Bactéria dá pista sobre vida fora da Terra Como me tornei atéia
out 17

O fim da pesca em 2050

Biologia, Ceticismo, Ciência, Ecologia, Evolução, Geologia, História, Polí­tica

Nas últimas semanas, o noticiário fartou-se de anunciar perdas na casa dos trilhões de dólares com a crise financeira global, num mercado que se estimou em mais de US$ 500 trilhões. Nesse megacontexto, passou quase despercebido um estudo da Organização Mundial para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU) e do Banco Mundial que situa em US$ 2 trilhões (equivalentes ao produto bruto anual da Itália ou mais de 1,5 PIB anual brasileiro) os prejuízos provocados pela sobrepesca e pelas aqüiculturas no planeta, decorrentes do esgotamento dos estoques pesqueiros e prejuízos para o meio ambiente e os recursos naturais.
A notícia provavelmente continuará debaixo do tapete por aqui, onde os altos escalões não costumam dar satisfações à sociedade quando algum estudo põe em xeque os postulados vigentes de desenvolvimento econômico acelerado e a qualquer preço. Não será diferente no caso da pesca, em que se planeja dobrar a atual produção até 2015 e se estão licitando 5,5 milhões de hectares para projetos de aqüiculturas em terra e no mar, embora os cientistas venham reiteradamente alertando que 80% das espécies economicamente exploradas no País “estão ameaçadas pela sobrepesca” (O Globo, 8/10), que é grave a situação na área da pesca da sardinha e que as aqüiculturas no mundo se estão inviabilizando rapidamente, porque consomem mais insumos do que produzem pescado, além de provocarem graves danos para o meio ambiente.

No âmbito específico das aqüiculturas, uma reunião do Comitê de Pesca da FAO, no início deste mês, no Chile, diagnosticou que elas estão “numa encruzilhada” - não só não conseguem atender à parcela crescente que lhes cabe na demanda mundial de pescado (era de 6% na década de 1970, já está em 51,6% dos 110,4 milhões de toneladas/ano atuais, ou 57,07 milhões de toneladas), como geram numerosos problemas ambientais e afastam cada vez mais do mercado os pequenos produtores. A pesca tradicional nos oceanos, diz o estudo, chegou a um limite, com 50% dos estoques pesqueiros esgotados e 25% explorados além da capacidade de reposição. Para atender à demanda projetada para 2030 - acréscimo de 28,8 milhões de toneladas/ano, decorrentes principalmente do aumento da população mundial para mais de 8 bilhões de pessoas e do crescimento do consumo per capita (hoje em 16,7 quilos/ano por pessoa) -, as aqüiculturas teriam de se expandir muito. Mas o seu crescimento está declinando: foi de 11,8% na década 1985-1995, caiu para 7,1% na década seguinte e para 6,1% em 2004. Ainda assim, as aqüiculturas têm uma competição crescente com a avicultura e a pecuária pelo uso de farinha e óleo de pescado, usados na alimentação de peixes. Isso faz parte do quadro de insustentabilidade, em que para produzir um quilo de pescado pode ser necessário o consumo de pelo menos o dobro de insumos alimentares - sem falar nos danos para a biodiversidade aquática, na perda de mangues, no despejo de matéria orgânica, no uso excessivo de antibióticos.

No Brasil - onde 25% da população “lida com o mar, vive perto ou dele depende para sobreviver” - , segundo o Instituto Oceanográfico da USP e outras instituições reunidas em relatório do Greenpeace, o quadro é ainda mais complicado. Seria indispensável implantar imediatamente “uma política nacional para os oceanos”, onde a área protegida pela legislação é insignificante: 0,4%. Entre outros problemas, as águas costeiras são atingidas por um volume brutal de esgotos urbanos, assim como por uma forte carga de nitrogênio e outros insumos agrícolas (no mundo, 100 milhões de toneladas anuais de nitrogênio chegam aos oceanos e são a principal causa da perda da biodiversidade marinha, diz o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente). Nada a estranhar, quando se lembra o relatório da Agência Nacional de Águas segundo o qual todas as bacias hidrográficas brasileiras, da Bahia ao sul do País, estão em “situação crítica”, por causa de poluição, assoreamento, esgotos, lixo, etc.

Mais dramática que todas é a situação da sardinha, fonte de renda para pequenos pescadores e alimentação para estratos mais carentes da população. O Comitê de Gestão do Uso Sustentável de Sardinhas, em reunião no mês de setembro, discutiu proposta, de um grupo de cientistas, de moratória de pelo menos 20 anos para a pesca nessa área em águas brasileiras e redução do número de barcos habilitados a pescar, entre outras medidas. Foi mostrada ali a evolução da pesca da sardinha no País: 230 mil toneladas em 1973, apenas 32 mil em 1990, subida para 117 mil em 1997, queda para 17 mil em 1999. Hoje a produção está estimada entre 18 mil e 25 mil toneladas. Já houve 20 indústrias que enlatavam sardinhas no País, hoje são apenas três, em Santa Catarina.

“A pesca pode estar inviabilizada em 2050, segundo a Avaliação Ecossistêmica do Milênio”, enfatiza o relatório 21 do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável. Citando um encontro promovido pela Fundação Joaquim Nabuco, o relatório assinala que no País a pesca extrativa industrial e artesanal responde por 75% do total pescado, enquanto à aqüicultura já cabem 25%. Mas os principais serviços marinhos já estão “ameaçados de extinção”. E “falta uma política de proteção, manejo e renovação dos estoques”.

Como entender, assim, que se pretenda duplicar o volume pescado e ampliar na escala anunciada as aqüiculturas, sem uma política adequada, respeitada tanto pelos segmentos econômicos como pela sociedade? Como entender que se continue subsidiando a ampliação da frota pesqueira, o uso de combustível e a própria atividade pesqueira, acompanhando o resto do mundo, onde os subsídios anuais chegam a US$ 15 bilhões? Aonde pretendemos chegar? A um panorama semelhante ao da China, onde 50% dos ecossistemas costeiros já desapareceram sob aterros (China Daily, 9/6/8)?


Fonte: Estadão

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Escrito por Abbadon

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90 respostas para “O fim da pesca em 2050”

  1. 1. mirtes Disse:
    esse artigo me gerou uma dúvida: será que durante a ressureição nos fim dos tempos, deus vai trazer de volta os animais extintos?

    Será que ele vai milagrosamente cessar todos os trnstornos e modificações climáticas, pra trazr de volta o paraízo? Reflorestará, desentoxicará, despoluirá?

    se for assim, que beleza, então eu nem preciso me preocupar com o AGORA, pois se eu for boazinha, vou pro céu e no fim dos tempos, volto a vida com tudo limpinho e bonito, pra que trabalhar á favor da ecologia?

    [Responder]

    Bruno Caxito Respondeu:

    Se você não trabalhar á favor da ecologia não estará sendo boazinha e não irá para o céu. :mrgreen:

    Se não me engano na biblia diz que o paraizo será na terra e ele será maravilhoso (desculpe nao mostrar em quais versos, eu não sei) então presuponho que o mundo seria restruturado.

    [Responder]

    AmadeusXIII Respondeu:

    Apocalipse 21:
    1 E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe.

    Também em Isaías existem textos que mencionam um paraíso na Terra. Seria uma espécie de Terra 2.0 restaurada.

    Porém como existem textos nas escrituras gregas falando de pessoas voando em direção ao céu para se encontrar com Jesus, cada religião acredita em um paraíso diferente.

    Quanto aos peixes, levando em conta que são pecadores porque morrem (o salário do pecado é a morte), e considerando a impossibilidade de confessarem JC como salvador… hum, acho que eles vão rodar no Grande Dia :)

    [Responder]

  2. 2. ariel wollinger Disse:
    caralho, tem muita gente no mundo!! precisa parar de nascer!!!

    [Responder]

  3. 3. João Paulo Hammes Disse:
    Beleza, que acabe o mundo pelo menos os animais vão parar de sofrer, a raça humana que vá pro beleléu!!! :twisted: :twisted: :twisted:

    [Responder]

  4. 4. Robson Fernando Disse:
    A exploração animal, o giga-zoo-genocídio, não tem implicações somente éticas quando nega o direito à vida de bilhões de seres sencientes, como também tem graves e catastróficos impactos ambientais.

    O ideal seria realmente o fim da pesca, da pecuária e de qualquer outro sistema de assassinato sistemático de animais e a consolidação de uma alimentação ética.

    [Responder]

    André Respondeu:

    Robson, vc usa inseticida em casa? Se aparecer um camundongo, vc o coloca pra fora ou cobra aluguel dele?

    [Responder]

    Robson Fernando Respondeu:

    Já falei no outro post que a regra de preservação animal não vale quando estamos lidando com animais patológicos que podem nos trazer doenças e morte.

    Algo que, a saber, é totalmente diferente de matar bilhões de animais que nos são inofensivos por ano.

    [Responder]

    André Respondeu:

    Na China come-se rato. O que vc pensa disso? Aliás, me diga o que tem de anti-ético comer um hamburguer?

    [Responder]

    Renato Kistner Respondeu:

    Robson,
    leptospirose é transmitida pela urina ou pela água contaminada com urina de cães e gatos. Como fica, nesse caso, sua regra de preservação animal?

    [Responder]

    Renato Kistner Respondeu:

    O ideal seria realmente o fim da pesca, da pecuária e de qualquer outro sistema de assassinato sistemático de animais e a consolidação de uma alimentação ética.

    Você quer dizer: FIM DA CARNE?? :shock:

    Fim do sashimi, do churrasco, do frango assado???

    [Responder]

    AmadeusXIII Respondeu:

    Ele deve ver Vegan.

    São um bando de vegetarianos radicais. Não comem carne por pena dos animaizinhos.

    [Responder]

    André Respondeu:

    O tipo de gente que sugere fazer sorvete com leite humano por pena das vaquinhas.

    [Responder]

    Robson Fernando Respondeu:

    @ André:
    Quando falo de espécies que podemos matar com dedetização, falo estritamente daquelas do tipo “praga”, com quem existe relação inevitavelmente desarmônica e excludente (ou eles ou nós). Com animais que podem ser tutelados e curados de doenças (isso considerando que ainda somos responsáveis pela criação dos animais que a espécie humana obrigou a ser seus servos), não é nada bom matar, até porque eles não têm essa relação desarmônica de “eles ou nós”. Mas saiba que, por mim, cães, gatos e outros animais que não podem mais ser readaptados ao meio selvagem deveriam ter a população controlada por esterilização (nunca matando) até o desaparecimento, porque não é ético que uma espécie exista com o propósito estrito de nos servir, ainda que como companhia.

    E a opinião do PETA nem sempre é a opinião dos veganos.

    @ Renato:
    Sim, fim da alimentação cruel e dispensável.

    @ Amadeus:
    Sim, sou vegano com orgulho. E meu sentimento nunca foi “pena”, e sim compaixão.
    Seu pensamento parece seguir a lógica de que os inimigos do nazismo tinham mera “pena” das vítimas do Holocausto.

    [Responder]

    Robson Fernando Respondeu:

    E entendo como é um onívoro que não se interou nas questões dos Direitos Animais se aperrear numa pergunta “O quê? Sem carne?!”. Não tem quase nenhuma diferença com um asteca se indignar com uma pergunta “O quê? Fim dos sacrifícios de jovens?!”.

    [Responder]

    Renato Kistner Respondeu:

    porque não é ético que uma espécie exista com o propósito estrito de nos servir, ainda que como companhia

    Ah, que dó da minha gata, que come e dorme o dia inteiro, e pula no meu colo pedindo carinho… :lol:

    @ Renato:
    Sim, fim da alimentação cruel e dispensável.

    Solte uma vaca na savana africana e diga isso as leoas! :lol:

    Crueldade é jogar carne envenenada num quintal cheio de cachorros.

    [Responder]

    André Respondeu:

    Crueldade é ver a Índia com o alto índice de mortalidade infantil, a miséria e a fome, enquanto que matar uma vaquinha dá pena de morte.

    Continuo comendo cheeseburguer com bastante catchup e mostarda.

    [Responder]

    AmadeusXIII Respondeu:

    Sim, sou vegano com orgulho.

    Legal. Pro mim você pode ser cristão, vegano, vascaíno, tô nem aí…

    E meu sentimento nunca foi “pena”, e sim compaixão.

    Compaixão e pena são sentimentos cristãos destinados a produzir homens fracos.

    Seu pensamento parece seguir a lógica de que os inimigos do nazismo tinham mera “pena” das vítimas do Holocausto.

    Eu costumo dar um nome feio à quem compara a vida humana à vida de um animal, mas levando em conta que você utiliza medicamentos que foram testados em animais, vou te chamar apenas de hipócrita. Tá bom assim?

    [Responder]

    Fatima Respondeu:

    Robson Fernando,
    Olá!

    Sobre ética na alimentação, recomendaria a leitura do livro ‘Libertação Animal’, de Peter Singer (ilustre filósofo) que defende que:

    ‘…O que defendo no livro, e faço questão de deixar bem claro, é que não precisamos ser vegetarianos para ser éticos. Da mesma forma que não precisamos parar de usar o carro para ajudar a combater o aquecimento global – podemos mudar o tipo de energia usada para o carro funcionar. Na questão alimentar, é possível, por exemplo, evitar a carne de animais criados de forma tradicional. Uma boa opção é escolher os produtos animais provenientes das chamadas fazendas orgânicas. Já é uma tremenda mudança….” /

    No tocante à ‘animais criados de forma tradicional’, ele se posiciona contra a crueldade de tratamento (deles) e não contra sua utilização para alimentação humana.

    Abraços!

    [Responder]

  5. 5. mirtes Disse:
    Cruzes que bizarro!!!

    né por nada não, eu ADORO uma saladinha, amo bife de soja bem crocante, mas um franguinho assado, ou uma lingüicinha de v ez em quando não matam ninguém!!! (tá matam o bicho)

    Porém eu acho que não é imoral, matar um bicho, pra comner, acho imoral e atrocidade, as touradas, a farra do boi, as rinhas de galo, e de cachorro, o tráfico de animais silvestres, a caça de bebês focas, e a matança pra fazer casaco de pele

    (antes esses casacos fossem dados a quem passa frio, mas não, só a elite que NÃO PASSA FRIO, compra-os, e não existe mais a necessidade de se cobrir com pele, visto que já existem uma enorme gama de tecidos naturais ou sintéticos que servem de agasalho tão ou mais eficiente que as peles, - é uma matança inútil, feita só em noma da vaidade).

    É mais dignificante combater ESSE tipo de matança e tortura inúteis, contra a vida animal, do que palpitar o cardápio de alguém.

    Acho que pior que crente fanático, com desespero, pra converter todo mundo, é vegetariano, achando que pode criticar o que cada um coloca no prato!!!

    [Responder]

    Robson Fernando Respondeu:

    Infelizmente o fato de se pôr animais cruelmente explorados e mortos na mesa, quando se poderia evitar isso com substitutos que provêm praticamente todos os nutrientes, também configura algo que tange o antiético, ao menos numa visão de mundo que vai além dessa atual que, embora condene a violência gratuita contra certos animais, não prevê o direito à vida pra bichos como bois e galinhas.

    E a questão não é simplesmente “palpitar” ou “criticar” o que cada um coloca no prato, mas sim abrir o debate pra questão: é ético comer animais que, apesar de seu valor espiritual intrínseco, tiveram o direito à vida negado e sofreram antes de morrer e agir como se não houvesse nada de ruim nisso?

    Lembro que não levanto isso em horas inoportunas, mas apenas em momentos propícios como este post do Cet.net.

    [Responder]

    mirtes Respondeu:

    seguinte, que maior valor espiritual, tem aquele humano, que mata, tortura, causa dor, medo, sofrimento, somnte em nome de uma diversão, ou de uma vaidade, contra o valor espiritual, daquele, que mata, pra fornecer alimentos para as pessoas?

    Se coloca no mesmo patamar um criminoso, que coloca dois cachorros, pra lutarem até a morte, numa rinha; um glamouroso toureiro que abate selvagemente e com requintes de tortura, um touro, ou o maloqueiro que estraçalha um boi, na farra, de boi; e aqueles que dependem do abate animal, pra sustentarem as famílias de forma honesta, e para também garantir o sustento dos entes queridos.

    Acho que é necessário separar as coisas, POR ENQUANTO, não é possivel, desvincular a economia mundial, do consumo de carne, (consumo como alimento), MUITA gente depende dele ainda, pra sobreviver)

    Existem SIm, substitutivos (e muito bons), pra carne, mas um pacote com 5 bifes de soja, é vendido aqui perto de casa, por não menos que 6,00, e um quilo de carne, sai por 4,50 no açougue do lado.

    Pra um trabalhador assalariado, compença mais, por questão de rendimento e economia, pagar os 4,50 pelo quilo de carne.

    Não seria o caso de se pressionar, os fabricantes a popularizar a soja, como substitutivo, da carne, sendo que ela possa ser encontrada em toda mercearia de esquina - (coisa QUE NÃO É, só começaram a vender o bife de soja, aqui perto de casa, por que fiz amisade com o japa, dono da venda e sugeri, que já que ele vendia o extrato de soja, colocasse a carne também - to falando a verdade, nem ele achava que valia a pena vender carne de soja) - pra que o trabalhador assalariado, ache em termos de economia, a compra dela, mais rentável, que a da carne verdadeira?

    quanto a comer mais vegetias, isso é OUTRA coisa que vai da cabeça e do paladar de cada um, oras bolas, NÃO DÁ pra mudar isso, atravéz da imposição, é necessário que a pessoa QUEIRA, mudar.

    [Responder]

    Robson Fernando Respondeu:

    A questão está aí na concepção do direito à vida. Não vigora uma intenção genuína de fazer o mal quando exterminam animais num matadouro, mas pensemos também que os astecas também não eram maus quando sacrificavam crianças em seus altares (e não estou sendo irônico). Se uma sociedade moderna qualquer do mundo vivesse de carne humana vinda de campos de concentração, você e o mundo fariam os mesmos questionamentos que eu faço.

    Quanto a quem vive de matar animais por necessidade, é necessário que haja nos debates de Abolicionismo Animal essa abordagem. Haverá sim empregos substitutos pra quem não acha que está fazendo um mal ao matar aqueles animais (e pros seus descendentes).

    Já a economia mundial eu posso dizer que é viciada no consumo de carne. O meio ambiente, meio mundo já diz com força, agradeceria enormemente se a pecuária fosse combatida em favor de uma alimentação vegetariana, e isso pode ser comprovado no rendimento do hectare controlado pela agropecuária: 80 quilos/hectare*ano de carne bovina em contraste com mais de 3 toneladas de grande parte dos cereais.

    Mas acalme-se quanto a essas perspectivas de “e se a pecuária fosse extinta, como ficaríamos?”. A dependência cultural e econômica de carne pelas pessoas e a doença chamada pecuária terão o tratamento mais certo possível ao longo do tempo. E esse tempo será o suficiente pras pesosas abrirem os olhos com racionalidade. E não será por imposição, mas sim pelo mesmo jeito pelo qual a maioria dos ateus desejam que as pessoas saiam da matrix: por consciência da realidade.

    [Responder]

    André Respondeu:

    Robson, para que uma analogia seja filosoficamente aceita, ela terá que se enquadrar em todos os parâmetros.

    1) Quando vc mata um boi no abatedouro, não é pra agradar a um deus e sim pra alimentar pessoas. Os sacrifícios maias eram ritualísticos e não a fim de alimentar ninguém. Até mesmo os povos que praticam canibalismo o fazem não como churrasco de fim-de-semana e sim como ato religioso, da mesma forma que os católicos “comem” seu deus, tomando a hóstia. Não é um ser humano propriamente dito ali, mas o simbolismo é o mesmo.

    2) Pode ser especismo, mas seres humanos não formam sociedades como os demais animais. Não importa se é mlhor ou pior. Sentimos ligações diferentes. Por mais que eu crie um gato, ele será diferente se eu criar meus próprios filhos. Mas, não estamos falando disso.

    3) A economia não é viciada no consumo de carne, ela provê as necessidades das pessoas. Se eu quero comprar carne e alguém pode me fornecer, pq não fazer a troca Carne x Dinheiro? A Economia sempre foi assim.

    4) Vc diz que o meio ambiente, meio mundo agradeceria enormemente se a pecuária fosse combatida. mentira! Vá na Índia, na China, nos países pobres da África e pergunte se o pessoal lá ficaria agradecido se acabassem com a pecuária. Eles nem se tocam, já que não comem carne mesmo. Aliás, no caso da Índia as vacas são deuses, logo ficam fora de qq parâmetro. Quanto a mim, thanks, não tenho motivo nenhum pra ser vegetariano.

    5) Seus números sobre a pecuária em contraposição do cultivo de cereais não levou em conta o impacto ambiental. Sim, meu caro, se eu acabo com a mata nativa pra fazer de área de plantio, eu tenho impacto ecológico tb. E não venha me dizer que é menor.

    6) Se a pecuária fosse extinta como ficaríamos? Não ficaríamos. lamento, mas isso não será erradicado tão cedo. Não erradicamos nem doenças como esquistossomose ou leshimaniose.

    7) O que a racionalidade tem a ver? E vc ainda não me disse o que tem de anti-ético comer um hamburguer.
    8) Por causa de que os ateus querem que as pessoas saiam da Matrix? Vamos ver… Vá no Nordeste. 90% da população é religiosa. Leve em conta a vida sofrida que eles têm. Só podem contar com ajuda divina. O poder público não chega lá. Claro que eu sei que esperar favor de político, santos e deuses dá no mesmo. Mas a única coisa que mantém aquelas pessoas vivas ainda é a fé, a esperança de ter algo, que não seja nessa vida, mas em outra. É doentio, eu sei. Mas, é a verdade.

    Tire a religião dessas pessoas, o que vc dará em troca, hein? Seu amor fraternal? Um prato de salada? Ou vai balançar a cabeça com um sorriso e dizer: pronto, fiz a minha parte, posso ir dormir tranquilo, na minha casa própria com ar-condicionado, TV por assinatura e internet?

    [Responder]

    mirtes Respondeu:

    como pode achar que um meio de sustento honesto, (sim honesto, por mais que soe revoltante algo que envolva morte, ser chamado de honesto, mas essa contradição é verdade) possa ser uma doença?

    Você diz isso, por que não depende diretamente da pecuária.

    Além do mais, estudos estão sendo feitos, pra se depender cada vez menos, dessa “doença”, e minimisar os transtornos que ela causa ao meio ambiente, porém muito interesse econômico (queira você achar isso covardia, ou ganância), ainda estão em jogo, pra desistirmos da pecuária, num passe de mágica.

    Faça sua parte e continue elucidando as pessoas, não para o fato de que a pecuária é uma doença, e sim, um meio de sustento que já está ficando obsoleto, e quem sabe, em menos tempo do que imaginamos, estaremos solucionando os efeitos negativos dessa prática, sem falir empresas ligadas a ela, sem ter que botar na rua, trabalhadores de frigoríficos, de empresas de alimentação, e açougue, de fazendas, etc, etc.

    Criticar, chamar de doença, mandar comer mais vegetal, é fácil, complicado, é mostrar soluções que englobem não prejudicar a parte do corpo humano que mais dói (o bolso).

    [Responder]

    Robson Fernando Respondeu:

    Digo doença por envolver muitas, muitas mortes. Alguns dizem “religião é doença”, mesmo que muitos a pratiquem de forma lúcida. Já eu digo “pecuária é doença” porque é uma doença ambiental e cultural que mata bilhões de animais todos os anos (e talvez dias), mesmo que seja praticada sem fim criminoso.

    Mas, claro, não digo isso pra todos.

    E pode ter certezade que não sou de criticar as pessoas porque elas comem carne ou tomam leite. Meu primeiro comentário aqui no post foi um desabafo contra esse sistema que nega o direito à vida a bilhões de animais todos os anos.

    E não se preocupe que meu ideal (que talvez não seja de alguns veganos mais radicalizados) não é falir as empresas que hoje vivem da pecuária, mas sim de mudar suas práticas com o tempo. Tanto que eu consumo leite de soja Batavo e creme vegetal da empresa Perdigão.

    E sei perfeitamente que tudo vai levar um bom tempo. Mas, com a orientação certa, não será nada que levará à miséria de alguém.

    [Responder]

    mirtes Respondeu:

    è o leite de soja da Batavo, é um dos “menos caros”, digamos assim, e o creme vegetal é bem versátil, já fiz algumas receitas com ele, inclusive, consegui fazer um bolo de chocolate que fosse tragável. (a que não sabe cozinhar direito, asm se garante no bife de soja crocante, AMO ) :mrgreen:

    Porém, concorda comigo que “se livrar da doença”, não é tarefa a ser feita como num passe de mágica?

    concorda comigo que a postura de mundo, em que você quer viver, é algo que vai ser implantado de forma gradual, e pode ser que você nem esteja vivo, para ver essa mudança?

    é mais ou menos o tipo de coisa que acontece comigo, eu creio num mundo sem cafajestagem, sem preconceito, sem imposição religiosa, sem roubo, sem racismo, sem guerra.

    Faço a minha parte, mas faço, tendo conciência de que pra muitos (a grande maioria), meu deseo é visto como utopia, sonho, a grande maioria acha que a coisa só tende a piorar.

    eu não esquento a cabeça, mesmo por que pode ser que eu não esteja viva, pra ver as mudanças graduais de melhoria.

    Quanto a ser vegetariano, quem sabe um dia as indústrias alimentícias que lidam com carne terão condição de mudar, sem sacrificar ninguém, e sem serem obrigadas a transformar florestas em áreas de plantio de soja, pra dar conta da alta demanda desse subistituto da carne.

    [Responder]

  6. 6. Bruno Caxito Disse:
    Puts e vai viver de que, planta tambem é ser vivo, só porque não têm sistema nervoso podem ser mortas então?

    [Responder]

    Fatima Respondeu:

    Bruno,

    O que vc disse me lembrou uma charge onde tinha uma menina anoréxica que dizia ‘não como nada que não faça sombra’. Vai ver é isso que esse pessoalzinho prega…

    [Responder]

  7. 7. Robson Fernando Disse:
    “Compaixão e pena são sentimentos cristãos destinados a produzir homens fracos.”

    Não creio que respeito ao próximo e reconhecimento do seu direito à vida e à dignidade sejam coisas de homens fracos.

    “Eu costumo dar um nome feio à quem compara a vida humana à vida de um animal,”

    Eu costumo dar um nome específico ao ato de não admitir que se compare vidas de animais humanos com não-humanos: especismo.

    “mas levando em conta que você utiliza medicamentos que foram testados em animais, vou te chamar apenas de hipócrita. Tá bom assim?”

    Já falei que veganismo (ao menos o chamado veganismo funcional) evita aquela exploração evitável pelo indivíduo. Eu que dependo de alguns medicamentos infelizmente não posso boicotar todos (o que seria o veganismo absoluto). Mas como compensação me dedico a outras atividades relacionadas à divulgação dos Direitos Animais.

    [Responder]

    André Respondeu:

    Eu costumo dar um nome específico ao ato de não admitir que se compare vidas de animais humanos com não-humanos: especismo.

    Isso que não entendo no veganismo. Comer animais não pode. Comer vegetais, sim. Pq as espécies de plantas são menos importantes que os animais?

    [Responder]

    André Respondeu:

    Veganismo tá virando uma nova religião. Pelo menos, tem os seus dogmas.

    [Responder]

    AmadeusXIII Respondeu:

    Concordo com o André.

    O veganismo já tem um pré-requisito pra ser uma religião: uma variante vegana das “ovelhinhas” que chamarei aqui de “salsinhas”.

    [Responder]

    André Respondeu:

    Quem usa o termo “salsinhas” é o Cardoso. Mas, tá valendo . ;-)

    [Responder]

    AmadeusXIII Respondeu:

    Sim sim. Foi uma homenagem. Sou leitor assíduo dele. O meio bit também usa, eu acho…

    [Responder]

  8. 8. Robson Fernando Disse:
    @ Fátima:
    Peter Singer (felizmente) está longe de ser uma unanimidade entre os defensores dos Direitos Animais. Pra mim mesmo ele é apenas um bem-estarista que não visa a libertação dos animais e o fim dos sistemas de exploração em massa. Gary Francione, considerado talvez o maior pensador da Libertação Animal total na atualidade, põe abaixo os argumentos fuleiros dele de que “não precisamos libertar os animais, somente explorá-los mais ‘humanitariamente’”.

    @ André:
    O veganismo não defende toda e qualquer forma de ser dotado de células, mas sim aqueles que possuem sentimentos e consciência, os sencientes. Quanto a aparentar ter dogmas, posso dizer que não explorar animais é de fato uma regra social nova, mas felizmente não vem de interesses privados ou costumes enraizados no primitivo, mas sim de uma nova visão de Ética. E também, ao contrário dos verdadeiros dogmas, possui bases teóricas (filosóficas, éticas e científicas) consistentes e bem fundamentadas, que inclusive tornam os valores atuais, como o de que “carne de animais trucidados em matadouros é normal”, aquilo que realmente são: obsoletos e violentos. O vegano, ao contrário do cristão, não baseia sua filosofia de respeito à vida animal em um ou dois versículos dúbios de um livrinho mitológico, mas sim na sua própria consciência e noção de vida senciente.

    [Responder]

    André Respondeu:

    O veganismo não defende toda e qualquer forma de ser dotado de células, mas sim aqueles que possuem sentimentos e consciência, os sencientes.

    Ou seja, vc exclui determinadas espécies biológicas. Isso não é especismo?

    [Responder]

    Robson Fernando Respondeu:

    Posso dizer que o debate do especismo tem duas variações.
    Uma é a ética antiviolenta que leva em consideração as espécies dotadas de consciência. Um cão ou boi que sofre com as atrocidades da exploração imposta por humanos não é inferior a um humano que também sofre por causa de crimes cometidos contra si.
    A outra é a questão ambiental: num âmbito ecossistemático, o homem não é superior a nenhuma outra espécie na natureza. Alguns (eu não me incluo) podem até considerá-lo inferior por ter se configurado como uma espécie fundamentalmente daninha ao meio ambiente, mas essa opinião não é um fundamento anti-especista.

    Ambas as questões se contrapõem ao (que eu chamo de) “econazismo cartesiano”, aquele que põe o homem acima da natureza e de todas as espécies sencientes.

    [Responder]

    André Respondeu:

    Ai, Tupã… Agora vemos um Godwin com clorofila…

    [Responder]

  9. 9. Robson Fernando Disse:
    @ Bruno Caxito:
    Nos baseamos na senciência (ou sua ausência) dos seres. Se matar ou explorar um ser inflige dor e sofrimento e tolhe uma dignidade intrínseca, é antiético. Se matá-lo ou utilizá-lo em prol de nossa sobrevivência não implica nenhum sofrimento, então é eticamente permitido.

    Além disso, uma vez que precisamos comer seres vivos pra sobreviver, prefiramos comer apenas aqueles que não sentem dor ou sofrimento e não têm consciência do que se passa ao redor.

    [Responder]

  10. 10. Robson Fernando Disse:
    @ André:

    “1) Quando vc mata um boi no abatedouro, não é pra agradar a um deus e sim pra alimentar pessoas. (…)”

    A analogia na questão asteca está no problema de não universalizar o direito à vida e considerá-la inviolável. Tanto os astecas não consideravam algo ruim tirar vidas humanas como a sociedade de hoje faz o mesmo com bilhões de vidas animais todos os anos. Mesmo que os propósitos sejam diferentes (uns agradavam deuses, outros se alimentam numa refeição que já é dispensável).

    “2) Pode ser especismo, mas seres humanos não formam sociedades como os demais animais. Não importa se é mlhor ou pior. Sentimos ligações diferentes. Por mais que eu crie um gato, ele será diferente se eu criar meus próprios filhos. Mas, não estamos falando disso.”

    Isso mesmo, não temos sociedades naturais com outros animais. Pelo contrário, o homem forçou a domesticação de diversas espécies pra propósitos de tê-los como servos.

    “3) A economia não é viciada no consumo de carne, ela provê as necessidades das pessoas. Se eu quero comprar carne e alguém pode me fornecer, pq não fazer a troca Carne x Dinheiro? A Economia sempre foi assim.”

    Disse “viciada” por causa dessa acomodação e incapacidade, no momento, de iniciar uma substituição da proteína animal pela vegetal.

    “4) Vc diz que o meio ambiente, meio mundo agradeceria enormemente se a pecuária fosse combatida. mentira! Vá na Índia, na China, nos países pobres da África e pergunte se o pessoal lá ficaria agradecido se acabassem com a pecuária. Eles nem se tocam, já que não comem carne mesmo. Aliás, no caso da Índia as vacas são deuses, logo ficam fora de qq parâmetro. Quanto a mim, thanks, não tenho motivo nenhum pra ser vegetariano.”

    Eu disse: “o meio ambiente, meio mundo disse, agradeceria…” (ordem original das vírgulas). E pode ter certeza que em regiões pobres haveria muito mais mão-de-obra pra colheita de vegetais do que pro manejo de gado.
    Você pode não ter motivos imediatos pro vegetarianismo, mas os animais não acham a mesma coisa.

    “5) Seus números sobre a pecuária em contraposição do cultivo de cereais não levou em conta o impacto ambiental. Sim, meu caro, se eu acabo com a mata nativa pra fazer de área de plantio, eu tenho impacto ecológico tb. E não venha me dizer que é menor.”

    Me baseio, entre outros lugares, nesses dados:
    http://www.svb.org.br/depmeioambiente/pdfs/Meioambiente.pdf

    “6) Se a pecuária fosse extinta como ficaríamos? Não ficaríamos. lamento, mas isso não será erradicado tão cedo. Não erradicamos nem doenças como esquistossomose ou leshimaniose.”

    Nem tão cedo eu tô ligado. Mas algum dia sim, dependendo da luta que haverá por parte dos militantes da defesa animal.

    “7) O que a racionalidade tem a ver? E vc ainda não me disse o que tem de anti-ético comer um hamburguer.”

    Digo “abrir os olhos com racionalidade” com o significado de “abrir os olhos com a própria consciência”, em oposição a “forçar as pessoas a adotar certo pensamento”. (Antes de responderem que eu vim impor o vegetarianismo, eu na verdade vim pôr meu comentário sobre a pesca e a pecuária, e talvez abrir um debate em que, espero, eu não seja o único do lado vegano.)

    “Por causa de que os ateus querem que as pessoas saiam da Matrix? Vamos ver… Vá no Nordeste. 90% da população é religiosa. Leve em conta a vida sofrida que eles têm. Só podem contar com ajuda divina. O poder público não chega lá. Claro que eu sei que esperar favor de político, santos e deuses dá no mesmo. Mas a única coisa que mantém aquelas pessoas vivas ainda é a fé, a esperança de ter algo, que não seja nessa vida, mas em outra. É doentio, eu sei. Mas, é a verdade.”

    Sim, isso eu entendo também, e é um motivo que me faz pensar que a religião ainda é necessária (com ou sem aspas) pra alguns.
    E muitos ateus querem o fim da Matrix (um mundo sem religião), mesmo que não haja condição pra isso no momento. Eu, no entanto, não tenho essa posição.
    Nesse ponto eu concordo com você, mas isso não é um assunto pra este post do Cet.net.

    “Tire a religião dessas pessoas, o que vc dará em troca, hein? Seu amor fraternal? Um prato de salada? Ou vai balançar a cabeça com um sorriso e dizer: pronto, fiz a minha parte, posso ir dormir tranquilo, na minha casa própria com ar-condicionado, TV por assinatura e internet?”

    Idem pro que eu disse acima.

    P.S: Vamos tentar debater com argumentos mais resumidos, porque não tenho muito tempo (nem muita paciência pra debates digitados, na verdade) pra responder tudo com eficiência.

    [Responder]

    Robson Fernando Respondeu:

    E antes que diga “você não respondeu ainda o que há de antiético em comer carne”:

    O que há de antiético é o fato de ser um hábito alimentar, já dispensável e substituível por alternativas vegetais muito saudáveis, que nega o direito à vida a bilhões de animais, inflige neles um sofrimento descomunal e é adotado por uma espécie dita racional que, em vez de utilizar tal peculiaridade pra adotar uma relação mais respeitosa e menos sangrenta pra com os animais não-humanos, perpetua o zoogenocídio e a negação sistemática dos direitos vitais.

    Mas essa ficha só cai com o tempo, com o despertar da consciência de cada um. Não vou entalar goela adentro em ninguém a “pílula verde”, mas sim mostrá-la sempre que for pertinente.

    [Responder]

    André Respondeu:

    A analogia na questão asteca está no problema de não universalizar o direito à vida e considerá-la inviolável.

    Aí que vc se engana. Os rituais de sacrifício levavam isso em conta sim. Karen Armstrong e Joseph Campbell mostraram que nesse tipo de sociedade, as “vítimas” se ofereciam de livre e bom grao. Assim como os Kamikazes achavam uma honra imensa morrer pelo seu imperador.

    Tanto os astecas não consideravam algo ruim tirar vidas humanas como a sociedade de hoje faz o mesmo com bilhões de vidas animais todos os anos.

    Pelo exposto acima, mostrei que sua analogia é improcedente.

    Mesmo que os propósitos sejam diferentes (uns agradavam deuses, outros se alimentam numa refeição que já é dispensável).

    Vc acha dispensável. Eu não.

    Isso mesmo, não temos sociedades naturais com outros animais. Pelo contrário, o homem forçou a domesticação de diversas espécies pra propósitos de tê-los como servos.

    E daí? Você nunca teve um animal de estimação?

    Disse “viciada” por causa dessa acomodação e incapacidade, no momento, de iniciar uma substituição da proteína animal pela vegetal.

    Infelizmente pra vc, os seres humanos precisam de proteína animal para o seu metabolismo. E pelo amor de Hades, não venha me dizer que proteína é tudo a mesma coisa.

    E pode ter certeza que em regiões pobres haveria muito mais mão-de-obra pra colheita de vegetais do que pro manejo de gado.

    E como vc vai plantar num lugar impróprio para o cultivo de grãos, hein? Vamos todos comer capim?

    Você pode não ter motivos imediatos pro vegetarianismo, mas os animais não acham a mesma coisa.

    Diga isso a um leão, então, ora.

    Me baseio, entre outros lugares, nesses dados:

    Sociedade Vegetariana Brasileira? Tá de saca? então, passe a aceitar que o mundo foi criado em 6 dias pelo deus judaico-cristão. È o que traz a Sociedade CriaBURRIcionista Brasileira. Traga dados do IBGE e aí a gente conversa.

    Antes de responderem que eu vim impor o vegetarianismo, eu na verdade vim pôr meu comentário sobre a pesca e a pecuária, e talvez abrir um debate em que, espero, eu não seja o único do lado vegano

    Filho, se eu chasse que vc estivesse impondo a sua opinião, já teria ralado seus comentários daqui há muito tempo. Eu ainda gosto de uma bela peça de maminha, se vc não come. Tudpo bem. Se vc acha que é errado, diga o porque. Eu defendo o lado que eu acho que está certo. Ok? ;-)

    Sim, isso eu entendo também, e é um motivo que me faz pensar que a religião ainda é necessária (com ou sem aspas) pra alguns.

    Hummm, eu prefiro dizer que a RELIGIOSIDADE é necessária, mas meramente por incompetência e omissão dos poderes públicos, que em última análise estão lá por culpa nossa mesmo.

    Vamos tentar debater com argumentos mais resumidos, porque não tenho muito tempo (nem muita paciência pra debates digitados, na verdade) pra responder tudo com eficiência.

    Eu tento. ;-)

    [Responder]

    mirtes Respondeu:

    Esses substitutivos citados acima, ainda são caros, eu posso afirmar, pois eu os consumo, não por ser vegetariana, mas por gostar, acho que ajudaria MUITO, baratear esses produtos, pra que o consumidor geral, não os enxergue como “comida especial”, ou comida de vegetariano.

    embora algumas marcas de leite de soja por exemplo tenham um preço quase que igual ao leite UHT, ainda existe na cabeça da população comum, o preconceito, contra “não ser leite de verdade”, ser “leite fraco”, etc. etc. S

    Sem contar que a maioria, por questão cultural, prefere deixar de pagar alguns centavos a mais, em algo, se puder comprar um similar, mais barato, e nesse caso, o leite de vaca ainda ganha.

    Que tal uma concientisação, sem ser apelativa, sem tocar no assunto “subistituto da carne”, e sim uma campanha sobre “olha como isso é saudável, pra você”.

    eu acho que apelar pra sentimentalismo, sobre pobres bichinhos, não ia funcionar muito, a grande maioria, vai mesmo é dizer “morreu, morreu, antes o boi, do que eu”.

    Acho que,´seria mais vantagem, apelar pra saúde da pessoa e os benefícios (sem colesterol, alta concentração de ferro, proteínas, sem hormônio, etc, etc.)

    [Responder]

    Robson Fernando Respondeu:

    Essa idéia faz muito sentido. Gostei dela, valeu.

    [Responder]

    Robson Fernando Respondeu:

    “Aí que vc se engana. Os rituais de sacrifício levavam isso em conta sim. Karen Armstrong e Joseph Campbell mostraram que nesse tipo de sociedade, as “vítimas” se ofereciam de livre e bom grao. Assim como os Kamikazes achavam uma honra imensa morrer pelo seu imperador.”

    Mas note que a maioria era de jovens ou crianças. E o pior, sua aferição deixa ainda mais grave a antiética da carne, tornando-a ainda pior que os sacrifícios religiosos, uma vez que, ao contrário dos rituais, na pecuária os animais são forçados à morte em vez de serem voluntários.

    “Vc acha dispensável. Eu não.”

    Mas a ciência da Nutrição sim.

    “E daí? Você nunca teve um animal de estimação?”

    Tive sim, e foi adotado.
    O ideal hoje é adotar os animais e fazer neles o controle populacional (esterilização) pra que não haja a perpetuação de uma espécie pra fins de servidão. Nunca comprá-los e deixá-los se multiplicar.

    “Infelizmente pra vc, os seres humanos precisam de proteína animal para o seu metabolismo. E pelo amor de Hades, não venha me dizer que proteína é tudo a mesma coisa.”

    Isso já foi derrubado pela Nutrição: todos os aminoácidos necessários, que montam as proteínas que supostamente faltam nas plantas, existem sim nos nestas. A única questão em aberto é a vitamina B12, que pode ser obtida por suplementos, injeções semestrais (ou anuais) ou alimentos enriquecidos.

    “E como vc vai plantar num lugar impróprio para o cultivo de grãos, hein? Vamos todos comer capim?”

    Tornar cultiváveis áreas devastadas pela pastagem por um processo econômico é um desafio pra geomorfologia que, creio eu, já está contando com muita gente que perde noites de sono pra pesquisar essa questão. E, sem a pecuária, a abertura de novos pastos cessaria.
    (Ou melhor, essa transformação já é possível segundo alguns especialistas.)

    “Diga isso a um leão, então, ora.”

    Creio que você entendeu que falo dos animais mortos pelo homem pra fins de produção de carne. Num outro entendimento, não é possível vegetarianizar animais sem a capacidade humana de raciocínio e que possuem um organismo inteiramente adaptado ao consumo de carne.

    “Sociedade Vegetariana Brasileira? Tá de saca? …”

    Esse PDF não é algo “baseado na fé vegetariana”, mas contém todas as suas referências bibliográficas. Veja nos últimos slides do arquivo. Se ainda duvida, procure, se lhe interessar, dados sobre consumo de água e comparação de rendimento de alimentos por hectare*ano em fontes que você considere mais idôneas. (espero não estar incorrendo em inversão do ônus da prova com esse pedido)

    “Filho, se eu chasse que vc estivesse impondo a sua opinião, já teria ralado seus comentários daqui há muito tempo.”

    Ainda bem, me sinto melhor agora (não é ironia) já que perceberam que minha intenção é debater saudavelmente e sem imposição.

    “Eu ainda gosto de uma bela peça de maminha, se vc não come. Tudpo bem. Se vc acha que é errado, diga o porque. Eu defendo o lado que eu acho que está certo. Ok?”

    Como eu disse, cabe à pessoa entrar, voluntariamente ou aos poucos sem perceber, no processo da “pílula verde”. Não sou de empurrá-la goela adentro, sou de mostrá-la e dizer por que ela precisa ser ingerida. Eu mesmo demorei dois anos entre os primeiros contatos com a idéia vegetariana e a adesão a ela. E pode ter certeza de que a resistência à nova idéia é algo muito normal.

    “Hummm, eu prefiro dizer que a RELIGIOSIDADE é necessária, mas meramente por incompetência e omissão dos poderes públicos, que em última análise estão lá por culpa nossa mesmo.”

    Pronto, esse é o ponto que você me esclareceu melhor. Religiosidade, e não sanguessugas mentirosos e manipuladores, ainda é necessária pra alguns.

    “Eu tento.”

    Beleza, e ao meu ver estamos conseguindo. Debates com comentários/posts longos se tornam extremamente cansativos.

    [Responder]

    mirtes Respondeu:

    De nada, disponha!!!

    [Responder]

  11. 11. Anovidade Disse:
    Opa, calma lá.

    1) Ok. Então não há porque compararmos a sociedade humana, urbano-industrial, formada por castas com as populações animais silvestres ou quaisquer outras que sejam. Não existe lógica em comparar um ser vivo especialista (carnívoro estrito como os leões) e o ser humano, generalista ou onívoro facultativo, seja a palavra que queira dar aqui.
    Não sei se para você, especificamente, existe algum simbolismo em se alimentar de um pedaço de outro ser vivo que, além de ter sofrido o “pão que o diabo amassou” (literalmente, se é que isso pode ser medido dessa forma), também contém uma série de substâncias químicas, e nocivas (pode verificar junto às coligações de Medicina e inclusive junto à OMS), em muitos aspectos.
    Então, a idéia de que estamos alimentando pessoas é certa, mas até que ponto e com o que estamos alimentando-as permanece como uma icógnita.

    2) De onde, exatamente, tirou a idéia de que a espécie humana não forma sociedades como os demais animais? A idéia de superioridade da espécie humana é fundamentada nos conceitos cristãos - “à semelhança do deus” (sabe-se lá que deus foi esse que nos fez, né, já que a natureza humana é totalmente corruptível e cruel, em muitas dimensões).
    Somos seres sociais, cooperativos, competitivos e demais qualidades como qualquer outra espécie vivente. Somos macacos, é fato! Somente isso. Macacos que têm moralidade. Por isso mesmo, pela consciência moral, temos a obrigação, o dever, a responsabilidade de julgar nossas ações e as ações de outros indivíduos da nossa própria espécie.
    Senão, para que teríamos tal qualidade?
    E outra: você trata o seu gato diferente do seu filho simplesmente porque você nutre uma ligação genética, muito mais próxima por seu filho, que é de sua mesma espécie, do que por seu gato.
    Não se engane: se houvesse um ser vivo semelhante (física e emocionalmente) ao ser humano, com a diferença de que não pudesse se comunicar como nós fazemos (com a utilização do mesmo conjunto de linguagem), nós não teríamos dúvida: seria mais uma espécie a entrar na nossa lista de exploração.

    3) A economia é viciada em muitas coisas, dentre elas, o consumo de carne. Rodízios e mais rodízios, não só de carne, mas de tudo. Provê, realmente, a necessidade de alguém?
    A carne não é necessária à sobrevivência do ser humano, é apenas um componente a mais na alimentação. Como já falei: Homo sapiens sapiens (?) é generalista e não há nenhum componente (não, nem mesmo a proteína animal) na carne que nos seja absolutamente necessária (e nem relativamente). Pode perguntar a qualquer nutricionista não-tradicional, se conhecer algum.
    E por que fazer a troca carne x dinheiro?
    Por que não fazer a troca ser humano x dinheiro (já que o tráfico humano é uma das maiores rendas mundiais, economicamente - e ainda supre a necessidade de muita gente como pedófilos e psicopatas).
    Porque é imoral?
    Já percebeu que é muito conveniente utilizarmos a consciência moral para algumas coisas e nos eximirmos dela para outras?
    Quanto à economia ter sido sempre assim - questione sempre a autoridade!

    4) Você mencinonou, não sei se percebeu, os dois países mais populosos do mundo.
    Não seria injusto basear as necessidades mundiais nesses países?
    Seria como basear as necessidades de todas as pessoas no mundo em cima dos padrões estadounidenses - como colocar todo o mundo em um só patamar?
    O ambiente (meio ambiente parece redundante) agradeceria, sim, com o fim da pecuária, assim como com o fim de todas as atividades não-sustentáveis que nós, humanos, racionais (hum?), impomos ao planeta.
    Se ainda não teve a oportunidade, passeie ali pelos Estados amazônicos… Ou ainda mais perto, pelos arredores do bioma Cerrado - pode ser no DF, GO, MT (área de transição) ou qualquer local mais apropriado para você.
    São milhares, milhões de hectares de floresta derrubados e substituídos por pastagens que, após algum tempo são abandonados pelo desgaste acarretado ao solo.

    5) Agora imagina só o impacto estrondoso que é: primeiro você derruba e planta pra alimentar gente. Depois você domestica animais e esses, claro, precisam se alimentar também. Daí você planta pra alimentar os animais também. E aí você descobre que, num sistema intensivo e mecanizado (mão-de-obra é sub-utilizada), você pode ganhar mais (uma pena que o ser humano não possa comer dinheiro…). Daí você implanta o sistema e cria milhões, milhares, bilhões de animais no mundo inteiro. Só que a área de cultivo para alimentar esses animais também aumenta. E muito!
    Eu não sei quanto a você, mas eu sou consumidora primária e acho, sinceramente, que contribuo me omitindo de um consumo de energia além do que consigo gastar. Totalmente desnecessário pois (homenagem aos amigos portugueses).
    Se é menor? Se você tiver o mínimo de crítica e um pouco de lógica, você saberá a resposta - e eu não vou nem precisar dizer que é menor. :)

    6) Eu não entendi bem a relação entre a erradicação de doenças com o fato de que a pecuária ainda existe. Aliás, não, vamos relacioná-las sim: um grande número de doenças existem e são frequentes (novas regras da Língua Portuguesa) em determinadas regiões graças aos antibióticos, hormônios e outras substâncias químicas, utilizadas não só para o cultivo de vegetais mas também (apesar do que as pessoas costumam acreditar) para a produção intensiva de animais. Os animais não adoecem por um milagre não: é pela quantidade de antibióticos que são obrigados a tomar. Além de tudo isso, onde será que os dejetos dos milhares, milhões de porcos, vacas, galinhas etc, vão parar? E o que tudo isso significa para a saúde pública?
    Pois é… Doenças.

    7) O que a racionalidade não tem a ver?
    Como falei, é muito cômodo sermos racionais para algumas coisas que nos interessam e para outras coisas não.
    Primeiro: para saber o que tem de anti-ético em comer um hamburguer, você primeiro tem de ter consciência de onde vem, como é feito, o que está imbutido, invariavelmente, naquele hamburguer.
    A sociedade norte-americana, sociedade hamburguer-e-coca-cola está aí para exemplificar, para quem quiser ver, que esse tipo de alimento não é a melhor coisa do mundo.
    E calma lá ao falar do Nordeste. Não, no Nordeste não tem só gente pobre e passando fome. Aqui há gente de todo o tipo, como em qualquer lugar do Brasil e do mundo. Tem gente passando fome? Tem. Tem gente pobre? Tem. Tem gente miserável? Tem.
    Mas a realidade não é do jeito que é pintada. Aqui existe toda uma tradição de ícones e símbolos religiosos, o que explica muito mais o quadro de crenças que aqui existe do que o sofrimento pelo qual as pessoas passam.
    Aqui tem gente rica, tem gente muito rica e tem gente que se importa e outros que não tão nem aí. Isso é mundial. Não há nada em especial no Nordeste ou em qualquer lugar do mundo.
    Essa política paternalista de achar que no Nordeste só tem coitadinho é ultrapassada e bem ingênua. Aqui as pessoas pouco tem ou quase nada, mas são guerreiras e lutadoras, como em qualquer lugar do mundo que você for e encontrar pessoas que têm muito menos do que você, mas que não se deixam abater pelo acaso da vida.

    Quanto à questão de sacrifícios - fato é que existe a escolha para os kamikazes e para os relatos mencionados, mas eu nunca vi, e me corrija se estiver errada, um animal não-humano pedir para ser devorado, mutilado ou submetido a experimentos questionáveis.
    Nunca vi nenhuma galinha implorar para ser criada em pequenas gaiolas, onde não conseguem se movimentar, não conseguem expressar seu comportamento natural, terem seu bico cortado ainda quando filhotes (na verdade é queimado a sangue frio), passarem a vida toda nessa sub-vida somente, e tão somente para servir a um luxo de outra espécie.

    Uma pergunta: a carne é indispensável por quê? Com base em quê? Se for no prazer e somente no prazer em se alimentar de carne, eu até entendo e acho até muito digno ser tão franco consigo e com o mundo, inclusive com os seres que morrem para satisfazer esse prazer. Agora, por qualquer outro motivo, simplesmente é desculpa esfarrapada para não admitir a futilidade da indispensabilidade da carne em sua vida.

    “Os seres humanos precisam de proteína animal para viver” - de onde tirou isso? Então, nesse caso, sou uma projeção metafísica porque não me alimento de proteína animal alguma (não, nem derivados).

    De novo a comparação com leões - falta de originalidade, penso, já que, como já explicado, são situações totalmente distintas.

    Dados do IBGE são confiáveis para você?

    Se não tivesse pré-julgado o documento apresentado pelo Robson, talvez pudesse ter percebido que as fontes para a elaboração do documento são as seguintes:

    FAO, ONU, WWF e IBGE - IBGE, olha que supresa…

    “Sociedade CriaBURRIcionista Brasileira” - não considero que seja um bom comço para questionar nada se já trata com tanto desdém. Primeiro o respeito, penso.

    Agora uma pergunta curiosa: por que o lado, o seu lado, está certo?
    E por que deve haver um lado certo?
    Os vegetarianos - e vegans - apresentam seus argumentos; os onívoros apresentam também; mas há como identificar um lado certo?
    Com base em quê?

    Olha, dizer que a soja é mais cara do que qualquer carne, qualquer tipo, é simplesmente inconsequente.

    Um pacote de soja - mesmo não-transgênicos - custam na base de 3,00 a 5,00.
    Que carne que você compra a esse custo?

    Talvez aquelas salsichas meio nojentas - salsicha, pra quem não sabe, são os restos dos restos dos restos do que não foi aproveitado para corte. Ou seja: aquelas salsichas mais baratas devem ser, logicamente, as mais nojentas das nojentas… Desculpa quem não acha isso legal, mas são.

    Leite, realmente, é outra coisa super-nojenta. Entendo que existe todo um conceito de que o leite contém cálcio e mais de um monte de falácias, mas e o que está imbutido nele: fora o colesterol, fora a gordura, fora todos os componentes químicos que são aditados ao líquido, fora tudo isso, há pus e outras substâncias não tão atraentes - sim, pus, porque quando as vacas leiteiras estão com mastite (inflamação das mamas), continuam a produzir e a dar leite - e tome pus no seu leitinho matinal.
    Essas vacas vivem, no máximo, 4 anos, ao invés de 20, devido às condições extremas às quais são submetidas - imagina você, mulher, ter que viver constantemente grávida, ter seu filhote separado ainda cedo, não podendo aproveitar nem um pouco da convivência com o mesmo, para ficar sempre com as mamas cheias de leite, servindo, claro, o senhor-supremo-do-céu-e-da-terra, a espécie humana - pimenta no …. dos outros é refresco, certo? Empatia ajuda.

    Para um bom entendedor meia palavra basta: leite é nojento e o ser humano não precisou nem precisará de qualquer outro tipo de leite, a não ser, claro, o materno, nos primeiros anos de vida.

    E é isso que precisamos saber - deixar de sermos tão bitolados.

    Atualmente, o que penso é que a economia se apoderou da sociedade de um jeito que nos tornamos prisioneiros de conceitos, de doutrinas e de necessidades que na verdade não existem. Nos foram impostas. Temos que nos mostrar informados, nos conscientizar de que o mercado está aí para nos fazer consumir - e muito - e não para nos oferecer o que é melhor para nós.

    O que é melhor para nós, somente nós poderemos ditar - mas claro, o consumo deve ser sempre consciente. Não basta saber que animais dão o leite, dão a carne, dão a pele, dão a lã, dão o couro, dão a vida por nós.

    Temos que saber como é o processo - do começo ao fim. Sem essa mania incompreensível de não querer saber, de não querer se responsabilizar, de não querer ver. Sem medo, sem esse reflexo de fechar os olhos, de esconder o rosto.

    Por que esconder o rosto? A vergonha tem que estar estampada, temos que nos indignar mesmo.
    Não podemos perder a capacidade de indignação.

    E viva aos macacos indignados!

    [Responder]

    André Respondeu:

    Não perderei meu tempo discutindo com um Vegan maluco. O Robson é mais centrado e merece minha atenção e respeito. Não quer comer carnme? Azar o seu.

    Sacrificarei uma vaca e comerei um hamburguer suculento hoje, com bastante catchup e bacon em sua homenagem.

    E vá fazer overkill na casa da vovozinha.

    [Responder]

    mirtes Respondeu:

    Depois EU e a Fátima que somos prolixas!!! :mrgreen: :shock: :shock: :lol: :lol:

    [Responder]

    AmadeusXIII Respondeu:

    A economia capitalista devoradora de carne é do demo. Eles não querem que o mundo saiba da verdade, dos benefícios da alfafa, porque querem vender carne e faturar milhões… São tão maus que matam os bichinhos pra comer.

    Pronto! Tudo que você precisa saber sobre como raciocina um Vegan.

    [Responder]

    Anovidade Respondeu:

    Acho que mais proveitoso do que demonstrar pré-julgamentos e pré-conceitos contra vegans, vegetarianos, onívoros, carnívoros ou qualquer outro grupo “rotulado”, seria melhor discutir o tema.

    Discutam com o Robson, que merece o respeito e a consideração de vocês.

    Esqueçam meu comentário - e como falei anteriormente, deletem-o.

    Namastê.

    [Responder]

    André Respondeu:

    Estou em depressão. Vou chorar profusamente neste fim de semana por causa deste comentário. Buá.

    Alguém aí quer um pedaço de filé?

    [Responder]

    AmadeusXIII Respondeu:

    Conheço veganos, aqui onde moro tem um monte. Existe até um restaurante vegano perto da Faculdade.

    Conheço seus argumentos, suas frases de efeito e até aquela fotinho de uma mulher usando pele humana como roupa, feita pra chocar carnívoros como eu.

    Quer saber, vai comer capim :grin:

    [Responder]

    Renato Kistner Respondeu:

    Mal passado, por favor.

    [Responder]

    Anovidade Respondeu:

    Engraçado que vocês se sentem tão afetados que utilizam as mesmas (falidas) técnicas:
    1) Desdenhar (”não merece atenção”, “não merece respeito”, “nada ali pode ser aproveitado”);
    2) Generalizar (”os vegans” são isso, são aquilo, são todos iguais etc);
    3) Apelar para a alimentação carnívora (”vou comer um hamburguer”; “alguém aí quer um filé?”; “mal passdo, por favor” etc);

    E não sou psicóloga.

    Mas sério, galera, quem mata tempo não é assassino, é suicida.

    Não percam seu tempo comigo.

    Namastê.

    [Responder]

    André Respondeu:

    Vou fazer uma feijoada pros amigos amanhã. Quer participar?

    [Responder]