nov 17

As descobertas da arqueologia sobre a vida de Lutero

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Recentemente, foram feitas análises arqueológicas, que foram obtidas de escavações feitas no monastério de Wittenberg, que foi também a residência de Martinho Lutero, para obter mais informações sobre o monge da Ordem de Santo Agostinho, que foi o pai da Reforma Cristã, a cisão que resultou na criação das Igrejas Protestantes. Revelaram-se e comprovaram-se fatos e idéias, em diversas medidas que agradam e desagradam aos católicos e os protestantes. Retomando diversas afirmações, como a de que o corpulento monge Lutero estava sentado na privada do Monastério, usando o hábito preto de sua Ordem, quando foi assaltado de repente em sua mente pelo conceito fundamentalista de umas idéias reformistas.
Ele mesmo observou em dois discursos, que o Protestantismo nasceu no esgoto: “O Espírito Santo me revelou a sua criação nesta cloaca.” Alguns historiadores atenuaram a confissão do próprio Lutero, argumentando que a palavra “cloaca” poderia ser interpretada como “banheiro”, e que talvez fosse um termo mais genérico para dizer “este mundo”. Mas a verdade é mesmo de um mau gosto, tal como o mestre havia contado. As escavações no Monastério de Wittenberg descobriram não apenas os restos do antigo escritório de Lutero, mas também “um pequeno buraco de latrina com uma tampa” no porão.

Falastrão e blasfêmico

Essas descobertas resultaram de uma escavação arqueológica que começou em 2003 e terminou há poucas semanas com a análise final do sítio arqueológico. Historiadores da arquitetura, especialistas em cerâmica e zoólogos desvendaram o lixo da cozinha de Lutero, o homem cujas teorias mudaram o mundo, e que se referia a si mesmo com orgulho como o “doutor acima de todos os doutores de todo o papado”. Lutero, considerado um herói nacional alemão, foi tema de dezenas de biografias. A sua tradução da Bíblia para a língua alemã foi tão influente quanto as suas blasfêmias que são memoráveis.

Agora os arqueólogos descobriram novas informações surpreendentes sobre o reformador religioso em três diferentes sítios de escavação: O chão da casa em que Lutero nasceu, na cidade de Eisleben; A casa de seus pais na cidade de Mansfeld; e a propriedade em Wittenberg, onde o ex-monge viveu com sua mulher e os seus seis filhos. As escavações revelaram vários brinquedos e restos de comida, pratos quebrados e grãos (datados do ano 1500, pelo método C14). Os arqueólogos também encontraram a aliança de casamento de sua mulher e uma poupança de 250 moedas de prata. Esses objetos coletados estão na exposição em andamento do Museu de Pré-História do Estado Alemão. O catálogo descreve o conteúdo da exibição como “sensacional”, dizendo que ela nos permite reexaminar “capítulos inteiros da vida humana”, informou uma matéria distribuída pela agência estatal de notícias Deutsche Welle.

A importância da diferença entre prego e tachinha

Obviamente essa releitura arqueológica, baseada na “bisbilhotagem” no lixo do fundador da igreja Protestante não foi encarada com entusiasmo pelas congregações protestantes da Alemanha. Nem mesmo fora do país, provavelmente. Para elas, a idéia de que a família de Lutero jogava gatos mortos no lixo da casa é tão irrelevante, do ponto de vista religioso, quanto a suspeita de que Lutero, quando era monge, tenha pregado suas teses na parede da igreja com tachas e não com os pregos como se alegava anteriormente. Mas o lixo da casa de Lutero não deve ser subestimado. Parte dele, analisado com o uso de métodos de criminologia, está relacionado aos trabalhos intelectuais do reformista, e revela até mesmo que ele nem sempre foi totalmente honesto.

Por exemplo, Lutero mentiu sobre as circunstâncias sociais de seus pais. Ele dizia que era filho de um “minerador pobre” que se matava de trabalhar nas minas com sua picareta, e que “minha mãe carregava toda a madeira nas costas até em casa”. Mas isso está longe da verdade. O pai de Lutero já era dono de um moinho de cobre quando era jovem, enquanto que a sua mãe vinha de uma família burguesa em Eisenach e tinha boas conexões com a administração real das minas. O tamanho e grandiosidade de sua casa, conforme revelou a escavação, estavam de acordo com seu status econômico. A frente da casa, que dava para a rua, tinha 25 metros de comprimento. A escavação também revelou grandes cofres no porão e um quintal cercado por grandes construções. Era onde o jovem Martinho e seus irmãos brincaram, cercados de gansos e galinhas. Os fragmentos encontrados no sítio revelaram que eles brincavam com arco e flecha, bolinhas de gude de barro e pinos de boliche feitos de ossos de boi – brinquedos que muitas famílias não eram capazes de comprar na época.

Olhando para si, criou o protestantismo

Foi atrvés de um olhar psicanalítico para o próprio umbigo que levou o monge Martinho Lutero a perder sua antiga crença na certeza da fé. Seus pensamentos hereges incluíram então as cartas de indulgência que os cristãos usavam para comprar da Igreja a redenção e remissão de seus pecados. Ao fazer isso, Lutero estava atacando o sangue vital do Vaticano pois a Igreja ganhava milhões com as cartas.

Seu rompimento final com a Igreja veio durante a “experiência da torre” em 1516. Lutero estava convencido de que o homem poderia receber a redenção apenas através da “graça” de Deus, e não por meio de pagamentos e boas ações. De acordo com o seu ponto de vista, o homem era um servo indigno, sempre tentado pelo mal. A crença que nasceu repentinamente no monge de Wittenberg enquanto ele estava sentado na privada foi a de que Jesus havia trazido a salvação para os homens apesar dos pecados destes.

As 95 teses resultantes disso, pregadas na porta da abadia no ano seguinte, no dia 31 de outubro de 1517, rapidamente incendiaram a Europa do início do século XVI. O imperador ameaçou condenar o insurgente à morte, mas Lutero escondeu-se no Castelo de Wartburg, onde continuou a escrever. Ele declarou inválidos todos os sete sacramentos exceto dois (o batismo e a eucaristia), e criticou o culto às relíquias como sendo uma “coisa morta”.

Perseguido e condenado pelo papa, mesmo assim Lutero não parou de produzir. Três anos depois, em 20 de novembro de 1520, publicou “A Liberdade de um Cristão”. As duas teses que Lutero desenvolveu nesse tratado são aparentemente contraditórias. Mas na verdade, são complementares: “O cristão é um senhor libérrimo sobre tudo, e a ninguém sujeito”; “O cristão é um servo oficiosíssimo de tudo, e a todos sujeito”. A primeira delas é válida na fé; a segunda, no amor.

Proibir o casamento, era o mesmo que proibir de defecar

O escândalo começou a atrair cada vez mais pessoas, quebrando a unidade da cristandade européia. O Mosteiro de Wittenberg fechou suas portas em 1522. O prédio foi dado a Lutero para uso próprio. Ele se estabeleceu ali depois de casar-se com a ex-freira católica Catherine von Bora, a quem ele se referia de forma excêntrica como “Senhor Käthe”. Ele não se interessava mais pelo celibato, que argumentava ser contra a natureza humana. A Cúria, argumentava, poderia “com a mesma facilidade ter proibido os fiéis o ato de defecar”.

Lutero era tremendamente prolífico, escrevendo uma média de 1.800 páginas por ano. Seu tom tornou-se cada vez mais rude com o passar dos anos. Ele chamou os turcos de “demônios”, os judeus de “mentirosos” e os padres homossexuais de “irmãos de jardim que fazem aquilo uns com os outros”. Roma, escreveu, estava cercada de “teólogos porcos”.

Glutão e triste

Após escrever palavras tão afiadas, o eloqüente reformista, como mostram os estudos arqueológicos, comia em tigelas de cerâmica e bebia de magníficas jarras turcas. Os arqueólogos encontraram azulejos de forno decorados com motivos do Velho Testamento, além de mais de 1600 cacos de copos que Lutero, um glutão voraz, usava para matar sua sede enorme de cerveja. Lutero precisava anestesiar suas emoções. Os ataques da Reforma contra o cerne apostólico lhe custaram muito. Ele era constantemente atacado pela tristeza.

Afastava seus demônios com um peido

Em momentos de remorso, Lutero sofria com a certeza de que o demônio estava tentando convencê-lo a revogar as suas idéias. Sua resposta imediata era jogar tinteiros contra o demônio ou recorrer ao poder de suas entranhas: “Mas eu resisti ao demônio, e freqüentemente mandava ele embora com um peido”. Pelos seus inúmeros conflitos com o papa, não é nenhuma surpresa que o estresse tenha devastado a saúde de Lutero. Ele sofria de reumatismo e pedras no rim. Estava tão fraco que era levado para seus discursos de carroça por serviçais. Ele também sofria de angina pectoris, o que o tornava ansioso. Quando veio a gota, escrever tornou-se cada vez mais difícil para ele. Além disso, havia a obesidade. A princípio, o doutor pesava 100 quilos, depois 120, e finalmente, cerca de 150 quilos. Ele foi se deteriorando gradualmente e em seu leito de morte disse humildemente: “Somos apenas mendigos”.

Fonte: Der Spiegel

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35 respostas para "As descobertas da arqueologia sobre a vida de Lutero"

  1. 1. Renato M disse:

    “Mas eu resisti ao demônio, e freqüentemente mandava ele embora com um peido”

    Hhahahahahahahahahahahahahahaahahahahaha esse Lutero…..ele só ampliou a franquia da igreja ué,acabou com o monopólio da ICAR,ou a ICAR achava que só ela podia ganhar dinheiro em cima dos incautos supersticiosos e cagões?!?

    hahahahahaha

  2. 2. Fabiane Lima disse:

    Não era ele que, toda vez que fazia o número 2, anotava num caderninho e entregava um relatório completo à sua esposa, relatando a cor e o odor do que “produzia”?

    Administrador André respondeu:

    Esse mesmo.

  3. 3. Abbadon disse:

    500 anos depois, os evangelicos fazem exatamente aquilo que Lutero tanto condenava, e tambem adotam o pensamento obsceno e blasfemo do mesmo:

    - Venda de indulgencias
    - Compra da salvacao atraves de dizimos
    - Comercio de “reliquias”
    - Enriquecimento de pastores e bispos
    - A “certeza” de que estao salvos
    - Perseguem membros de outras religioes, criticando ou demonizando-os
    - Nunca se ouviu falar de uma ONG evangelica que realmente ajudasse os necessitados, sem intencao de evangelizacao
    - Pede-se muito dinheiro, doacoes, dizimos, ofertas, etc.. nas igrejas em vez de pregacao sobre bons costumes e comportamento social aceitavel
    - Os “tesouros da igreja” nao sao conhecidos pelos proprios evangelicos
    - Sao amaldicoados e discriminados aqueles que ousarem criticar o sistema de dizimos (indulgencias)
    - Falam mal dos judeus, negros, homossexuais
    - Os “profetas” evangelicos falam em “paz, paz” mas nao ha paz nenhuma entre eles e nem com os outros
    - Amam mais ao dinheiro do que ao proximo

    Ezra Floid respondeu:

    Abbadon, embora os luteranos sejam conservadores em temas considerados “tabus”, eles e outras denominações contemporâneas da Reforma protestante não podem se alinhados com a mesma mesquinharia característica das igrejas e neo-evangélicas, pentecostais, televangélicas que são as populares redes da prosperidade e cura milagrosa interessadas em formar imperios de comunicação e mídia. As religiões protestante-históricas caracterízam por investirem seu patrimônio na criação de Escolas de alfabetização, ensino técnico e faculdades, nesse sentido pelo menos seguem um dos primeiros ideais que era dar educação e conhecimento para as pessoas comuns que não pertenciam à corte ou à nobreza. “Pessoas comuns” entenda-se “burgueses” e operários, agricultores, etc.
    Diria que são menos piores.

    Steven 80's respondeu:

    RS e SC tem certo n° de luteranos…graças à imigração alemã.

    Steven 80's respondeu:

    os protestantes se queimaram feio….

    Ezra Floid respondeu:

    Mas tem uma coisa que é mérito de Lutero: quando fez a primeira versão da biblia para o alemão, ao edita-la, foi Lutero quem resolveu colocar como último livro o Apocalipse de João; mas não fez isto porque considerou que este era o livro de encerramento da biblia, mas porque detestava o apocalipse e colocou por último porque era menos importante. Lutero desconhecia naqueles primórdios da imprensa que o vício dos leitores apressados seria pular o conteúdo do livro e ir direto ao final para ver como tudo acabaria.
    Antes de Lutero editar a bilbia assim, o apocalipse não tinha um lugar definido na biblia, podia ser encartado no meio dela antes dos evangelhos,
    ou depois deles e atos e antes das cartas de Paulo e outros.

    Ezra Floid respondeu:

    Outro fato interessante é que quando Lutero ia classificando certos
    livros como “apócrifos” em suas edição alemã, havia um apocalipse segundo Esdras, que depois da tradução deixou o Lutero tão incomodado pela crueladade do “fim do mundo”, que ele jogou o original e a tradução que fez no rio elba (acho que este rio) e deixou fora da edição.

    Stan Bozi respondeu:

    @Ezra Floid,

    A primeira edição alemã da Bíblia não é obra de Lutero. Já existia Bíblias em alemão publicadas pela Igreja Católica.

  4. 4. Ezra Floid disse:

    Esta história da privada, da “inspiração barrosa” e do peido é muito real e facilmente explicavel:
    A palavra Santo ou São derivam de “Sanitas” do latim, e as palavras “Santuário” (santvarivm) e “Sanitário”(sanitarivm) significam a mesma coisa: sanitas+área – local de limpeza, saneamento, ou santificação, tudo igual.
    O peido era o demônio que Lutero expulsava de dentro de si, ele soltava um alguém sentia o cheiro e dizia: “Pô, que inferno!”.
    E nem reparam os coros de igrejas que cantam:
    “Queremos conhecer Teu Santuário” – que apenas estão falando:
    “desejamos usar o seu banheiro”(teu sanitário)

  5. 5. Chico Sá disse:

    Taí! Tá provado o porquê de todo protestante ser um grande cagão. Martin Luther, doido e cagão. KKKKKKKKKKKKKKKK :lol: :lol: :lol:

    Administrador André respondeu:

    Por isso que boa parte dos crentes só fazem merda.

  6. 6. Fátima disse:

    De tudo quanto foi dito, ressalto a seguinte parte:

    ‘…Lutero mentiu sobre as circunstâncias sociais de seus pais…

    Ele olhava o rabo dos outros e escondia o seu?

  7. 7. Steven 80's disse:

    http://ingoldwetrustt.blogspot.com/2008/10/lutero-dolo-dos-nazistas.html
    Lutero, o pai do protestantismo (tão podre quanto o catolicismo) foi notório ídolo dos nazistas graças a escritos anti-semitas:
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Sobre_os_judeus_e_suas_mentiras

    Wikipedia:Sobre os judeus e as suas mentiras (do alemão Von den Juden und ihren Lügen) é um tratado escrito em Janeiro de 1543 pelo teólogo protestante Martinho Lutero, em que defende a perseguição dos Judeus, a destruição dos seus bens religiosos, assim como o confisco do seu dinheiro.

    Ainda que, inicialmente, Lutero tenha tido uma visão mais favorável dos Judeus, a recusa destes em se converter ao movimento protestante que se iniciara levou Lutero a adoptar diversas acusações e incentivar um anti-semitismo que, juntamente com outras obras e ideias, pode ter servido de base ao nazismo (o texto foi citado pelos nazis durante o Julgamento de Nuremberga para justificar a Solução Final).

  8. 8. Alexssc disse:

    Ezra Floid,

    “palavras “Santuário” (santvarivm) e “Sanitário”(sanitarivm) significam a mesma coisa: sanitas+área – local de limpeza, saneamento, ou santificação, tudo igual.”

    Acredito que você quis fazer uma brincadeira.

    Mas antes que levem isso muito a sério, melhor dar uma pequena corrigida:

    Sanitário = sanitas (lat. saúde) + arium (lat. sufixo formador de adjetivo, no caso, levando a uma noção de lugar).

    Santuário = sanctum (lat. sagrado) + arium.

    Ou seja, sanitário = local da saúde. Santuário = local do sagrado.

    Ezra Floid respondeu:

    Alex, tive o tom de brincadeira, mas não deixei de falar sério, o que você explicou não me convenceu muito.
    Primeiro porque a palavra “são” existe em português e guarda seu sentido original, aquilo é tem saúde, que é saudável, limpo e sem impurezas. E que no latim eu sei que era aplicada com uma regra de acrescentar um “t” quando a proxima palavra começava com uma vogal (são joão, santo antônio).
    “Sanear”, por isso, é tornar são, assim como “santificar” também é tornar são.
    Não creio de forma alguma que “sanctum” seja “sagrado”, a raiz de “sagrado” é outra, algo como “sac” ou “sacre”. Se significar “sagrado” isto foi um significado posterior agregado à palavra “sanctum”, que possivelmente deve significar radicalmente “saneado”.

    Ezra Floid respondeu:

    além disto a palavra “santa” é resultado da aglutinação do “i” de “sanitas” que se tornou “santas”:
    São tres palavras muito parecidas em sua origem:
    Sanitário, Santuário e Sanatório – os três lugares são para “sanear-se”

    Ezra Floid respondeu:

    E me parece que a palavra “sagrado” tem outra formação de origem latina:
    san+grado (grau) = aquilo que foi graduado como saudável.

    No entanto, eu confesso que não sei latim, mas minha intuição diz que muito mais dificil “sactum” e sagrado serem sinônimos, do que santuário e sanitário.
    Seria mais lógico se dissesse que depois de limpo um sanitário se torna santuário, mesmo assim…

    Alexssc respondeu:

    Ezra Floid,

    Se você me permite uma vênia,

    Em primeiro lugar, eu não disse que a palavra “são” não tem a ver com saúde. Sanear é sim tornar são, saudável, limpo. Porém, santificar é tornar santo, sagrado, divino.

    Quanto ao sacre, ele tem origem comum ao sace (sacerdote) e ao sanctus (santuário).

    Se você consultar o Houaiss, não encontrará o antepositivo sac(r)- em nenhuma acepção ligada à idéia de saúde (san-itas/san-us).

    Do mesmo modo que não encontrará o antepositivo san- em nenhuma acepção ligada à ideia de sagrado.

    E “santa” não derivou de “sanitas”. Santa vem de santia, que é o feminino de sanctus.

    Ezra Floid respondeu:

    Mas eu não disse que foi voce quem disse que “são” não tem a ver.
    Eu disse que “são” é uma das raizes da palavra “sanctum” ou santo e por sua vez de sanitário, de santuário e de sanatório.
    Santificar não pode ser tornar divino, pois para isto existe “divinizar”, não pode ser tornar sagrado, pois seria “sacralizar”. É muito óbvio que tornar santo é o mesmo que tornar são – não no sentido agregado da atualidade, no sentido original.
    Sanear ou sanar tem o mesmo sentido de limpar, purificar.
    Acho muito díficil tentar explicar uma palavra de origem latina usando outras palavras diferentes do mesmo latim para tecer sinônimos.
    Não daria pra eu dizer, por exemplo, que sanitário é o mesmo que banheiro, pois o segundo é o lugar onde literalmente se tomaria ou se daria “banho”.
    De qualquer modo, obrigado pelo Houaiss e pelo esforço.
    Não pretendo ter razão nesta discussão.

    Administrador André respondeu:

    Sagrado vem do latim “sacratu”, que significa venerável (não confundam com venéreo) e está relacionado a sacrificum, sacrifício. Trata-se de um modo sublime de adoração.

    Santo vem de sanctus e não tem a ver com saúde, posto que o dátilo latino asservera: mens sana, corpore sano.

    Sanctus é derivativo de sanctifico, tornar(-se) venerável, sagrado, sublime.

    Relaciona-se tb ao adjetivo sanctimonia, pureza, castidade e virtude.

    É interessante que “insanidade” é derivada de sano, limpeza. Uma pessoa insana é alguém com sujeira moral ou ética.

    Ezra Floid respondeu:

    “Divino” é derivado de “Devas” (que nem era latim)

    Ezra Floid respondeu:

    Enfim, com sanitárivm e santvárivm se faziam bons trocadilhos em latim.
    E por sancti-ficar se compreendia o mesmo que sacri-ficar.
    E que antes de entrar no santvarivm o fiel purificava se no sanitarivm.
    para fazer o sanactus ao pé do altar.

  9. 9. Chico Sá disse:

    Atenção !!!!!!!!

    Está faltando um link para que se possa enviar o site para amigos.

    Um abraço.

    Administrador André respondeu:

    Deixa de ser preguiçoso, rapaz. Copia e cola no e-mail.

    Chico Sá respondeu:

    Já que estamos próximo do Natal….

    … Querido Papai André, eu só queria comodidade. Já que não é possível vou brincar com o meu ET. :grin:

    Administrador André respondeu:

    Eu não vou fazer nenhum deboche nem as piadas ÓBVIAS sobre sua última frase.

  10. 10. Steven disse:

    Por falar em protestantes… hoje é o 30° aniversário do massacre de Jonestown.

    Administrador André respondeu:

    Não comece a desviar o assunto.

  11. 11. Jesiel disse:

    Qualquer forma reacionária de se praticar religião e principalmente o sectarismo devem ser combatidos veementemente pela Igreja espiritual, isto é , a comunidade invisível dos filhos de Deus. Portanto, se Lutero contribuiu para a bancarrota do sistema retrógado medieval, ele tem mérito.
    Esse blog deveria tratar de assuntos relevantes e não pregar a intolerancia religiosa.

    Administrador André respondeu:

    Lutero não era aquele cara que disse que os judeus deveriam ser expulsos, sob pena de morte, suas sinagogas deveriam ser queimadas e outras coisas lindas assim? Macaco nunca olha pro próprio rabo, mesmo…

  12. 12. Stan Bozi disse:

    E tem gente que ainda admira o heresiarca-mor!!!!

  13. 13. Maria disse:

    Tenho medo de tanta ignorância, pois os males do mundo são resultados de ações humanas inspiradas na intolerância e na falta de conhecimento real e eficiente para solucionar os problemas humanos. Quando Jesus aconselhou aos seus discíplulos que eles não deviam julgar “nem o bom por bom, nem o mal por mal”, era porque Ele, em Sua sabedoria, sabia que nós, em nossa ignorância, não sabemos quais são os motivos dos outros, suas missões neste mundo, nem o papel que cabe a cada um.
    Todos estamos construindo a história do homem na terra. Jesus Cristo contou-nos uma linda história de amor, possível tanto entre Deus e o homem, como também entre o homem e o outro homem.
    Lutero contou-nos uma história de revisão de conceitos.
    Há quem opte por contar histórias de terror.
    E vocês, oh! vermezinhos mundanos! Quais são suas funções neste mundo? Quais são suas histórias? Quais as marcas que estão deixando no tempo para que um dia o mundo sinta falta de vocês e façam uma devassa nas suas vidas para descobrir que vocês são tão somente humanos.

    Administrador André respondeu:

    Pelo menos, eu existo.

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