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dez 01

Criacionismo no Mackenzie

Biologia, Ceticismo, Ciência, Comportamento, Evolução, Idiocracia, Mídia, Religião

O Instituto Presbiteriano Mackenzie abrange uma universidade e uma escola das mais tradicionais de São Paulo. Só na unidade paulistana do colégio há mais de 1.800 alunos. Seu campus no quarteirão ladeado pela avenida da Consolação e pela rua Maria Antônia é um ponto de referência na cidade.

Talvez poucos se dêem conta de que se trata de um estabelecimento confessional de ensino. Isso está bem explícito no nome da instituição, porém. Agora o Colégio Mackenzie é também, oficialmente, criacionista.

Criacionismo é a doutrina segundo a qual Deus criou o mundo com todas as espécies que existem hoje. Isso contradiz a explicação darwinista para a diversidade biológica, fruto da evolução por seleção natural. Inúmeras observações comprovam postulados centrais do darwinismo, como a ascendência comum (todas as espécies provêm de um ancestral único).

O fato de o DNA ser a molécula da hereditariedade em todas elas é a melhor prova desse princípio. Os primeiros seres vivos da Terra “inventaram” essa maneira de transmitir características de uma geração a outra, há cerca de 4 bilhões de anos, e ela se perpetuou desde então.

A direção do Mackenzie não nega os avanços da biologia trazidos pelo darwinismo, mas acredita que é preciso opor-lhe o contraditório. Em outras palavras: ensinar a seus alunos que há outra explicação, de fundo religioso, para a origem das espécies.

Quase 200 anos depois de Charles Darwin (1809-1882) e 150 após a publicação de sua grande obra, “Origem das Espécies”, os educadores do Mackenzie aceitam só o que chamam de “microevolução” (organismos se adaptam a novas condições do meio).

Não, porém, a “macroevolução” (tal adaptação não seria suficiente para originar novas espécies, em verdade criadas por Deus).

A doutrina criacionista não é apresentada somente nas aulas de religião, mas igualmente nas de ciências. Em 2008 foi usada nos três primeiros anos do ensino fundamental 1, ainda em fase piloto, uma série de apostilas traduzidas e adaptadas de material da Associação Internacional de Escolas Cristãs (ACSI, na abreviação em inglês), com sede no Colorado, nos Estados Unidos.

A coleção utilizada com crianças de 6 a 9 anos se chama Crescer em Sabedoria. Na capa do volume do terceiro ano estava estampado “Ciências - Projeto Inteligente”.

É uma alusão ao argumento do “design inteligente”: a natureza é tão complexa e os organismos tão perfeitos que só o desígnio de um arquiteto (Deus) pode ter sido responsável por sua criação.

“Quando Deus formou a Terra, criou primeiro o ambiente. Criou elementos não vivos, como o ar, a água e o solo. Depois, Deus criou os seres vivos para morarem nesse ambiente”, afirma-se na pág. 10. O item 2.1 do volume se chama “O plano de Deus para os ambientes”.

Pode ser lido na pág. 17: “Deus projetou as cores e as formas de cada animal e o colocou em um ambiente que era perfeito para eles [sic]. Quando um animal usa suas cores ou formas para se esconder em seu ambiente, dizemos que ele está camuflado”.

A direção do Mackenzie justifica a omissão da evolução por seleção natural, nessa apostila de ciências, dizendo que se trata de conteúdo previsto apenas para o ensino fundamental 2. Além disso, o material da fase piloto de 2008 foi revisto e a ênfase religiosa, atenuada, mas não excluída.

Darwin, todavia, continua de fora.

Só uma dúzia de pais reclamou.

Artigo escrito por Marcelo Leite, na Folha de Sao Paulo

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Escrito por Abbadon

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139 respostas para “Criacionismo no Mackenzie”

  1. 1. Jordano Santos Cerqueira Disse:
    Ceticismo.Net sempre nos traz, a nós, seu leitores conteúdo de ótima qualidade e com foco ciêntifico…
    Parabéns ao blog e desejo-lhe muitos anos de vida.

    [Responder]

  2. 2. ariel wollinger Disse:
    que puta absurdo! so falta o babaca charlatao do adauto lourenco dar aula la!

    [Responder]

  3. 3. AC/DC Disse:
    Os fatos não vão mudar só por que uns fundamentalistas querem, a incoerência da religião acaba aparecendo, afinal a idade média foi a era da religião mas foi suplantada quando a verdade veio à tona como o modelo heliocêntrico por exemplo,a evolução também é teoria científica bem fundamentada quer queiram ou não…

    [Responder]

    Abbadon Respondeu:

    No final, com o tempo, o ensino do criacionismo nessa “respeitavel instituicao” ira ruir diante do peso das evidencias e com a evolucao da sociedade brasileira.

    E tambem, com os maus resultados que os alunos tiverem nos vestibulares.

    [Responder]

    AmadeusXIII Ipuaçu SC Respondeu:

    @Abbadon, Vindo de uma religião que preza a ignorância e a desinformação como forma de controle, sei não… é melhor nós acharmos outro planeta pra morar. Já to fazendo minhas malas pra Ipuaçu, vou tentar pegar carona com os ETs pra beeeeeem longe. :grin:

    [Responder]

    André Respondeu:

    Duvido. Vestibular mede quem sabe fazer prova e não conhecimento. Tem muito cria idiota entrando nas facurdadis. Principalmente nas de jornalismo.

    [Responder]

    Renato M Respondeu:

    Exatamente.

    Nos vestibulares atuais privilegia quem tem calma e sabe ler bemm a pergunta,a sacanagem reside em que você tem que estudar todooo o conteúdo do ensino médio e não cai 80% do que você estudou….

    E os livros obrigatórios não caem todos na 1º fase,e convenhamos que 12 questões de história e 10 de quimica não dá pra avaliar bosta nenhuma da matéria.

    :grin: :grin:

    [Responder]

    ZzXx Respondeu:

    De fato, conheço muita gente que passa em vestibular mas que eh burra como uma porta, enfiar a cara num livro e decorá-lo não mostra que a pessoa eh inteligente, entretanto, qualquer pessoa dificilmente entrará em algum curso difcícil que valoriza as ciências, como engenharias, por exemplo, apenas enfiando a cara no livro, diferentemente de direito e medicina, que consistem em decorar nominhos e etc.

    [Responder]

    Renato Kistner Respondeu:

    Você já cursou Direito, ZzXx?

    [Responder]

  4. 4. Renato Kistner Disse:
    A direção do Mackenzie não nega os avanços da biologia trazidos pelo darwinismo, mas acredita que é preciso opor-lhe o contraditório. Em outras palavras: ensinar a seus alunos que há outra explicação, de fundo religioso, para a origem das espécies.

    Nada mais justo.

    [Responder]

    AmadeusXIII Ipuaçu SC Respondeu:

    @Renato Kistner, mesmo sem evidências? Ou melhor, mesmo com evidências contrárias ao criacionismo?

    Quanta tolice.

    [Responder]

    mirtes Respondeu:

    Ensinar criacionismo, obriga a ensinar uma parcela da crença católica, e desde QUANDO, a religião católica, tem a ver com ciência?

    Daqui a pouco, vão ensinar que biológicamente falando é possivel que um ser humano sobreviva 3 dias dentro do estômago de outro ser vivo (levando em conta que não existe animal algum na face da terra, capaz de engolir um homem inteiro), sem sofrer aão dos sucos digestivos, nem morrer sufocado, só por que na bíblia está dizendo que é possivel.

    Ou, vão mudar a classificação do morcego, pra ave (a única ave que mama, quando filhote), só por que na biblia tá dizendo que é assim!

    BÁH!!!

    [Responder]

    Renato Kistner Respondeu:

    Mirtes, desde quando só a Igreja Católica defende o Criacionismo?

    [Responder]

    mirtes Respondeu:

    @Renato Kistner, então ela é á favor das leis de evolução, e eu to entendendo errado??? :shock:

    [Responder]

    ZzXx Respondeu:

    @mirtes, esqueceu que a igreja católica se deforma e esquece oq disse há uma semana atrás toda semana?

    sim, ela agora diz que a evolução existiu

    [Responder]

    ZzXx Respondeu:

    @Renato Kistner, a igreja católica parou de defender o criacionismo esta década, oq indica que ela defende o criacionismo há séculos.

    [Responder]

    Renato Kistner Respondeu:

    Vou negritar uma palavrinha da minha pergunta:

    Mirtes, desde quando a Igreja Católica defende o Criacionismo?

    E agora, ZzXx?

    [Responder]

    mirtes Respondeu:

    @Renato Kistner, não vou repetir aqui o resumo do ponto de vista criacionista dos antigos gregos-romanos, mas concorda que ambos os pontos de vista, são todos calcados em mitos?

    Que diferença existe, entre acreditar no mito do barro, no das pedras lançadas para trás, ou qualquer outra explicação religiosa de outras culturas?

    ZzXx Respondeu:

    Sabia que antigamente a Igreja Católica defendia o criacionismo e a protestante visava a interpretação bíblica? e sabia tbm que hoje as duas fazem o inverso?

    Renato Kistner Respondeu:

    Sabia que antigamente a Igreja Católica defendia o criacionismo e a protestante visava a interpretação bíblica? e sabia tbm que hoje as duas fazem o inverso?

    Sabia que sabiá sabia assobiar?

    Marcello Respondeu:

    @Renato Kistner,
    Seria o certo ensinar outra teoria cientifica que contraponha-se a TE, se existisse uma…Seria justo se criacionismo fosse ciência…Ensinar criacionismo?? Claro!!! Nas aulas de religião ou em “faculdade” de Teologia…

    [Responder]

    André Respondeu:

    Ensinar criaBURRIcionismo implica em mostrar que dragões e unicórnios existiram.

    [Responder]

    AmadeusXIII Ipuaçu SC Respondeu:

    @André, Quero ver os professores ensinando também que a origem da diversidade de idiomas é a Torre de Babel. E que os gays devem receber pedradas na cuca…

    E lá vamos nós! Estado laico graças a Deus :neutral:

    [Responder]

    Fatima Respondeu:

    Renato Kistner,

    Mil perdões amigo, mas há de se separar o que é verdadeiramente científico do que faz parte do imaginário ou das crenças pessoais. Existem várias descrições da ‘criação’ nas mais diversas mitologias, todas elas têm igual valor, posto que carecem de quaisquer provas. Assim, pq UMA descrição teria de rpevalecer sobre as outras.

    De mais a mais, considere que escolas e universidades têm como finalidade ensinar Ciências (humanas, exatas e biológicas), não propalar crenças. E, os religiosos têm tamanha noção de que isto é inadequado (ensino de crenças) que tentam revestí-las com uma roupagem ‘científica’ (vide o design inteligente).

    [Responder]

    mirtes Respondeu:

    Acreditar na criação pelo barro, é tão ilógico, quanto acreditar na criação, atravéz de pedras.

    Segue um resumo da mitologia grega, sobre essa criação abaixo:

    extraído de: http://deltacat.blog.simplesnet.pt/

    Em primeiro lugar surgiu uma raça de ouro dos mortais, durante a época de Crono, que desapareceu sem explicação. A seguir, Zeus criou uma raça feita de prata, mas esta recusou-se a fazer sacrifícios aos deuses e foi dizimada. Uma terceira geração foi então moldada a partir do bronze, mas revelou-se tão marcial que se aniquilou a si mesma. A quarta foi a geração heróica, povoada por uma raça de semideuses criados por Zeus. Quando estes morreram, muitos destes heróis foram colocados no céu sob a forma de constelações, tornaram-se companheiros dos deuses ou foram viver para as míticas ilhas dos Bem-Aventurados.

    É mais tarde, na geração do ferro, que Zeus cria finalmente a presente geração humana. Contudo, segundo as “Metamorfoses” do poeta romano Ovídio, quando Zeus (Júpiter para Ovídio) caminhou por entre estes humanos, ficou desgostoso, em especial com um rei que praticava o canibalismo e o sacrifício humano. Zeus decide então destruí-los.

    Com a ajuda de Posídon, o senhor dos deuses criou uma enorme inundação e quase toda a humanidade foi morta. Duas boas almas, no entanto, foram poupadas. Deucalião, o filho de Prometeu, e a sua esposa, Pirra, filha de Pandora, haviam sido advertidos por Prometeu do iminente dilúvio. Deucalião construiu uma embarcação, lançou uma ave - uma pomba - e, depois de o nível da água descer, o barco aportou no cimo de uma montanha.

    Todos estes pormenores assemelham-se tanto aos relatos de dilúvios mesopotâmicos quanto ao relato biblíco. À semelhança do Noé, Deucalião e Pirra, foram autorizados a sobreviver. Porém, estavam sozinhos e tristes num mundo vazio de gente. A voz de uma deusa oriunda de uma gruta vizinha disse-lhes que atirassem por cima dos ombros “os poderosos ossos de suas mães”.
    A princípio perplexo, Deucalião percebeu, por fim, que a ordem não se referia à sua própria mãe, mas à terra-mãe - cujos ossos são as pedras. Pegando em pedras, Deucalião e Pirra lançaram-nas por cima dos ombros e estas foram transformadas em pessoas. Deucalião e Pirra foram assim responsáveis pelo repovoamento da terra.

    [Responder]

    Fatima Respondeu:

    Mirtes,

    Sem contar que não a estória do ‘jardim perfeito’ não é exlcusividade da mitologia hebraica, né? Mitologia é mitologia e não deve (ou deveria) ser ensinada às crianças como se tal não fossem.

    [Responder]

    mirtes Respondeu:

    @Fatima, realmente, os grego-romanos, também tinham sua definição de jardim perfeito (Elíseos), e os nórdicos, também (se bem que tá mais para palácio, mas não deixa de ser paraíso - Vallhalla ou sei lá como escreve)

    [Responder]

    Renato Kistner Respondeu:

    Existem várias descrições da ‘criação’ nas mais diversas mitologias, todas elas têm igual valor, posto que carecem de quaisquer provas. Assim, pq UMA descrição teria de rpevalecer sobre as outras.

    Fátima, o argumento é válido, mas qualquer instituição de ensino privado tem o direito de ensinar o que quiser e qualquer pessoa tem o direito de ESCOLHER não freqüentar essa instituição.

    Entendeu meu raciocínio?

    [Responder]

    André Respondeu:

    @Renato Kistner, “mas qualquer instituição de ensino privado tem o direito de ensinar o que quiser”

    Não tem não. Para isso existe os currículos mínimos impostos pelo MEC. Senão, qualquer um poderia ensinar que Pedro Álvares Cabral criou a lâmpada elétrica, enquanto Henrique VIII tomou a Bastilha.

    [Responder]

    Renato Kistner Respondeu:

    Umm… Então as aulas de ciência do Colégio Mackenzie estão com os dia contados, certo?

    [Responder]

    André Respondeu:

    Por mim, aquele lixo de colégio é que devia estar com os dias contatos. Mas, como temos uma escrota bancada evangélica no Congresso…

    Fatima Respondeu:

    Renato Kistner,

    Na mitologia africana, há uma lenda que diz que um deus chamado ‘Gùn’ criou o ferro e que um outro deus. Outro deus, chamado ‘Oxalá’, teria criado o homem do barro; como referido deus adorava tomar vinho da palma, ele às vezes tomava um porre e deixava os ‘bonequinhos de barro’ mais tempo do que o devido nos fornos (o que seria a causa das deformações físicas de nascença - e todos os que tivessem assim nascido teriam especial proteção de referido Deus); há outro ainda que por seis meses é homem e por seis meses é cobra. Na mitologia nórdica, por sua vez, haveria uma ‘guerra’ entre os deuses e os gigantes. Num dos embates, teriam competido numa corrida e o deus teria perdido para o gigante; no final das contas, descobriu-se que os gigantes haviam trapaceado e que o tal deus teria perdido a corrida por haver competido com o ‘pensamento’ (ninguém poderia ser mais rápido que o pensamento).

    Agora pergunto: vc concorda que seria correto ensinar ás crianças:
    a) que o ferro teria sido criado por algum deus?
    b) que um deus-criador de tudo seria tão irresponsável a ponto de causar deformidades por causa de um pileque?
    c) que o ‘pensamento’ seria uma ‘entidade’ real, que poderia competir uma corrida?
    d) que um ser pode tomar formas distintas (hora cobra, hora homem)?

    Agora me diz: que diferença existe entre tais mitologias e a mitologia bíblica? Se admitirmos que cada um pode ensinar o que quiser, estaremos admitindo exatamente aquelas situações em que as crianças não entendem lhufas de ciências. Não há como negar que se for dada uma opção para o que será ensinado (ou crendices ou ciência), que muitos pais (também irresponsáveis) permitirão que seus filhos aprendam só crendices, e criaremos um exército de analfabetos.

    [Responder]

    André Respondeu:

    @Fatima, Acho mais divertido o mito de como o deus congolês Bumba criou o Universo.

    Estamos imersos na criação de Bumba. :-D

    [Responder]

    Renato Kistner Respondeu:

    Fátima, deve-se ensinar as crianças a escolherem no que querem acreditar.

    Eu fui ensinado dessa maneira e não nego a ciência, mesmo sendo cristão. Apenas não concordo com a teoria evolucionista.

    [Responder]

    André Respondeu:

    Eu não concordo que um barco estilo caixa de sapato, com apenas uma única janelinha de 46 cm de lado, carregar toda a bicharada do planeta. E tenho uma porrada de provas a respeito.
    .
    Você concordando ou não com a Evolução, não significa nada. A não ser que vc tenha alguma prova ou evidência que a contradiga.
    .
    Quer debater comigo a respeito lá na comunidade? ;-)

    Renato Kistner Respondeu:

    Quer debater comigo a respeito lá na comunidade?

    Quem sabe nas férias… :grin:

    AmadeusXIII Respondeu:

    @Renato Kistner, Ah, vamos Renato. Vai ser divertido… :grin:

    Robson Fernando Respondeu:

    @Renato Kistner, infelizmente isso não tá nos propósitos de instituições religiosas por motivos óbvios.

    Uma criança, suficientemente crescida e amadurecida, que tiver em mãos ferramentas mentais de discernimento do que é ou não é verdade, como o “kit” cético de detecção de mentiras descrito por Carl Sagan e a comparação antropológica de religiões, sempre vai chegar à conclusão de que a “verdade” religiosa é nada mais do que mitologia, crendice, explicação tapa-buraco originada em um tempo em que a ciência como conhecemos hoje não existia regionalmente. E então menos ovelhas vão recorrer a Jesus.

    Seria suicídio escolas como o Mackenzie darem às crianças a oportunidade de escolher aquilo no que vão crer e, caso escolham as ciências, questionar as igrejas que a administram.

    ZzXx Respondeu:

    Muito triste sua história.

    Renato Kistner Respondeu:

    Ta bom, galera… acham errado ensinar o criacionismo nas aulas de ciência? Ok!

    Agora, por que não dão uma nova lidinha no meu comentário e observem as expressões negritadas?

    Nada mais justo, no sentido de opor-lhe o contraditório porque há outra explicação.

    [Responder]

    André Respondeu:

    Eu gostaria muito de saber qual é a outra explicação científica existente para o surgimento das espécies.

    Lembre-se que uma teoria científica tem que ser embasada com fatos, experimentações, deduções, analises etc.

    [Responder]

    Renato Kistner Respondeu:

    Eu disse que a outra explicação é científica??

    [Responder]

    André Respondeu:

    Eu falei que vc disse?

    [Responder]

    Renato Kistner Respondeu:

    Eu disse que vc disse o que eu disse?

    Tá bom, ninguém disse nada. :wink:

    ariel wollinger Respondeu:

    @Renato Kistner, Se nao é cientifica é crendice e nao vale merda nenhuma. Qualquer outra elucubracao é tao valida quanto a do FSM.

    [Responder]

    Marcello Respondeu:

    @Renato Kistner,

    Qual seria essa outra explicação científica??

    [Responder]

    Renato Kistner Respondeu:

    há outra explicação, de fundo religioso, para a origem das espécies.

    [Responder]

    André Respondeu:

    Religião não é ciência. Fim.

    [Responder]

    Renato Kistner Respondeu:

    Eu não disse que é.

    Agora sim:

    Fim.

    André Respondeu:

    Eu dou a última palavra por aqui. FIM ! :cool:

    AmadeusXIII Respondeu:

    @Renato Kistner, Então, que sejam ensinadas na porra de uma Igreja. Ou então você acha certo ensinar a Teoria de Darwin nas escolas dominicais e catecismos?

    Sorry Renato, mas você não está sendo coerente.

    [Responder]

    mirtes Respondeu:

    @Renato Kistner, usar uma religião, como base de oposição, é dizer que podemos usar OUTRA religião, como base também!

    Nada impede que questionemos a criação, do ponto de vista da religião tupi guarani, por exemplo.

    [Responder]

    Fatima Respondeu:

    Renato Kistner,

    Em se admitindo isso, alguém poderia adotar a minha explicação:

    Era uma vez um mundo dominado pelas Formigas (que o nome delas seja louvado!); seres inteligentes, poderosos, caráter incólume; seres especiais. Belo dia, as Formigas (que o nome delas seja louvado!), em sua bondade imensa, resolveram criar seres que fossem à sua imagem e semelhança (espiritualmente falando). Então as Formigas (que o nome delas seja louvado!) resolveram pedir ajuda aos ratos: pediram que eles lhes cedessem suas fezes e com elas criou o homem.

    Mas o homem andava sozinho, daí as Formigas (que o nome delas seja louvado!), muito bondosas, resolveram criar uma companheira para ele; arrancaram-lhe todas as patas (o homem originalmente havia sido criada com várias), deixando só duas, fundiram as patas e eis que surgiu uma companheira.

    Então, para servir ao homem, as Formigas (que o nome delas seja louvado!) criaram mais uma porção de seres (todos os demais animais), pegou um dicionário e disse ao homem: ‘nomeie cada criatura que criei’.

    …e assim por diante….

    Agora me diz: concordaria com o ensino desta outra explicação?

    [Responder]

    Renato Kistner Respondeu:

    Desde que não fosse imposta, respeitando o direito de escolha de cada um, sim.

    [Responder]

    mirtes Respondeu:

    @Renato Kistner, então, pelo que eu entendi da sua resposta, na verdade você defende o ensino de pontos de vista mitológicos, nas escolas, além do ensino científico normal.

    Mas ensino mitológico, não se aplicaria, às aulas de de história e estudos sociais, e não às aulas de ciências?

    [Responder]

    Renato Kistner Respondeu:

    Mas ensino mitológico, não se aplicaria, às aulas de de história e estudos sociais, e não às aulas de ciências?

    Pode ser, Mirtes. Só quero enfatizar que o ponto central do meu raciocínio é a liberdade de escolha. E para escolher é necessário, antes de tudo, conhecer.

    André Respondeu:

    Renato, entre o cristianismo e o jainismo, qual você prefere? Que tal seguir uma religião maia? Não estaria interessado em passar um ano com monges budistas?

    Renato Kistner Respondeu:

    Já passou um ano com monges budistas, André?

    André Respondeu:

    Não. Preferi passar um ano num convento com freiras ninfomaníacas.

    Ezra Floid Respondeu:

    A liberdade de escolha é primeiro respeito que se deve a diversidade de tudo que há: o evolucionismo não pode ser descartado e deve ter igual peso numa lista de outras concepções em diversidades: relativismo, empirismo, o mito da criação dos nativos da Polinésia, o mito dos índios Kraôs de que tudo sempre existiu, existe e continua existindo e o espaço não tem fim, tudo é migração.
    Enfim, para escolher é preciso conhecer a diversidade do conhecimento é preciso ciência: a diversidade é uma qualidade infinita do universo, tanto de vida, eventos, idéias: o criacionismo é o pior dos conteúdos porque tende a excluir outros muitos mais consistentes que ele.

    [Responder]

    Renato Kistner Respondeu:

    Ezra, agora que eu vi. Plagiei uma frase sua. Se tivesse lido seu comentário primeiro, teria utilizado outro argumento… :wink:

    Ezra Floid Respondeu:

    A discussão é o que o ensino de uma teoria “criacionista” pode ou deve causar no aluno. Se a escola exclui o restante de conhecimento e usa isto como um dogma sagrado para justificar sua teologia, é ridículo e egoísta, é facista.
    O criacionismo valeria se como filosofia de fizesse o aluno “buscar a semelhança de Deus” e despertando sua criatividade, mas exatamente isto é reprimido, e esquecida a atitude de ser um livre criador.
    eu falo de diversidade do conhecimento, mas é preciso aprender a usá-lo, e o criacionismo é um freio, um retrocesso se for ensinado como verdade científica. Só dá pra aceitar como mito sócio-cultural.

    Renato M Respondeu:

    A questão não é se opor ou ter uma outra visão,a questão é que um estabelecimento tão prestigiado de ensino como o Mackenzie devia ser mais sério e se preocupar mais com fatos concretos do que com fantasia.

    Criacionismo = é complexo demais,não sei explicar tudo de tudo,não tenho resposta pra tudo então? deus fez..deus fez….(religião)

    Evolucionismo é ciência comprovada, está a mais de 200 anos sem ser refutada,e ela diferente da religião não é tratada como um “dogma” pelo contrário,é exaustivamente pesquisada e explorada por cientistas do mundo todo…..

    E a cada dia que passa ela se fortalece,.

    Criacionismo,design inteligente…..é RELIGIÃO.

    Ponto final.

    [Responder]

    ZzXx Respondeu:

    Eu acabei que invewntar uma teoria para a criação do mundo, veja só:

    Antes de tudo havia Dercy Gonçalves, dela surgiu Google, Google era onipotente e onipresente, mas sabia menos que Dercy, que era mais velha

    certo dia Dercy caiu emcima do Google, matando-o

    com remorso, Dercy criou o universo e reviveu Google, dando o mundo a ele e dizendo:

    “Google, este mundo PARADO eh seu!! fiz um Sol que O RODEIA e ele eh QUADRADO como um pixel de um jogo antigo”

    ok, agora quero que ensinem ESTA teoria nas excolas, pois eh OUTRA EXPLICAÇÃO SEM EVIDÊNCIAS que merecia ser ensinada nas escolas tbm.

    oq acha? acha bom que as crianças sejam entupidas de burrice na escola, que deveria fazer o contrário? se conseguir, pense nisto.

    [Responder]

    André Respondeu:

    Considerando que o Google existe e que a Dercy Gonçalves tb (ninguém provou que ela morreu), então esta teoria é válida. :-D

    [Responder]

  5. 5. AmadeusXIII Ipuaçu SC Disse:
    Quer dizer que tá todo mundo aprovado nas aulas de Química, Física e Biologia? Afinal de contas é só responder “porque Deus quis”.

    [Responder]

  6. 6. Leonardo Farroco Disse:
    Na aula de ciências se ensina o que é… ciência! Para algo ser considerado ciência é preciso passar pelo método ciêntífico (definição de um problema, recolhimento de dados, proposição de uma hipótese, realização de uma experiência controlada, análise dos resultados, interpretação dos dados, conclusões e só depois publicação dos resultados).
    Qual o sentido do criacionismo nas escolas? Só porque alguém resolveu escrever um livro não quer dizer que seja ciência.
    É o mesmo que usar Os Lusíadas para falar da vida marinha.

    [Responder]

    Abbadon Respondeu:

    Sera que alguem ja experimentou enviar uma carta à essa “respeitavel instituicao” para perguntar-lhes quais sao os criterios que adotaram para definir o termo “teoria”, ja que ainda se ensina Teoria da Gravitacao Universal, Teoria da Relatividade, etc…

    [Responder]

  7. 7. Steven Disse:
    Que esperar desta instituição “amém”??? Que ela rejeite o criacionismo ???
    Bom.. a turma criacionista me lembra a Paulista… Pq começa no Paraíso e termina na Consolação.(justamente onde fica Mackenzie).
    Ouvi falar do Mackenzie pq seus integrantes nos anos 60 fizeram grupos pró-ditadura e atacavam pessoal da USP, anti-ditadura. Dizem que Boris Casoy era 1 dos integrantes do Mackenzie.

    [Responder]

    Abbadon Respondeu:

    Fontes ?

    [Responder]

    Steven Respondeu:

    [Responder]

  8. 8. Ezra Floid Disse:
    Tanto faz se o Bigbang, ou Deus Elohim do Gênesis quem criou o Universo produzindo um Acaso da Intuição: haja luz!
    - toda criação é um acaso da intuição. Não é um produto de design inteligente, o Universo não teve projeto e plano, que aliás todos sabem que o número de planos são sempre infinitos, dado somente um ponto do Universo.
    A Evolução é conhecer a criação realizada depois de intuí-la.
    A Inteligência só acontece depois de observada e conhecida a criação e a interação do objeto com seu meio ambiente.
    Os criacionistas não reconhecem a inteligência natural das coisas. Vivem engasgados com a Relatividade que há em tudo nesse universo: não há verdade absoluta num Universo Eterno e Infinito, onde tudo faz sentido porque tem analogia no inconsciente das coisas.
    Um professor revoltado em ter que dar este tipo de aula podia pedir aos alunos que apresentassem “projetos mais inteligentes, mas isto seria proibido pois os alunos não podem evoluir, os alunos são criados (?) a partir do nada, absolutos e sem jamais evoluírem para seres criativos e inteligentes.
    Se tudo já foi feito tão perfeito e inteligente porque existem erros e acasos?
    O Universo não é um projeto, é um laboratório intuitivo vivo e infinito,
    onde tudo à princípio é Eterno enquanto dura.

    .

    [Responder]

  9. 9. André Disse:
    Os comentários estão caindo no nonsense. Só falta o bando de aborígenes moradores de Ipuaçu cair de paraquedas aqui.

    [Responder]

    AmadeusXIII Respondeu:

    @André, Hora da navalha do moderador entrar em ação. Começando por esse comentário meu :grin:

    [Responder]

  10. 10. Pe3Hag@3s$e Disse:
    :mrgreen: Sem puxação de saco, nem babação de ovo, mais esse é o centésimo artigo do Abbadon!!! Congratulations :mrgreen:
    E eu não sou Ipuaçu - Sc, mas de Foz do Iguaçu - Pr
    Entendeu?

    [Responder]

  11. 11. Chico Sá Disse:
    Há comentários sem comentários. Neguinho defender o ensino do criacionismo em escola só pode está com brincadeira de mau gosto ou não sabe como funciona uma.

    [Responder]

    Renato Kistner Respondeu:

    Pelo menos eu não uso expressões racistas

    [Responder]

    Fatima Respondeu:

    Renato Kistner,

    Imagino que vc esteja se referindo ao ‘neguinho’. Aqui em sampa, isso é APENAS uma gíria.

    [Responder]

    Chico Sá Respondeu:

    @Fatima, é gíria em grande parte deste Brasil imenso.

    [Responder]

    AmadeusXIII Ipuaçu SC Respondeu:

    @Renato Kistner, Vindo de alguém que professa uma fé racista, homofóbica e machista, é de matar de rir…

    Better shut up dude :neutral:

    [Responder]

    André Respondeu:

    Hadouken!

    [Responder]

    mirtes Respondeu:

    @Renato Kistner, a Fátima tem razão, esclarecendo “neguinho”, é o mesmo, que “carinha”, “pessoa”, “mano, etc.

    [Responder]

    André Respondeu:

    Chamem de afro-descendentinho, então.

    [Responder]

    Fatima Respondeu:

    Hahahahahahahahahah :mrgreen:

    [Responder]

    Ezra Floid Respondeu:

    @mirtes, e também de “fulano, beltrano e cicrano”

    [Responder]

    ZzXx Respondeu:

    @Renato Kistner, conheço muitas pessoas que usam esse termo, inclusive eu

    agora vem neguim acusar os outros d racismo?
    me poupe

    [Responder]

  12. 12. Fabiane Lima Disse:
    @Renato Kistner, fala sério: mito não é ciência, não está no mesmo patamar da teoria darwinista e, portanto, não merece ser ensinada com verniz científico. Ponto.

    [Responder]

    Renato Kistner Respondeu:

    Fabiane, pelo jeito você não leu todos os meus comentários…

    [Responder]

    Ezra Floid Respondeu:

    @Fabiane Lima, poxa, mito é ciência pois existe “mitologia” como existe “biologia”. Assim como “psicologia”, “filosofia” e até mesmo “teologia” e teleologia- todas são ciências, algumas tratam do abstrato, são abstrativas, daí serem “ciências humanas” e não ciências naturais.

    [Responder]

    André Respondeu:

    Favor ler sobre Karl Popper e Thomas Kuhn

    [Responder]

    ZzXx Respondeu:

    uhaUHaAUHUahAUHAuhAUHAuAHUahaUHauhAUHuah

    [Responder]

    Fabiane Lima Respondeu:

    @Ezra Floid, hum… então quer dizer que campos do conhecimento que meramente especulam sobre as coisas (i.e., filosofia, teologia, psicologia) podem ser colocados lado a lado de ciências que usam dados sólidos? Talvez tenha sido assim na época dos gregos, quando tudo era chamado de filosofia, mas não, não dá pra colocar tudo sob o mesmo guarda-chuva, sinto muito.

    [Responder]

    André Respondeu:

    André diz, vaticina e assina embaixo, com firma reconhecida em cartório:

    Filosofia é a arte de procurar um gato preto que não existe num quarto escuro.

    Teólogos dizem que encontram o gato.

    [Responder]

    Ezra Floid Respondeu:

    @Fabiane Lima, creio que seu argumento não se sustenta se for confrontado com os estudos de Carl Jung, de Joseph Campbell. Por que tantos cientistas estudaram mitos, religiões para compreender a psique humana? E não apenas a psiquê, mas estudando a cultura se compreende a sociedade, daí entramos também no campo da Antropologia. Note bem , Fabianne e André: eu também discordo de enfiarem as idéias “criacionistas” como verdades científicas nas cabeças dos alunos, como explicação para a origem do universo.
    O criacionismo é uma verdade mitológica cultural: por exemplo, Édipo não existiu, é um mito, mas o complexo de édipo existe. A História, por exemplo, é uma ciência - ou não haveriam historiadores: contudo, será a História que se aprende a verdadeira, ou é a versão anacrônica do historiador?
    O que sabemos é que Biologia, Física, Química, Engenharia, etc. etc, são ciências, mas nem por isto elas detem o poder de exclusividade para serem chamadas de “ciências”; existem as ciências humanas - e aliás o ceticismo pertence ao ambiente de ciências humanas.
    O ceticismo é o tal gato preto que o filosofo diz que vê no escuro, viu André?

    [Responder]

    Ezra Floid Respondeu:

    E, quando digo sobre o gato preto no escuro que o filosofo diz que existe ali, é porque para provar, ele acende a luz da razão.

    [Responder]

    André Respondeu:

    O ceticismo é algo que existe. O gato preto do filósofo não.

    História não é Ciência. Ela não segue o Método Científico. leia Popper e Kuhn.

    Ah, e Freud não explica quase nada

    [Responder]

    Ezra Floid Respondeu:

    @André, “o ceticismo é algo que existe” é a maior pérola que você já disse!
    Quanto ao gato preto, existe sim. Quer um exemplo prático? Meu computador de repente começou a dar um pau, reiníciou sozinho, mudou a data e a hora.
    A superstição me fez supor um vírus ou outra coisa: passei os antivirus, fiquei procurando o que estaria causando aquilo: não tinha vírus e tudo estava em ordem. No entanto, não acredito em fantasmas, que zica era aquela?
    Quando abri a CPU, fiquei procurando até que encontrei a causa, o “gato preto”: era uma aranha pequena do tipo “pega-mosca” que ficava pulando nos circuitos e dava curto. Uma coisa parecida aconteceu num hotel-fazenda em Resende que fui, onde havia uma sala em que as luzes ficavam acendendo e apagando e todos diziam que era fantasma: fui até lá entrei na sala e fiquei esperando a luz acender: descobri que um besouro subia pela parede e passava em cima do interruptor “silentoque” e quando se assustava com a luz que acendia, voltava no caminho e passava de novo no interruptor e apagava a luz, então tudo acontecia de novo: mas as pessoas crédulas e supersticiosas nem viam isto, achavam que era fantasma, sequer examinavam as coisas.
    Espero que vc tenha entendido que não estamos abordando o que seria o “gato preto” do mesmo modo.
    Quanto a Freud, sou mais Jung sempre.

    André Respondeu:

    @André, “o ceticismo é algo que existe” é a maior pérola que você já disse!

    Pelo visto, vc não ligou o detector de sarcasmo.

    Quanto ao gato preto, existe sim. Quer um exemplo prático? Meu computador de repente começou a dar um pau, reiníciou sozinho, mudou a data e a hora.

    O nome disso é Windows. Use um SO decente. Daí em diante, só tem besteiras e nada de “filosofia” ou “teologias”.

    Fabiane Lima Respondeu:

    @Ezra Floid, mitologia é uma manifestação cultural, mas nem por isso tem validade científica, pois por mais que tenha a função de explicar o mundo, não o explica de maneira válida como fato comprovável.

    E mesmo a História lida com documentos, depoimentos e relatos, que podem ser vistos de muitos pontos de vista e, inclusive, refutados, coisa que a mitologia, a teologia, e outras áreas que apresentam o sufixo “logia” e enganam as pessoas quanto a seu caráter científico, não fazem.

    [Responder]

    Ezra Floid Respondeu:

    @Fabiane Lima, não é a “mitologia” (isso é o estudo dos mitos) vc quer dizer apenas “o mito”. Não é apenas uma manifestação cultural, pois se for, todos os poetas e escritores de ficção devem ser jogados no lixo, o que incluiria Arthur Clarcke e Asmimov também. Os mitos tratam de arquétipos de comportamento, de “falhas trágicas” do ser humano. A vida não é uma ciência “exata”. A loucura humana não pode ser explicada por teoremas de Newton, Pascal e Galileu.
    Os seus sentimentos existem de fato, ou são apenas manifestações culturais ilusórias? Os seus desejos, necessidades e vontades são apenas carências materiais? A mitologia não existe apenas para ser um patrimônio cultural preservado, els possui aplicações no pensamento e no comportamento humano. Você nunca teve uma fantasia que conseguiu realizar? Ou tentando realizar uma fantasia acabou realizando muitas outras coisas?
    Acho que a discussão distanciou do foco.
    Quero lembrar que sou contra o ensino do criacionismo judaico cristão como verdade científica, isso deveria fazer parte do conteúdo de outra ma´teria.

    Ezra Floid Respondeu:

    @Fabiane Lima, isso me lembra um episódio da vida de Joseph Campbell, quando ele após de escrever vários livros de mitologia e lecionar mitologia comparada em universidades, foi convidado ao um programa de debate numa rádio e teve que enfrentar um jornalista do tipo daquele que pergunta pra John Lennon se eles são mais populares que Jesus Cristo: ” o que o senhor espera ensinando este monte de mentiras inúteis - porque mitos são mentiras - aos jovens? Quer combater a verdade cristã?”
    E Campbel disse: não são mentiras, você precisa conhecer o assunto antes de falar uma tolice destas, o exercício intelectual é até maior, pois não se pretende afirmar que o mito é verdade, mas descobrir o que ele significa.
    O que pode significar o mito de uma deusa que passa seis meses no inferno e seis meses no paraíso? Por acaso alguma mulher jamais se sentiu assim?

    Fatima Respondeu:

    Ezra Floid,

    Ah, não….! Não vá me dizer que vc entende como ‘ciência’ também ramos do conhecimento que usam a metafísica para explicar as coisas/fenômenos naturais?

    [Responder]

    Ezra Floid Respondeu:

    @Fatima, desta forma como você coloca, não.
    Mas pra mim, até mesmo um pedreiro ao fazer um muro está usando ciência.
    Direito é ciência? Creio que é - não como biologia, química, mas é.
    E assim como se escreve “homem” ou Homem” para designar qualidades e grandezas diferentes, também se escreve “ciência” e “Ciência”.
    Sua pergunta foi feita antes de ler o que eu descrevi na resposta anterior?
    Ela fica meio sem nexo, pois ali você está lendo um relato de dois casos
    em que me propus a apurar a verdade ao invés de usar uma explicação metafísica, voce percebeu? Nâo havia um fantasma, havia um besouro, uma coisa material e natural.

    André Respondeu:

    Direito é ciência? Creio que é - não como biologia, química, mas é.

    Viram, crianças? As crenças fazem as pessoas falar bobagens.

    Ezra Floid Respondeu:

    @Fatima, só mais uma coisa:
    o número zero existe no mundo natural?
    Aliás, nenhum número existe de verdade no mundo natural, os números são artificiais, são abstrações para realizar coisas concretas..

    .

    Ezra Floid Respondeu:

    É, andré, mas os cartões de “crédito” fazem as pessoas fazerem bobagens muito mais caras!

    André Respondeu:

    Porque elas acreditam que podem pagar. Podemos voltar ao assunto do artigo, por gentileza?

    Ezra Floid Respondeu:

    André, eu me sinto num saco de gatos pretos no meio do escuro.
    Estabeleça uma plataforma de apoio à discussão:
    Se história, mitologia, pedagogia, filosofia, literatura, sociologia, antropologia, não são “ciências”, nem podem ser consideradas ciências, me diga por favor, seja específico e claro: O que é “Ciência”? O que está dentro e o que está fora?
    Porque eu estive falando de ciência de um modo genérico.
    PS: O windows é ruim, mas com aranhas, formigas, moscas e pernilongos, estas coisas sensíveis aos toque de um ser vivo, nenhuma resiste e todas dão pau, seja qual tecnologia for. Veja o que um bando de pica paus pode fazer no propulsor do ônibus espacial

    André Respondeu: