O Instituto Presbiteriano Mackenzie abrange uma universidade e uma escola das mais tradicionais de São Paulo. Só na unidade paulistana do colégio há mais de 1.800 alunos. Seu campus no quarteirão ladeado pela avenida da Consolação e pela rua Maria Antônia é um ponto de referência na cidade.
Talvez poucos se dêem conta de que se trata de um estabelecimento confessional de ensino. Isso está bem explícito no nome da instituição, porém. Agora o Colégio Mackenzie é também, oficialmente, criacionista.
Criacionismo é a doutrina segundo a qual Deus criou o mundo com todas as espécies que existem hoje. Isso contradiz a explicação darwinista para a diversidade biológica, fruto da evolução por seleção natural. Inúmeras observações comprovam postulados centrais do darwinismo, como a ascendência comum (todas as espécies provêm de um ancestral único).
O fato de o DNA ser a molécula da hereditariedade em todas elas é a melhor prova desse princípio. Os primeiros seres vivos da Terra “inventaram” essa maneira de transmitir características de uma geração a outra, há cerca de 4 bilhões de anos, e ela se perpetuou desde então.
A direção do Mackenzie não nega os avanços da biologia trazidos pelo darwinismo, mas acredita que é preciso opor-lhe o contraditório. Em outras palavras: ensinar a seus alunos que há outra explicação, de fundo religioso, para a origem das espécies.
Quase 200 anos depois de Charles Darwin (1809-1882) e 150 após a publicação de sua grande obra, “Origem das Espécies”, os educadores do Mackenzie aceitam só o que chamam de “microevolução” (organismos se adaptam a novas condições do meio).
Não, porém, a “macroevolução” (tal adaptação não seria suficiente para originar novas espécies, em verdade criadas por Deus).
A doutrina criacionista não é apresentada somente nas aulas de religião, mas igualmente nas de ciências. Em 2008 foi usada nos três primeiros anos do ensino fundamental 1, ainda em fase piloto, uma série de apostilas traduzidas e adaptadas de material da Associação Internacional de Escolas Cristãs (ACSI, na abreviação em inglês), com sede no Colorado, nos Estados Unidos.
A coleção utilizada com crianças de 6 a 9 anos se chama Crescer em Sabedoria. Na capa do volume do terceiro ano estava estampado “Ciências – Projeto Inteligente”.
É uma alusão ao argumento do “design inteligente”: a natureza é tão complexa e os organismos tão perfeitos que só o desígnio de um arquiteto (Deus) pode ter sido responsável por sua criação.
“Quando Deus formou a Terra, criou primeiro o ambiente. Criou elementos não vivos, como o ar, a água e o solo. Depois, Deus criou os seres vivos para morarem nesse ambiente”, afirma-se na pág. 10. O item 2.1 do volume se chama “O plano de Deus para os ambientes”.
Pode ser lido na pág. 17: “Deus projetou as cores e as formas de cada animal e o colocou em um ambiente que era perfeito para eles [sic]. Quando um animal usa suas cores ou formas para se esconder em seu ambiente, dizemos que ele está camuflado”.
A direção do Mackenzie justifica a omissão da evolução por seleção natural, nessa apostila de ciências, dizendo que se trata de conteúdo previsto apenas para o ensino fundamental 2. Além disso, o material da fase piloto de 2008 foi revisto e a ênfase religiosa, atenuada, mas não excluída.
Darwin, todavia, continua de fora.
Só uma dúzia de pais reclamou.
Artigo escrito por Marcelo Leite, na Folha de Sao Paulo
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139 respostas para "Criacionismo no Mackenzie"
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dezembro 1st, 2008 em 20:43
Ceticismo.Net sempre nos traz, a nós, seu leitores conteúdo de ótima qualidade e com foco ciêntifico…
Parabéns ao blog e desejo-lhe muitos anos de vida.
dezembro 2nd, 2008 em 04:59
que puta absurdo! so falta o babaca charlatao do adauto lourenco dar aula la!
dezembro 2nd, 2008 em 08:43
Os fatos não vão mudar só por que uns fundamentalistas querem, a incoerência da religião acaba aparecendo, afinal a idade média foi a era da religião mas foi suplantada quando a verdade veio à tona como o modelo heliocêntrico por exemplo,a evolução também é teoria científica bem fundamentada quer queiram ou não…
dezembro 2nd, 2008 às 11:27
No final, com o tempo, o ensino do criacionismo nessa “respeitavel instituicao” ira ruir diante do peso das evidencias e com a evolucao da sociedade brasileira.
E tambem, com os maus resultados que os alunos tiverem nos vestibulares.
AmadeusXIII Ipuaçu SC respondeu:
dezembro 2nd, 2008 às 12:04
@Abbadon, Vindo de uma religião que preza a ignorância e a desinformação como forma de controle, sei não… é melhor nós acharmos outro planeta pra morar. Já to fazendo minhas malas pra Ipuaçu, vou tentar pegar carona com os ETs pra beeeeeem longe.
dezembro 2nd, 2008 às 13:34
Duvido. Vestibular mede quem sabe fazer prova e não conhecimento. Tem muito cria idiota entrando nas facurdadis. Principalmente nas de jornalismo.
Renato M respondeu:
dezembro 2nd, 2008 às 18:36
Exatamente.
Nos vestibulares atuais privilegia quem tem calma e sabe ler bemm a pergunta,a sacanagem reside em que você tem que estudar todooo o conteúdo do ensino médio e não cai 80% do que você estudou….
E os livros obrigatórios não caem todos na 1º fase,e convenhamos que 12 questões de história e 10 de quimica não dá pra avaliar bosta nenhuma da matéria.
ZzXx respondeu:
dezembro 3rd, 2008 às 16:17
De fato, conheço muita gente que passa em vestibular mas que eh burra como uma porta, enfiar a cara num livro e decorá-lo não mostra que a pessoa eh inteligente, entretanto, qualquer pessoa dificilmente entrará em algum curso difcícil que valoriza as ciências, como engenharias, por exemplo, apenas enfiando a cara no livro, diferentemente de direito e medicina, que consistem em decorar nominhos e etc.
Renato Kistner respondeu:
dezembro 3rd, 2008 às 17:18
Você já cursou Direito, ZzXx?
dezembro 2nd, 2008 em 09:05
A direção do Mackenzie não nega os avanços da biologia trazidos pelo darwinismo, mas acredita que é preciso opor-lhe o contraditório. Em outras palavras: ensinar a seus alunos que há outra explicação, de fundo religioso, para a origem das espécies.
Nada mais justo.
AmadeusXIII Ipuaçu SC respondeu:
dezembro 2nd, 2008 às 11:35
@Renato Kistner, mesmo sem evidências? Ou melhor, mesmo com evidências contrárias ao criacionismo?
Quanta tolice.
mirtes respondeu:
dezembro 2nd, 2008 às 13:40
Ensinar criacionismo, obriga a ensinar uma parcela da crença católica, e desde QUANDO, a religião católica, tem a ver com ciência?
Daqui a pouco, vão ensinar que biológicamente falando é possivel que um ser humano sobreviva 3 dias dentro do estômago de outro ser vivo (levando em conta que não existe animal algum na face da terra, capaz de engolir um homem inteiro), sem sofrer aão dos sucos digestivos, nem morrer sufocado, só por que na bíblia está dizendo que é possivel.
Ou, vão mudar a classificação do morcego, pra ave (a única ave que mama, quando filhote), só por que na biblia tá dizendo que é assim!
BÁH!!!
Renato Kistner respondeu:
dezembro 2nd, 2008 às 15:20
Mirtes, desde quando só a Igreja Católica defende o Criacionismo?
mirtes respondeu:
dezembro 2nd, 2008 às 15:45
@Renato Kistner, então ela é á favor das leis de evolução, e eu to entendendo errado???
ZzXx respondeu:
dezembro 3rd, 2008 às 16:24
@mirtes, esqueceu que a igreja católica se deforma e esquece oq disse há uma semana atrás toda semana?
sim, ela agora diz que a evolução existiu
ZzXx respondeu:
dezembro 3rd, 2008 às 16:25
@Renato Kistner, a igreja católica parou de defender o criacionismo esta década, oq indica que ela defende o criacionismo há séculos.
Renato Kistner respondeu:
dezembro 3rd, 2008 às 17:11
Vou negritar uma palavrinha da minha pergunta:
Mirtes, desde quando só a Igreja Católica defende o Criacionismo?
E agora, ZzXx?
mirtes respondeu:
dezembro 3rd, 2008 às 17:36
@Renato Kistner, não vou repetir aqui o resumo do ponto de vista criacionista dos antigos gregos-romanos, mas concorda que ambos os pontos de vista, são todos calcados em mitos?
Que diferença existe, entre acreditar no mito do barro, no das pedras lançadas para trás, ou qualquer outra explicação religiosa de outras culturas?
ZzXx respondeu:
dezembro 4th, 2008 às 12:15
Sabia que antigamente a Igreja Católica defendia o criacionismo e a protestante visava a interpretação bíblica? e sabia tbm que hoje as duas fazem o inverso?
Renato Kistner respondeu:
dezembro 4th, 2008 às 18:10
Sabia que antigamente a Igreja Católica defendia o criacionismo e a protestante visava a interpretação bíblica? e sabia tbm que hoje as duas fazem o inverso?
Sabia que sabiá sabia assobiar?
Marcello respondeu:
dezembro 2nd, 2008 às 13:44
@Renato Kistner,
Seria o certo ensinar outra teoria cientifica que contraponha-se a TE, se existisse uma…Seria justo se criacionismo fosse ciência…Ensinar criacionismo?? Claro!!! Nas aulas de religião ou em “faculdade” de Teologia…
dezembro 2nd, 2008 às 14:06
Ensinar criaBURRIcionismo implica em mostrar que dragões e unicórnios existiram.
AmadeusXIII Ipuaçu SC respondeu:
dezembro 2nd, 2008 às 14:39
@André, Quero ver os professores ensinando também que a origem da diversidade de idiomas é a Torre de Babel. E que os gays devem receber pedradas na cuca…
E lá vamos nós! Estado laico graças a Deus
Fatima respondeu:
dezembro 2nd, 2008 às 14:17
Renato Kistner,
Mil perdões amigo, mas há de se separar o que é verdadeiramente científico do que faz parte do imaginário ou das crenças pessoais. Existem várias descrições da ‘criação’ nas mais diversas mitologias, todas elas têm igual valor, posto que carecem de quaisquer provas. Assim, pq UMA descrição teria de rpevalecer sobre as outras.
De mais a mais, considere que escolas e universidades têm como finalidade ensinar Ciências (humanas, exatas e biológicas), não propalar crenças. E, os religiosos têm tamanha noção de que isto é inadequado (ensino de crenças) que tentam revestí-las com uma roupagem ‘científica’ (vide o design inteligente).
mirtes respondeu:
dezembro 2nd, 2008 às 14:55
Acreditar na criação pelo barro, é tão ilógico, quanto acreditar na criação, atravéz de pedras.
Segue um resumo da mitologia grega, sobre essa criação abaixo:
extraído de: http://deltacat.blog.simplesnet.pt/
Em primeiro lugar surgiu uma raça de ouro dos mortais, durante a época de Crono, que desapareceu sem explicação. A seguir, Zeus criou uma raça feita de prata, mas esta recusou-se a fazer sacrifícios aos deuses e foi dizimada. Uma terceira geração foi então moldada a partir do bronze, mas revelou-se tão marcial que se aniquilou a si mesma. A quarta foi a geração heróica, povoada por uma raça de semideuses criados por Zeus. Quando estes morreram, muitos destes heróis foram colocados no céu sob a forma de constelações, tornaram-se companheiros dos deuses ou foram viver para as míticas ilhas dos Bem-Aventurados.
É mais tarde, na geração do ferro, que Zeus cria finalmente a presente geração humana. Contudo, segundo as “Metamorfoses” do poeta romano Ovídio, quando Zeus (Júpiter para Ovídio) caminhou por entre estes humanos, ficou desgostoso, em especial com um rei que praticava o canibalismo e o sacrifício humano. Zeus decide então destruí-los.
Com a ajuda de Posídon, o senhor dos deuses criou uma enorme inundação e quase toda a humanidade foi morta. Duas boas almas, no entanto, foram poupadas. Deucalião, o filho de Prometeu, e a sua esposa, Pirra, filha de Pandora, haviam sido advertidos por Prometeu do iminente dilúvio. Deucalião construiu uma embarcação, lançou uma ave – uma pomba – e, depois de o nível da água descer, o barco aportou no cimo de uma montanha.
Todos estes pormenores assemelham-se tanto aos relatos de dilúvios mesopotâmicos quanto ao relato biblíco. À semelhança do Noé, Deucalião e Pirra, foram autorizados a sobreviver. Porém, estavam sozinhos e tristes num mundo vazio de gente. A voz de uma deusa oriunda de uma gruta vizinha disse-lhes que atirassem por cima dos ombros “os poderosos ossos de suas mães”.
A princípio perplexo, Deucalião percebeu, por fim, que a ordem não se referia à sua própria mãe, mas à terra-mãe – cujos ossos são as pedras. Pegando em pedras, Deucalião e Pirra lançaram-nas por cima dos ombros e estas foram transformadas em pessoas. Deucalião e Pirra foram assim responsáveis pelo repovoamento da terra.
Fatima respondeu:
dezembro 2nd, 2008 às 15:15
Mirtes,
Sem contar que não a estória do ‘jardim perfeito’ não é exlcusividade da mitologia hebraica, né? Mitologia é mitologia e não deve (ou deveria) ser ensinada às crianças como se tal não fossem.
mirtes respondeu:
dezembro 2nd, 2008 às 15:41
@Fatima, realmente, os grego-romanos, também tinham sua definição de jardim perfeito (Elíseos), e os nórdicos, também (se bem que tá mais para palácio, mas não deixa de ser paraíso – Vallhalla ou sei lá como escreve)
Renato Kistner respondeu:
dezembro 2nd, 2008 às 15:13
Existem várias descrições da ‘criação’ nas mais diversas mitologias, todas elas têm igual valor, posto que carecem de quaisquer provas. Assim, pq UMA descrição teria de rpevalecer sobre as outras.
Fátima, o argumento é válido, mas qualquer instituição de ensino privado tem o direito de ensinar o que quiser e qualquer pessoa tem o direito de ESCOLHER não freqüentar essa instituição.
Entendeu meu raciocínio?
dezembro 2nd, 2008 às 15:35
@Renato Kistner, “mas qualquer instituição de ensino privado tem o direito de ensinar o que quiser”
Não tem não. Para isso existe os currículos mínimos impostos pelo MEC. Senão, qualquer um poderia ensinar que Pedro Álvares Cabral criou a lâmpada elétrica, enquanto Henrique VIII tomou a Bastilha.
Renato Kistner respondeu:
dezembro 2nd, 2008 às 15:55
Umm… Então as aulas de ciência do Colégio Mackenzie estão com os dia contados, certo?
dezembro 2nd, 2008 às 16:09
Por mim, aquele lixo de colégio é que devia estar com os dias contatos. Mas, como temos uma escrota bancada evangélica no Congresso…
Fatima respondeu:
dezembro 2nd, 2008 às 16:03
Renato Kistner,
Na mitologia africana, há uma lenda que diz que um deus chamado ‘Gùn’ criou o ferro e que um outro deus. Outro deus, chamado ‘Oxalá’, teria criado o homem do barro; como referido deus adorava tomar vinho da palma, ele às vezes tomava um porre e deixava os ‘bonequinhos de barro’ mais tempo do que o devido nos fornos (o que seria a causa das deformações físicas de nascença – e todos os que tivessem assim nascido teriam especial proteção de referido Deus); há outro ainda que por seis meses é homem e por seis meses é cobra. Na mitologia nórdica, por sua vez, haveria uma ‘guerra’ entre os deuses e os gigantes. Num dos embates, teriam competido numa corrida e o deus teria perdido para o gigante; no final das contas, descobriu-se que os gigantes haviam trapaceado e que o tal deus teria perdido a corrida por haver competido com o ‘pensamento’ (ninguém poderia ser mais rápido que o pensamento).
Agora pergunto: vc concorda que seria correto ensinar ás crianças:
a) que o ferro teria sido criado por algum deus?
b) que um deus-criador de tudo seria tão irresponsável a ponto de causar deformidades por causa de um pileque?
c) que o ‘pensamento’ seria uma ‘entidade’ real, que poderia competir uma corrida?
d) que um ser pode tomar formas distintas (hora cobra, hora homem)?
Agora me diz: que diferença existe entre tais mitologias e a mitologia bíblica? Se admitirmos que cada um pode ensinar o que quiser, estaremos admitindo exatamente aquelas situações em que as crianças não entendem lhufas de ciências. Não há como negar que se for dada uma opção para o que será ensinado (ou crendices ou ciência), que muitos pais (também irresponsáveis) permitirão que seus filhos aprendam só crendices, e criaremos um exército de analfabetos.
dezembro 2nd, 2008 às 16:08
@Fatima, Acho mais divertido o mito de como o deus congolês Bumba criou o Universo.
Estamos imersos na criação de Bumba.
Renato Kistner respondeu:
dezembro 2nd, 2008 às 16:20
Fátima, deve-se ensinar as crianças a escolherem no que querem acreditar.
Eu fui ensinado dessa maneira e não nego a ciência, mesmo sendo cristão. Apenas não concordo com a teoria evolucionista.
dezembro 2nd, 2008 às 16:22
Eu não concordo que um barco estilo caixa de sapato, com apenas uma única janelinha de 46 cm de lado, carregar toda a bicharada do planeta. E tenho uma porrada de provas a respeito.
.
Você concordando ou não com a Evolução, não significa nada. A não ser que vc tenha alguma prova ou evidência que a contradiga.
.
Quer debater comigo a respeito lá na comunidade?
Renato Kistner respondeu:
dezembro 2nd, 2008 às 16:32
Quer debater comigo a respeito lá na comunidade?
Quem sabe nas férias…
AmadeusXIII respondeu:
dezembro 2nd, 2008 às 18:56
@Renato Kistner, Ah, vamos Renato. Vai ser divertido…
Robson Fernando respondeu:
dezembro 3rd, 2008 às 02:55
@Renato Kistner, infelizmente isso não tá nos propósitos de instituições religiosas por motivos óbvios.
Uma criança, suficientemente crescida e amadurecida, que tiver em mãos ferramentas mentais de discernimento do que é ou não é verdade, como o “kit” cético de detecção de mentiras descrito por Carl Sagan e a comparação antropológica de religiões, sempre vai chegar à conclusão de que a “verdade” religiosa é nada mais do que mitologia, crendice, explicação tapa-buraco originada em um tempo em que a ciência como conhecemos hoje não existia regionalmente. E então menos ovelhas vão recorrer a Jesus.
Seria suicídio escolas como o Mackenzie darem às crianças a oportunidade de escolher aquilo no que vão crer e, caso escolham as ciências, questionar as igrejas que a administram.
ZzXx respondeu:
dezembro 3rd, 2008 às 17:15
Muito triste sua história.
Renato Kistner respondeu:
dezembro 2nd, 2008 às 15:06
Ta bom, galera… acham errado ensinar o criacionismo nas aulas de ciência? Ok!
Agora, por que não dão uma nova lidinha no meu comentário e observem as expressões negritadas?
Nada mais justo, no sentido de opor-lhe o contraditório porque há outra explicação.
dezembro 2nd, 2008 às 15:33
Eu gostaria muito de saber qual é a outra explicação científica existente para o surgimento das espécies.
Lembre-se que uma teoria científica tem que ser embasada com fatos, experimentações, deduções, analises etc.
Renato Kistner respondeu:
dezembro 2nd, 2008 às 15:50
Eu disse que a outra explicação é científica??
dezembro 2nd, 2008 às 16:10
Eu falei que vc disse?
Renato Kistner respondeu:
dezembro 2nd, 2008 às 16:28
Eu disse que vc disse o que eu disse?
Tá bom, ninguém disse nada.
ariel wollinger respondeu:
dezembro 2nd, 2008 às 20:56
@Renato Kistner, Se nao é cientifica é crendice e nao vale merda nenhuma. Qualquer outra elucubracao é tao valida quanto a do FSM.
Marcello respondeu:
dezembro 2nd, 2008 às 15:36
@Renato Kistner,
Qual seria essa outra explicação científica??
Renato Kistner respondeu:
dezembro 2nd, 2008 às 15:57
há outra explicação, de fundo religioso, para a origem das espécies.
dezembro 2nd, 2008 às 16:02
Religião não é ciência. Fim.
Renato Kistner respondeu:
dezembro 2nd, 2008 às 16:07
Eu não disse que é.
Agora sim:
Fim.
dezembro 2nd, 2008 às 16:20
Eu dou a última palavra por aqui. FIM !
AmadeusXIII respondeu:
dezembro 2nd, 2008 às 19:52
@Renato Kistner, Então, que sejam ensinadas na porra de uma Igreja. Ou então você acha certo ensinar a Teoria de Darwin nas escolas dominicais e catecismos?
Sorry Renato, mas você não está sendo coerente.
mirtes respondeu:
dezembro 2nd, 2008 às 15:43
@Renato Kistner, usar uma religião, como base de oposição, é dizer que podemos usar OUTRA religião, como base também!
Nada impede que questionemos a criação, do ponto de vista da religião tupi guarani, por exemplo.
Fatima respondeu:
dezembro 2nd, 2008 às 16:16
Renato Kistner,
Em se admitindo isso, alguém poderia adotar a minha explicação:
Agora me diz: concordaria com o ensino desta outra explicação?
Renato Kistner respondeu:
dezembro 2nd, 2008 às 16:38
Desde que não fosse imposta, respeitando o direito de escolha de cada um, sim.
mirtes respondeu:
dezembro 2nd, 2008 às 17:30
@Renato Kistner, então, pelo que eu entendi da sua resposta, na verdade você defende o ensino de pontos de vista mitológicos, nas escolas, além do ensino científico normal.
Mas ensino mitológico, não se aplicaria, às aulas de de história e estudos sociais, e não às aulas de ciências?
Renato Kistner respondeu:
dezembro 2nd, 2008 às 18:14
Mas ensino mitológico, não se aplicaria, às aulas de de história e estudos sociais, e não às aulas de ciências?
Pode ser, Mirtes. Só quero enfatizar que o ponto central do meu raciocínio é a liberdade de escolha. E para escolher é necessário, antes de tudo, conhecer.
dezembro 2nd, 2008 às 18:30
Renato, entre o cristianismo e o jainismo, qual você prefere? Que tal seguir uma religião maia? Não estaria interessado em passar um ano com monges budistas?
Renato Kistner respondeu:
dezembro 2nd, 2008 às 18:51
Já passou um ano com monges budistas, André?
dezembro 2nd, 2008 às 18:54
Não. Preferi passar um ano num convento com freiras ninfomaníacas.
Ezra Floid respondeu:
dezembro 2nd, 2008 às 17:35
A liberdade de escolha é primeiro respeito que se deve a diversidade de tudo que há: o evolucionismo não pode ser descartado e deve ter igual peso numa lista de outras concepções em diversidades: relativismo, empirismo, o mito da criação dos nativos da Polinésia, o mito dos índios Kraôs de que tudo sempre existiu, existe e continua existindo e o espaço não tem fim, tudo é migração.
Enfim, para escolher é preciso conhecer a diversidade do conhecimento é preciso ciência: a diversidade é uma qualidade infinita do universo, tanto de vida, eventos, idéias: o criacionismo é o pior dos conteúdos porque tende a excluir outros muitos mais consistentes que ele.
Renato Kistner respondeu:
dezembro 2nd, 2008 às 18:21
Ezra, agora que eu vi. Plagiei uma frase sua. Se tivesse lido seu comentário primeiro, teria utilizado outro argumento…
Ezra Floid respondeu:
dezembro 2nd, 2008 às 18:55
A discussão é o que o ensino de uma teoria “criacionista” pode ou deve causar no aluno. Se a escola exclui o restante de conhecimento e usa isto como um dogma sagrado para justificar sua teologia, é ridículo e egoísta, é facista.
O criacionismo valeria se como filosofia de fizesse o aluno “buscar a semelhança de Deus” e despertando sua criatividade, mas exatamente isto é reprimido, e esquecida a atitude de ser um livre criador.
eu falo de diversidade do conhecimento, mas é preciso aprender a usá-lo, e o criacionismo é um freio, um retrocesso se for ensinado como verdade científica. Só dá pra aceitar como mito sócio-cultural.
Renato M respondeu:
dezembro 2nd, 2008 às 18:43
A questão não é se opor ou ter uma outra visão,a questão é que um estabelecimento tão prestigiado de ensino como o Mackenzie devia ser mais sério e se preocupar mais com fatos concretos do que com fantasia.
Criacionismo = é complexo demais,não sei explicar tudo de tudo,não tenho resposta pra tudo então? deus fez..deus fez….(religião)
Evolucionismo é ciência comprovada, está a mais de 200 anos sem ser refutada,e ela diferente da religião não é tratada como um “dogma” pelo contrário,é exaustivamente pesquisada e explorada por cientistas do mundo todo…..
E a cada dia que passa ela se fortalece,.
Criacionismo,design inteligente…..é RELIGIÃO.
Ponto final.
ZzXx respondeu:
dezembro 3rd, 2008 às 16:22
Eu acabei que invewntar uma teoria para a criação do mundo, veja só:
Antes de tudo havia Dercy Gonçalves, dela surgiu Google, Google era onipotente e onipresente, mas sabia menos que Dercy, que era mais velha
certo dia Dercy caiu emcima do Google, matando-o
com remorso, Dercy criou o universo e reviveu Google, dando o mundo a ele e dizendo:
“Google, este mundo PARADO eh seu!! fiz um Sol que O RODEIA e ele eh QUADRADO como um pixel de um jogo antigo”
ok, agora quero que ensinem ESTA teoria nas excolas, pois eh OUTRA EXPLICAÇÃO SEM EVIDÊNCIAS que merecia ser ensinada nas escolas tbm.
oq acha? acha bom que as crianças sejam entupidas de burrice na escola, que deveria fazer o contrário? se conseguir, pense nisto.
dezembro 3rd, 2008 às 16:33
Considerando que o Google existe e que a Dercy Gonçalves tb (ninguém provou que ela morreu), então esta teoria é válida.
dezembro 2nd, 2008 em 09:16
Quer dizer que tá todo mundo aprovado nas aulas de Química, Física e Biologia? Afinal de contas é só responder “porque Deus quis”.
dezembro 2nd, 2008 em 10:29
Na aula de ciências se ensina o que é… ciência! Para algo ser considerado ciência é preciso passar pelo método ciêntífico (definição de um problema, recolhimento de dados, proposição de uma hipótese, realização de uma experiência controlada, análise dos resultados, interpretação dos dados, conclusões e só depois publicação dos resultados).
Qual o sentido do criacionismo nas escolas? Só porque alguém resolveu escrever um livro não quer dizer que seja ciência.
É o mesmo que usar Os Lusíadas para falar da vida marinha.
dezembro 2nd, 2008 às 11:32
Sera que alguem ja experimentou enviar uma carta à essa “respeitavel instituicao” para perguntar-lhes quais sao os criterios que adotaram para definir o termo “teoria”, ja que ainda se ensina Teoria da Gravitacao Universal, Teoria da Relatividade, etc…
dezembro 2nd, 2008 em 11:17
Que esperar desta instituição “amém”??? Que ela rejeite o criacionismo ???
Bom.. a turma criacionista me lembra a Paulista… Pq começa no Paraíso e termina na Consolação.(justamente onde fica Mackenzie).
Ouvi falar do Mackenzie pq seus integrantes nos anos 60 fizeram grupos pró-ditadura e atacavam pessoal da USP, anti-ditadura. Dizem que Boris Casoy era 1 dos integrantes do Mackenzie.
dezembro 2nd, 2008 às 11:28
Fontes ?
Steven respondeu:
dezembro 2nd, 2008 às 11:43
@Abbadon,
Olha , eu ouvi dizer…
mas veja estas fontes…
http://carosamigos.terra.com.br/da_revista/edicoes/ed88/marilene_felinto.asp
http://otambosi.blogspot.com/2008/12/macacos-do-mackenzie-me-mordam.html
dezembro 2nd, 2008 em 11:53
Tanto faz se o Bigbang, ou Deus Elohim do Gênesis quem criou o Universo produzindo um Acaso da Intuição: haja luz!
- toda criação é um acaso da intuição. Não é um produto de design inteligente, o Universo não teve projeto e plano, que aliás todos sabem que o número de planos são sempre infinitos, dado somente um ponto do Universo.
A Evolução é conhecer a criação realizada depois de intuí-la.
A Inteligência só acontece depois de observada e conhecida a criação e a interação do objeto com seu meio ambiente.
Os criacionistas não reconhecem a inteligência natural das coisas. Vivem engasgados com a Relatividade que há em tudo nesse universo: não há verdade absoluta num Universo Eterno e Infinito, onde tudo faz sentido porque tem analogia no inconsciente das coisas.
Um professor revoltado em ter que dar este tipo de aula podia pedir aos alunos que apresentassem “projetos mais inteligentes, mas isto seria proibido pois os alunos não podem evoluir, os alunos são criados (?) a partir do nada, absolutos e sem jamais evoluírem para seres criativos e inteligentes.
Se tudo já foi feito tão perfeito e inteligente porque existem erros e acasos?
O Universo não é um projeto, é um laboratório intuitivo vivo e infinito,
onde tudo à princípio é Eterno enquanto dura.
.
dezembro 2nd, 2008 em 16:19
Os comentários estão caindo no nonsense. Só falta o bando de
aborígenesmoradores de Ipuaçu cair de paraquedas aqui.AmadeusXIII respondeu:
dezembro 2nd, 2008 às 18:00
@André, Hora da navalha do moderador entrar em ação. Começando por esse comentário meu
dezembro 2nd, 2008 em 17:14
E eu não sou Ipuaçu – Sc, mas de Foz do Iguaçu – Pr
Entendeu?
dezembro 2nd, 2008 em 23:13
Há comentários sem comentários. Neguinho defender o ensino do criacionismo em escola só pode está com brincadeira de mau gosto ou não sabe como funciona uma.
Renato Kistner respondeu:
dezembro 3rd, 2008 às 08:55
Pelo menos eu não uso expressões racistas
Fatima respondeu:
dezembro 3rd, 2008 às 10:19
Renato Kistner,
Imagino que vc esteja se referindo ao ‘neguinho’. Aqui em sampa, isso é APENAS uma gíria.
Chico Sá respondeu:
dezembro 3rd, 2008 às 14:21
@Fatima, é gíria em grande parte deste Brasil imenso.
AmadeusXIII Ipuaçu SC respondeu:
dezembro 3rd, 2008 às 11:51
@Renato Kistner, Vindo de alguém que professa uma fé racista, homofóbica e machista, é de matar de rir…
Better shut up dude
dezembro 3rd, 2008 às 13:31
Hadouken!
mirtes respondeu:
dezembro 3rd, 2008 às 13:08
@Renato Kistner, a Fátima tem razão, esclarecendo “neguinho”, é o mesmo, que “carinha”, “pessoa”, “mano, etc.
dezembro 3rd, 2008 às 13:36
Chamem de afro-descendentinho, então.
Fatima respondeu:
dezembro 3rd, 2008 às 22:22
Hahahahahahahahahah
Ezra Floid respondeu:
dezembro 4th, 2008 às 11:43
@mirtes, e também de “fulano, beltrano e cicrano”
ZzXx respondeu:
dezembro 3rd, 2008 às 17:31
@Renato Kistner, conheço muitas pessoas que usam esse termo, inclusive eu
agora vem neguim acusar os outros d racismo?
me poupe
dezembro 3rd, 2008 em 00:43
@Renato Kistner, fala sério: mito não é ciência, não está no mesmo patamar da teoria darwinista e, portanto, não merece ser ensinada com verniz científico. Ponto.
Renato Kistner respondeu:
dezembro 3rd, 2008 às 08:53
Fabiane, pelo jeito você não leu todos os meus comentários…
Ezra Floid respondeu:
dezembro 3rd, 2008 às 11:56
@Fabiane Lima, poxa, mito é ciência pois existe “mitologia” como existe “biologia”. Assim como “psicologia”, “filosofia” e até mesmo “teologia” e teleologia- todas são ciências, algumas tratam do abstrato, são abstrativas, daí serem “ciências humanas” e não ciências naturais.
dezembro 3rd, 2008 às 13:34
Favor ler sobre Karl Popper e Thomas Kuhn
ZzXx respondeu:
dezembro 3rd, 2008 às 17:33
uhaUHaAUHUahAUHAuhAUHAuAHUahaUHauhAUHuah
Fabiane Lima respondeu:
dezembro 3rd, 2008 às 19:24
@Ezra Floid, hum… então quer dizer que campos do conhecimento que meramente especulam sobre as coisas (i.e., filosofia, teologia, psicologia) podem ser colocados lado a lado de ciências que usam dados sólidos? Talvez tenha sido assim na época dos gregos, quando tudo era chamado de filosofia, mas não, não dá pra colocar tudo sob o mesmo guarda-chuva, sinto muito.
dezembro 3rd, 2008 às 20:12
André diz, vaticina e assina embaixo, com firma reconhecida em cartório:
Ezra Floid respondeu:
dezembro 4th, 2008 às 11:20
@Fabiane Lima, creio que seu argumento não se sustenta se for confrontado com os estudos de Carl Jung, de Joseph Campbell. Por que tantos cientistas estudaram mitos, religiões para compreender a psique humana? E não apenas a psiquê, mas estudando a cultura se compreende a sociedade, daí entramos também no campo da Antropologia. Note bem , Fabianne e André: eu também discordo de enfiarem as idéias “criacionistas” como verdades científicas nas cabeças dos alunos, como explicação para a origem do universo.
O criacionismo é uma verdade mitológica cultural: por exemplo, Édipo não existiu, é um mito, mas o complexo de édipo existe. A História, por exemplo, é uma ciência – ou não haveriam historiadores: contudo, será a História que se aprende a verdadeira, ou é a versão anacrônica do historiador?
O que sabemos é que Biologia, Física, Química, Engenharia, etc. etc, são ciências, mas nem por isto elas detem o poder de exclusividade para serem chamadas de “ciências”; existem as ciências humanas – e aliás o ceticismo pertence ao ambiente de ciências humanas.
O ceticismo é o tal gato preto que o filosofo diz que vê no escuro, viu André?
Ezra Floid respondeu:
dezembro 4th, 2008 às 11:40
E, quando digo sobre o gato preto no escuro que o filosofo diz que existe ali, é porque para provar, ele acende a luz da razão.
dezembro 4th, 2008 às 11:59
O ceticismo é algo que existe. O gato preto do filósofo não.
História não é Ciência. Ela não segue o Método Científico. leia Popper e Kuhn.
Ah, e Freud não explica quase nada
Ezra Floid respondeu:
dezembro 4th, 2008 às 13:09
@André, “o ceticismo é algo que existe” é a maior pérola que você já disse!
Quanto ao gato preto, existe sim. Quer um exemplo prático? Meu computador de repente começou a dar um pau, reiníciou sozinho, mudou a data e a hora.
A superstição me fez supor um vírus ou outra coisa: passei os antivirus, fiquei procurando o que estaria causando aquilo: não tinha vírus e tudo estava em ordem. No entanto, não acredito em fantasmas, que zica era aquela?
Quando abri a CPU, fiquei procurando até que encontrei a causa, o “gato preto”: era uma aranha pequena do tipo “pega-mosca” que ficava pulando nos circuitos e dava curto. Uma coisa parecida aconteceu num hotel-fazenda em Resende que fui, onde havia uma sala em que as luzes ficavam acendendo e apagando e todos diziam que era fantasma: fui até lá entrei na sala e fiquei esperando a luz acender: descobri que um besouro subia pela parede e passava em cima do interruptor “silentoque” e quando se assustava com a luz que acendia, voltava no caminho e passava de novo no interruptor e apagava a luz, então tudo acontecia de novo: mas as pessoas crédulas e supersticiosas nem viam isto, achavam que era fantasma, sequer examinavam as coisas.
Espero que vc tenha entendido que não estamos abordando o que seria o “gato preto” do mesmo modo.
Quanto a Freud, sou mais Jung sempre.
dezembro 4th, 2008 às 13:30
@André, “o ceticismo é algo que existe” é a maior pérola que você já disse!
Pelo visto, vc não ligou o detector de sarcasmo.
Quanto ao gato preto, existe sim. Quer um exemplo prático? Meu computador de repente começou a dar um pau, reiníciou sozinho, mudou a data e a hora.
O nome disso é Windows. Use um SO decente. Daí em diante, só tem besteiras e nada de “filosofia” ou “teologias”.
Fabiane Lima respondeu:
dezembro 4th, 2008 às 12:40
@Ezra Floid, mitologia é uma manifestação cultural, mas nem por isso tem validade científica, pois por mais que tenha a função de explicar o mundo, não o explica de maneira válida como fato comprovável.
E mesmo a História lida com documentos, depoimentos e relatos, que podem ser vistos de muitos pontos de vista e, inclusive, refutados, coisa que a mitologia, a teologia, e outras áreas que apresentam o sufixo “logia” e enganam as pessoas quanto a seu caráter científico, não fazem.
Ezra Floid respondeu:
dezembro 4th, 2008 às 15:25
@Fabiane Lima, não é a “mitologia” (isso é o estudo dos mitos) vc quer dizer apenas “o mito”. Não é apenas uma manifestação cultural, pois se for, todos os poetas e escritores de ficção devem ser jogados no lixo, o que incluiria Arthur Clarcke e Asmimov também. Os mitos tratam de arquétipos de comportamento, de “falhas trágicas” do ser humano. A vida não é uma ciência “exata”. A loucura humana não pode ser explicada por teoremas de Newton, Pascal e Galileu.
Os seus sentimentos existem de fato, ou são apenas manifestações culturais ilusórias? Os seus desejos, necessidades e vontades são apenas carências materiais? A mitologia não existe apenas para ser um patrimônio cultural preservado, els possui aplicações no pensamento e no comportamento humano. Você nunca teve uma fantasia que conseguiu realizar? Ou tentando realizar uma fantasia acabou realizando muitas outras coisas?
Acho que a discussão distanciou do foco.
Quero lembrar que sou contra o ensino do criacionismo judaico cristão como verdade científica, isso deveria fazer parte do conteúdo de outra ma´teria.
Ezra Floid respondeu:
dezembro 4th, 2008 às 16:31
@Fabiane Lima, isso me lembra um episódio da vida de Joseph Campbell, quando ele após de escrever vários livros de mitologia e lecionar mitologia comparada em universidades, foi convidado ao um programa de debate numa rádio e teve que enfrentar um jornalista do tipo daquele que pergunta pra John Lennon se eles são mais populares que Jesus Cristo: ” o que o senhor espera ensinando este monte de mentiras inúteis – porque mitos são mentiras – aos jovens? Quer combater a verdade cristã?”
E Campbel disse: não são mentiras, você precisa conhecer o assunto antes de falar uma tolice destas, o exercício intelectual é até maior, pois não se pretende afirmar que o mito é verdade, mas descobrir o que ele significa.
O que pode significar o mito de uma deusa que passa seis meses no inferno e seis meses no paraíso? Por acaso alguma mulher jamais se sentiu assim?
Fatima respondeu:
dezembro 4th, 2008 às 13:13
Ezra Floid,
Ah, não….! Não vá me dizer que vc entende como ‘ciência’ também ramos do conhecimento que usam a metafísica para explicar as coisas/fenômenos naturais?
Ezra Floid respondeu:
dezembro 4th, 2008 às 13:40
@Fatima, desta forma como você coloca, não.
Mas pra mim, até mesmo um pedreiro ao fazer um muro está usando ciência.
Direito é ciência? Creio que é – não como biologia, química, mas é.
E assim como se escreve “homem” ou Homem” para designar qualidades e grandezas diferentes, também se escreve “ciência” e “Ciência”.
Sua pergunta foi feita antes de ler o que eu descrevi na resposta anterior?
Ela fica meio sem nexo, pois ali você está lendo um relato de dois casos
em que me propus a apurar a verdade ao invés de usar uma explicação metafísica, voce percebeu? Nâo havia um fantasma, havia um besouro, uma coisa material e natural.
dezembro 4th, 2008 às 14:04
Direito é ciência? Creio que é – não como biologia, química, mas é.
Viram, crianças? As crenças fazem as pessoas falar bobagens.
Ezra Floid respondeu:
dezembro 4th, 2008 às 13:47
@Fatima, só mais uma coisa:
o número zero existe no mundo natural?
Aliás, nenhum número existe de verdade no mundo natural, os números são artificiais, são abstrações para realizar coisas concretas..
.
Ezra Floid respondeu:
dezembro 4th, 2008 às 15:06
É, andré, mas os cartões de “crédito” fazem as pessoas fazerem bobagens muito mais caras!
dezembro 4th, 2008 às 15:20
Porque elas acreditam que podem pagar. Podemos voltar ao assunto do artigo, por gentileza?
Ezra Floid respondeu:
dezembro 4th, 2008 às 16:09
André, eu me sinto num saco de gatos pretos no meio do escuro.
Estabeleça uma plataforma de apoio à discussão:
Se história, mitologia, pedagogia, filosofia, literatura, sociologia, antropologia, não são “ciências”, nem podem ser consideradas ciências, me diga por favor, seja específico e claro: O que é “Ciência”? O que está dentro e o que está fora?
Porque eu estive falando de ciência de um modo genérico.
PS: O windows é ruim, mas com aranhas, formigas, moscas e pernilongos, estas coisas sensíveis aos toque de um ser vivo, nenhuma resiste e todas dão pau, seja qual tecnologia for. Veja o que um bando de pica paus pode fazer no propulsor do ônibus espacial
dezembro 4th, 2008 às 16:21
LINK 1
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LINK 2
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LINK 3
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LINK 4
Ezra Floid respondeu:
dezembro 4th, 2008 às 16:34
André, o que é isto? É pra escolher presente de natal?
dezembro 4th, 2008 às 16:48
Presenteie-se lendo Popper.
Ou dê Kuhn a si mesmo. A preferência é sua.
Ezra Floid respondeu:
dezembro 4th, 2008 às 17:18
O Kuhn eu não dou nem a mim nem a ninguém, basta ao kuhn a bosta de cada dia.
Aliás, já dizia Pessoa:
Bosta ao que lhe boste,
o bostante que lhe bostar:
ter é tardar!
Ezra Floid respondeu:
dezembro 4th, 2008 às 17:28
Ao pesquisar os links, repareique na minha pergunta o sistema está francamente aberto, agora então a refaço:
o que NÃO é ciência?
dezembro 4th, 2008 às 17:53
Chamemos de C, o conjunto do que seria Ciência. Chamemos de A o conjunto de áreas que estão de acordo com o Método Científico. Chamemos de B o conjunto de áreas que não estão de acordo com o Método Científico.
.
A está contido em C. B não está contido em C. Sendo, obviamente, A != B.
.
Leia POPPER!
Renato Kistner respondeu:
dezembro 4th, 2008 às 18:20
Viram, crianças? As crenças fazem as pessoas falar bobagens.
Fiquei com uma dúvida: qual das partes é a bobagem? “Direito é ciência” ou “Creio que é”?
dezembro 4th, 2008 às 18:33
Olha o
negritoafro-brasileirito, RenatoRenato Kistner respondeu:
dezembro 4th, 2008 às 18:41
Umm… foi mau, tio
dezembro 3rd, 2008 em 10:09
“Narciso acha feio o que não é espelho”. Infelizmente, basta uma instituição sair do padrão científico convencionado que a militância darwinista já entra em ação… Desprezam as fraquezas e falhas do seu sistema e, num ato de fé, ignoram as críticas contrárias abraçando de olhos fechados sua verdade absoluta. Deveriam abrir os olhos e os ouvidos aos críticos do evolucionismo como Michael Denton (Evolution: A Theory in Crisis, Adler & Adler, 1986), Michael Behe (A caixa preta de Darwin, Editora Jorge Zahar, 1997) e os livros de Francis Collins, diretor do projeto genoma. Perceberiam que há muito mais que elos perdidos no evolucionismo e que a possibilidade de um ser criador não pode ser descartada, até que se prove o contrário. Neste sentido, a visão aberta da direção do Mackenzie está de parabéns.
dezembro 3rd, 2008 às 10:13
Behe foi mais que refutado, Denton é idiota e Collins é a favor da Seleção Natural, crentinho.
.
A direção da Mackenzie estaria de parabéns se mostrasse o ensino criacionista de acordo com o hinduísmo? Até agora, não vi um crentinho esroto refutar a Evuolução. Mas, que se pode esperar de “gente” que não frequenta colégios?
.
Teste simples: Diferencie Ordens de Espécies.
dezembro 3rd, 2008 às 10:15
Por favor, mostre provas que os seres vivos surgiram do nada, que o mundo tem 6000 anos e que compostos à base de dióxido de silício geram corpos baseados em carbono.
Fatima respondeu:
dezembro 3rd, 2008 às 10:25
Ageu,
‘…Infelizmente, basta uma instituição sair do padrão científico convencionado que a militância darwinista já entra em ação…’
Pq será que há um padrão?
‘…Desprezam as fraquezas e falhas do seu sistema e, num ato de fé, ignoram as críticas contrárias abraçando de olhos fechados sua verdade absoluta….
Não, os defensores da Ciência o fazem exatamente por não terem de ter fé (crença em algo não provado), eles sabem que a ciência se sustenta por provas. Além disso, o mais bacana da Ciência é que ela não propala uma ‘verdade absoluta’, ao contrário, ela é tão perfeita que se surgirem provas que refutem uma teoria, esta teoria pode ser abandonada, por mais sucesso que ela tenha ou adeptos que ela tenha angariado.
Podes dizer o mesmo da religião? Hum……NÃO!
‘…Perceberiam que há muito mais que elos perdidos no evolucionismo e que a possibilidade de um ser criador não pode ser descartada, até que se prove o contrário. Neste sentido, a visão aberta da direção do Mackenzie está de parabéns….’
Ah, tá….eu não sei explicar determinada coisa; logo, foi DEUS. Deus das lacunas….pufff.
Abraços!
dezembro 3rd, 2008 às 11:39
@Ageu,
So para esclarecer uma coisinha…
ecentemente, Behe teve a sua credibilidade como “cientista” abalada na Suprema Corte dos EUA em 2005, que deu como veredicto a proibição do ensino do Design Inteligente nas escolas americanas.
No julgamento, o próprio Behe admitiu que não existe nenhum trabalho sobre design inteligente, publicado em revistas científicas sujeitas a revisão (“peer-review”), que apresente dados concretos. No testemunho dado à corte, Behe confessou que o livro ” A Caixa Preta de Darwin”, apenas UM revisor recomendou o livro ao editor responsável que fosse publicado, no qual este revisor, o Dr. Michael Atkinson, da Universidade da Pensilvânia, na verdade nunca leu o livro pois se baseou em uma curta descrição transmitida em uma conversa telefônica de dez minutos.
E ainda por cima, o Departamento de Ciências Biológicas da Universidade de Lehigh, afirma que as pesquisas de Behe não tem nenhuma base em ciência e não devem ser consideradas como científicas. E a posição de Behe não é seguida por ninguém do corpo docente da instituição.
E Behe admite que a definição de ciência usada pelo resto da comunidade científica não permite chamar o “design inteligente” de ciência. Com base no exposto acima, os livros publicados por este autor não merecem credibilidade. São apenas ataques criacionistas contra a Teoria da Evolução de Darwin, com argumentos mal-formulados.
Enfim, ha muitos furos no criacionismo… que o barco ja faria agua no primeiro dia de diluvio.. rs
dezembro 3rd, 2008 em 10:18
KARAK!!! trabalho em frente o mackenzie e vou conferir in loco essa insanidade, tenho dois filhos em escola particular, ( pois decidi fugir do sistema) , ano passado quiseram pautar em uma reunião de pais o ensino religioso na scola, —- surtei !!!!! —- acho que se todas as escolar começarem com essa baboseira de criacionistmo ou desing intelijegue temo que em 20 anos teremos carencia de cientistas em nosso pais
ZzXx respondeu:
dezembro 3rd, 2008 às 17:40
@Rafael, o Brasil tem uma carência tremenda de inteligência e ciência.
por outro lado tem um excesso de pastores e criacionistas estúpidos (pleonasmo?)
dezembro 3rd, 2008 em 11:53
Trata-se de uma forma safada de introduzir por debaixo dos panos a religião cristã aos alunos. Escola não é lugar de falar de religião (sejam bem ou mal). Se o pessoal da direção do Mackenzie querem ensinar religião, q seja na igrejinha deles e não na escola!!!
dezembro 3rd, 2008 em 11:57
Acho q se vivessemos num país realmente laico para valer, isso não seria permitido nunca!!!
dezembro 3rd, 2008 em 12:46
Quero ver estes alunos passarem no vestibular acreditando nisso.
dezembro 3rd, 2008 em 14:11
Criei uma enquete na comunidade do Cet no Orkut. Vamos continuar a discussão sobre o ensino do criacionismo lá.
See ya dudes
dezembro 3rd, 2008 em 14:39
No final deste século não haverá mais terra sob os pés das religiões. Ora se a própria e atrasada ICAR já aceita a Teoria da Evolução porque seus seguidores não? Será que a lavagem cerebral foi tão intensa assim?
dezembro 3rd, 2008 às 14:54
Sim, foi e ainda é.
dezembro 3rd, 2008 em 17:46
Estudei em um colégio presbiteriano e o único aprendizado que tive lá em relação à religião é o que se comprova hoje pelo atentado violento à nossa já tão estranha “democracia”, ou seja, o que vale é a intolerância!
Nunca me respondiam as perguntas nas aulas de religião! Eu sempre era expulso, tinha que ir falar com o diretor! Um dia me cansei e começei a bancar o satanista, foi o suficiente para que alguns alunos entrassem na minha onda, haja vista eu sempre tirar boas notas, foi o suficiente para enfim, tentarem conversar e me explicar o que é inexplicável, ou seja: “Como diachos eles acharam o gato preto inexistente dentro do quarto escuro”
Aquele documentário Jesus Camp demonstra bem o resultado do criacionismo!
E dá-lhe Brasil! Pra sempre em segundo plano! E dá-lhe povo sem valor, a cultuar valores inexistentes!
E mais uma! Um viva ao país da idiotice (e não me refiro à doença)!
AAAAAAAAAAMMMMMMMMMMMÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉMMMMMMM!
dezembro 4th, 2008 em 17:52
Ezra Floid,
O que quis dizer, ao mencionar a metafísica, é que ela está fora do alcance da experimentação; inclusive esse foi um dos motivos que levou Kant a excluir a metafísica enquanto ‘Ciência’. Isso tem tudo a ver com o que vc disse (sobre mitologia). Aliás, percebeu como eu distingui Ciência de outros ramos do conhecimento?
Sim, pq, sob o ponto de vista de Popper (que eu li), não é qq ‘ramo do conhecimento’ que pode ser considerado ‘Ciência’, incluindo o Direito.
Direito NÃO é Ciência. Não que eu tenha ficado muito feliz em descobrir que minha área de conhecimento não poderia entrar nesta categoria. Todavia, fiquei muito feliz por ter acrescentado à minha vida mais esse conhecimento.
Renato Kistner respondeu:
dezembro 4th, 2008 às 18:31
Fátima, agora eu fiquei com um nó na cabeça. Não tem haver com o foco do artigo, mas me responda: antropologia jurídica é uma ciência? Ela está contida no ramo do Direito? Confesso que não tenho esses conceitos claros em minha mente… Agradeço desde já a atenção.
dezembro 4th, 2008 às 18:34
Por que as pessoas não acessam as fontes que eu posto? Por que as pessoas não lêem as referências que eu cito? Por quê? Por quê?
Renato Kistner respondeu:
dezembro 4th, 2008 às 18:40
<bAn? O que? onde? Ah… droga não vi!
Fatima respondeu:
dezembro 4th, 2008 às 18:53
Renato Kistner,
‘… a antropologia jurídica [...] está contida no ramo do Direito? …’
Pense nos ramos do conhecimento que estudam o mundo ‘cultural’ (como história, antropologia, sociologia e direito). Pense que o ‘mundo cultural’ é uma criação (ta-ram)….humana. Em se considerando que todos esses ramos têm como objeto partes desta ‘criação humana’, podemos afirmar que, assim como no ‘Direito’ (que é uma coisa só, mas que é subdividido em ‘áreas’)a divisão que se faz entre esses ‘ramos do conhecimento’ (história e blá-blá-blá) tem fins meramente didáticos ou para especialização. Para que vc melhor visualize, imagine uma árvore genealógica em que diversos membros de um tronco comum se casassem entre si. (não sei se ficou clara minha analogia).
Assim, muito se discute se a psicologia do Direito seria um ramo da Psicologia ou um ramo do Direito ou uma disciplina autônoma; do mesmo ocorre com a Antropologia.
‘…antropologia jurídica é uma ciência? …
Técnica Maiêutica: Pense no Método Científico e no que disse acima e creio que achará a resposta à tua pergunta.
Abraços.
dezembro 5th, 2008 em 02:05
esses 3 videos ja bastam pra enterrar o “criancionismo”.
dezembro 5th, 2008 em 12:49
Creio que só de aceitar a idéia de que uma entidade esotérica transparente pariu o universo é, de per si, estupidez de quilate elefantino. É impressionante perceber como a humanidade continua misticamente obtusa depois de 2000 anos de historinha mal contada que o mano Paulo remendou (e por isso é padroeiro dos publicitários).
Só me resta culpar aos Romanos, por terem cometido a besteira de pregar o profetinha fajuto num pedaço de pau em público. Se lhe tivessem apenas arrancado os dentes e libertado na rua, provavelmente o fenômeno evolutivo já tivesse sido percebido na idade média (Lembra? Aquela época que a igreja pagava dinheiro (corrupção!) a quem delatasse inocentes (crianças e mulheres, principalmente) como bruxos, para assá-los suas fogueiras sádicas por motivos perversos.
Macacos falantes retardados (ou seriam ovelhas?)… quem dera houvesse um inferno para contê-los.
dezembro 8th, 2008 em 16:39
O Cristianismo Romano sempre foi ágil em propor fraudes, ele mesmo uma fraude histórica nesses 1675 anos desde o Concílio de Nicéia onde desbancaram Jeová primeiro Deus dito único e rápidamente entronizaram o o crucificado e a partir daí temos essa parafernália Romana confusa que é a Lavanderia Universal de Mentes, Jesus QUE ERA JUDEU E MORREU JUDEU, nunca foi comunicado nem ouvido nesses últimos 2007 anos por todos esses fraudadores da ICR e afins.
Só pessoas mediocres é que acreditam nesse lixo histórico.. esse peixe já apodreceu a 2000 anos.