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nov 14

Direita religiosa quer censurar cartaz com seminua

Ceticismo, Comportamento, Comunicações, Cristianismo, Esquisitices do Velho Testamento, Evangelicos, Humor, Idiocracia, Mitos Desmascarados, Mídia, Polí­tica, Psicologia, Religião, Tecnologia

A campanha da associação italiana contra violência de gênero Telefono Donna (Telefone Mulher) que mostra a imagem de uma mulher em posição que parece a da crucificação de Cristo levantou críticas da direita religiosa, que pediu sua censura.

O cartaz do Telefono Donna para o Dia Mundial contra a Violência de gênero, 25 de novembro, mostra uma jovem seminua, coberta por um lençol que cobre suas partes íntimas, com os braços em posição de crucificação, e acompanhada pela frase: “Quem paga pelos pecados do homem?”.

O texto da campanha mostra que “somente 4% das mulheres vítimas da violência denunciam o agressor e as outras pagam inclusive por ele” e oferece um número de ajuda.

A imagem seria colocada em 25 de novembro nos espaços públicos da Prefeitura de Milão por ocasião deste dia, mas o vereador Maurizio Cadeo anunciou que tentará impedir de todas as formas a sua exibição, publicou hoje o jornal “La Repubblica”.

“Esta foto ofende a consciência religiosa e farei tudo o possível para que não se exponha”, disse Cadeo, expoente da direitista Aliança Nacional (AN).

Giulio Gallera, porta-voz do partido de Silvio Berlusconi, Forza Itália, na Prefeitura, afirmou que o cartaz é de “péssimo gosto”.

A presidente da associação, Stefania Bartoccetti, afirmou que conta com a autorização da prefeita de Milão, Letizia Moratti, para expor 500 cartazes.

“Como católica não vejo nada ofensivo, nem de blasfemo nesta foto. Elegemos uma imagem de forte impacto para encorajar as vítimas da violência de gênero a sair do silêncio”, assinalou Bartoccetti perante as críticas.

Para o chefe do Partido Democrata (PD) na Prefeitura de Milão, Pierfrancesco Majorino, estas críticas parecem “censura da Idade Média”.

A prefeita de Milão já mandou retirar, no ano passado, dos espaços publicitários de competência municipal uma campanha de uma marca de moda, assinada pelo polêmico publicitário Oliviero Toscani que mostrava uma jovem anoréxica nua.


Fonte: Terra Noticias

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Escrito por Abbadon

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10 respostas para “Direita religiosa quer censurar cartaz com seminua”

  1. 1. Paulo Ricardo Disse:
    Ofende a conciencia religiosa porque ela é majoritariamente machista

    Se não chocar a coisa não anda…
    e nem chocando, pois mesmo com aquelas fotos nas embalagems de cigarro ainda existe pessoas que fumam (minha irmã burra é uma delas…)
    E por falar em burros vocês sabiam que Deus odeia o mundo???? E o mais interessante, “ele” da motivos para odiar paises em especial!!!!!
    http://www.godhatestheworld.com/

    [Responder]

    Steven Respondeu:

    Cigarro e fé… 2 mentiras bastante consumidas pela massa.

    [Responder]

  2. 2. Steven Disse:
    Ótimo cartaz!!! Espero que ele permaneça, pra desgosto dos reaças (nacional-cristianismo)

    [Responder]

  3. 3. Fabiane Lima Disse:
    Giulio Gallera, porta-voz do partido de Silvio Berlusconi, Forza Itália, na Prefeitura, afirmou que o cartaz é de “péssimo gosto”.

    Péssimo gosto é se ofender com essas bobagens e não dar a mínima para a campanha, e a importância dela.

    Me lembrou da vez em que “crucificaram” a Madonna por ela ter se crucificado bnuma tournê aí que eu não lembro qual é. E também do medo do Depeche Mode de lançar a música “Personal Jesus” nos EUA e ofender os puritanos, nos anos 90.

    Que povinho cheio de não me toques!

    [Responder]

    Steven Respondeu:

    A música “people are people” do DM foi controversa nos EUA por causa de
    seu tema anti-bélico.

    Por falar em música…. você soube que Enigma já teve músicas censuradas

    Sadeness, Principles of Lust e Mea Culpa chegaram a ser censuradas na MTV
    sob acusação de blasfêmia.

    [Responder]

    Fabiane Lima Respondeu:

    Que Enigma? Aqueles da música “Return to de Innocence”?

    A igreja pede tolerância, mas ela mesma não tolera opiniões contrárias.

    [Responder]

    Steven Respondeu:

    Isso mesmo!!!
    http://www.youtube.com/watch?v=CEh2N5hmPVM
    http://www.youtube.com/watch?v=-JpJjsHgYHA
    http://www.youtube.com/watch?v=cBBHJZD7BXM
    http://www.youtube.com/watch?v=X2-VdxHaunw
    você gosta ?

    “A igreja pede tolerância, mas ela mesma não tolera opiniões contrárias.”

    Ohh, eles vivem de “coerência”…. c’est la vie…

    [Responder]

  4. 4. Karoline Disse:
    :shock:
    isso mostra o quanto esse povinho está preocupado com ‘ o próximo, irmão amado’ , com tipo de violência que nos assusta e revolta…
    Fico triste com isso.

    [Responder]

  5. 5. Luma Disse:
    :oops: As vezes sinto vergonha da raça humana, que se sente tão superior que é capaz de blasfemar contra a fé do outro. Postei sobre isto e a minha opinião é que devemos ao procurar pela paz, não colocar em xeque as virtudes do outro. O que é ser ‘moderno’ nos dias atuais? Beijus

    [Responder]

    André Respondeu:

    O que vc acha dos cristãos evangélicos que blasfemam contra cristãos católicos e ortodoxos?

    E eu nem menciono contra os espíritas kardecistas e umbandistas…

    [Responder]

Inspiração

O problema mais gritante de sistemas absolutistas, como os Dez Mandamentos, é que, quando há mais de uma regra absoluta, torna-se possível o surgimento de conflitos entre elas. Assim, poder-se-ia perguntar se é algo apropriado assassinar para prevenir um roubo. É permitido roubar para prevenir um assassinato? Deveríamos mentir se tivéssemos uma boa razão para acreditar que a verdade faria com que o indivíduo morresse de ataque cardíaco? É apropriado mentir para evitar ser assassinado? É lícito quebrar o sábado santo para salvar a vida de alguém? Seria correto roubarmos um carro se soubéssemos que isso evitaria que seu dono trabalhasse no sábado santo ou matasse alguém? Deveríamos honrar a vontade de nossos pais se eles nos pedissem para quebrar algum dos outros mandamentos? Deveríamos roubar nossos pais se, ao fazê-lo, talvez estivéssemos prevenindo um assassinato? Todos tipos de dilema como esses são possíveis. (…) Isso demonstra que não podemos viver baseados em princípios absolutos e abstratos. Precisamos relacioná-los à vida e às necessidades humanas. — Frederick Edword

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