Depois de oito anos de administração Bush, durante os quais a ciência esteve submetida à influência obscurantista da ideologia religiosa, os meios cientÃficos vêem a chegada do novo presidente, Barack Obama, quase como uma bênção divina.
Enquanto candidato, Obama sempre se distanciou claramente de George W. Bush no que diz respeito à s grandes questões cientÃficas, assim como seu programa de apoio à s pesquisas.
Nesse contexto, previu suspender a proibição, imposta em 2001 por Bush, por meros motivos religiosos, de utilizar fundos federais para realizar pesquisas com células-tronco embrionárias, consideradas cruciais para lutar contra várias doenças incuráveis.
Obama reconhece que a atividade humana contribui para o aquecimento global e recomenda reduções obrigatórias das emissões de gases de efeito estufa, algo a que Bush é declaradamente hostil.
Ele também fez da redução da dependência de petróleo dos Estados Unidos uma de suas prioridades. Obama quer aumentar em 150 bilhões de dólares em uma década o orçamento federal consagrado à pesquisa e desenvolvimento de novas fontes de energia assim como à poupança de energia.
Obama também prometeu revitalizar a exploração espacial, cujo orçamento é considerado insuficiente para conseguir os objetivos enunciados por Bush em 2004: regresso à Lua antes de 2020 e missões tripuladas a Marte e a outras partes do Sistema Solar.
Um dos pontos da plataforma de Obama era dar lugar de maior destaque ao assessor cientÃfico do presidente que, desde 2001, foi relegado a um papel menor.
O democrata planeja incrementar fortemente o orçamento federal para estimular a pesquisa básica e formar mais cientistas e engenheiros.
Este enfoque o converteu, enquanto candidato, no preferido do setor cientÃfico, meio que já estava perto dele por seu principal assessor cientÃfico, Harold Varmus, laureado com o Nobel de Medicina e ex-diretor dos Centros Nacionais da Saúde (NIH).
Obama também obteve o apoio de 61 prêmios Nobel americanos, entre os quais Martin Chalfie, co-laureado com o Nobel de QuÃmica 2008, que criticou a “diminuição dos orçamentos federais consagrados a pesquisa básica nos últimos oito anos”.
Mas a crise financeira poderá limitar as ambições de novo presidente, cujos projetos nessa área estão avaliados em 85,6 bilhões de dólares.
Fonte: Terra Noticias
2 respostas para "Cientistas: vitória de Obama é quase uma bênção"
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novembro 10th, 2008 em 20:34
Muito bem !!! Como estou sem palavras para descrever esta felicidade,deixarei uns pensamentos de uma das primeiras mártires da ciência , ela chamava-se Hipácia e fora assassinada por uma turba de monges cristãos .
“Todas as religiões dogmáticas formais são falaciosas e nunca devem ser aceitas como palavra final por pessoas que respeitem a si mesmas.”
“Ensinar superstições como uma verdade absoluta é uma das coisas mais terrÃveis.” . Hipácia (a c. 370 d.C - 415 d.C)
novembro 11th, 2008 em 13:14
Limitações orçamentárias me fez lembrar um professor que, para ensinar as fórmulas do excel, usou a seguinte analogia: vc quer viajar, comprar um carrão…et, não quer? O que te impede? O que te prende à tua vida não é o $ (ou a falta dele)? Então, para ‘prender’ algum elemento da fórmula, vc usa também o cifrão ($).
Agora, falando sério: essa do Obama reconhecer que a atividade humana contribui para o aquecimento, me fez pensar o seguinte: duvido-e-o-dó que os EUA deixarão de consumir na voracidade atual só para preservar o meio-ambiente….