondeu:

    @Angélica Hallack,
    Por esses motivos que você coloca, é que religião e ciência não podem se conciliar: uma (a ciência) trata das coisas do mundo físico, material, que podem ser testadas, a outra (religião) , de um mundo de imaginação, de mentirinha, que não é comprovado existir, nem pode ser experimentado.
    Não posso concordar que seja verdadeira a hipótese de magistérios independentes, da ciência e da religião, uma vez que a própria religião usa de pseudociência para tentar provar seus pontos, desse modo atacando e corrompendo os conceitos científicos.

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