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jul 13

Se o professor da University of Florida estiver certo, é provável que o primeiro disco voador a riscar os céus do planeta Terra não virá do espaço sideral, mas de Gainesville, onde ele está planejando a construção de uma aeronave circular que pode se manter no ar como um helicóptero, sem partes móveis e sem usar combustível. O que equivale a dizer que a aeronave se parecerá com um ovni, mas na verdade, será mais que um ovni, será um ovbi, um objeto voador bem identificado.

O disco deverá voar e se auto propelir usando eletrodos que recobrem sua superfície para ionizar o ar das vizinhanças formando um plasma. Gases como o ar, que têm um número igual de cargas positivas e negativas, tornam-se um plasma quando alguma forma de energia - como calor ou eletricidade - faz alguns de seus átomos perderem elétrons - com carga negativa. Criam-se então átomos com carga positiva, ou íons positivos, circundados pelos elétrons recém-produzidos. Usando uma fonte de energia a bordo do disco - como bateria, ultra capacitor, painéis solares ou qualquer combinação deles -, os eletrodos enviam uma corrente elétrica para o plasma, forçando-o a expulsar o ar neutro - não-carregado - que circunda a aeronave, gerando força suficiente para executar movimento em diferentes direções, inclusive na vertical, dependendo da orientação que se dê à corrente elétrica na superfície da nave.

O conceito parece bastante artificial, mas o professor de engenharia mecânica e aeroespacial da University of Florida, Subrata Roy, pretende ter um modelo em miniatura, pronto em um ano, para demonstrar sua teoria. Com 15,2 cm de diâmetro, o aparelho, que Roy batizou como “Veículo Aéreo Eletromagnético Sem Asas” (WEAV, sigla em inglês) será realmente um disco voador. Teoricamente, afirma Roy, o disco poderá ter o tamanho que se desejar, porque o projeto permite que a aeronave tenha equilíbrio e estabilidade com quaisquer dimensões. Em outras palavras, este tipo de aeronave, no futuro, poderá ser suficientemente grande para transportar pessoas. Mas, lembra Roy “é preciso aprender a andar antes de correr, por isso estamos começando com modelos pequenos.”.

O maior obstáculo para a construção de um WEAV suficientemente grande para transportar passageiros é o compromisso entre a leveza da aeronave e robustez suficiente para transportar carga e fontes de energia. Roy ainda não decidiu que tipo de energia deverá utilizar. Ele garante que o corpo da aeronave será feito de material isolante, como a cerâmica, que é leve e bom condutor de eletricidade. “Em tese, você certamente será capaz de ampliá-lo,” comenta Anthony Colozza, pesquisador da contratante do governo, a Analex Corporation que está vinculada ao Centro de Pesquisa Glenn da Nasa, em Cleveland, e ajudou Roy a criar os planos originais para acionar o disco. A escolha de uma fonte de energia suficientemente eficiente e leve será “provavelmente o item decisivo sobre a viabilidade ou não do disco.”

Roy começou o projeto do WEAV em 2006. No ano seguinte, ele e Colozza escreveram um artigo para o hoje extinto Instituto de Conceitos Avançados da Nasa (Niac em inglês) sobre o uso da eletrodinâmica ou de partículas ionizadas, como uma alternativa para o combustível líquido para acionamento de veículos espaciais. Quando a Nasa desativou o Niac em agosto de 2007, Roy decidiu continuar seu trabalho na University of Florida.

Se seus planos derem certo, Roy espera desenvolver uma aeronave mais estável e um novo tipo de combustível — o ar. Outra nave que interagia com a atmosfera teve um problema: as partes móveis, turbinas, hélices ou rotores. “Meu interesse começou quando comecei a ver os problemas inerentes a helicópteros e aviões,” acrescenta Roy. Se essas partes parassem de se movimentar, a aeronave cairia, mas opor outro lado, não tem partes móveis.

Em princípio, o WEAV seria mais estável que uma aeronave - aviões e helicópteros, por exemplo - que depende da aerodinâmica para manter a sustentação. Usando um campo de plasma, “pode-se produzir sustentação em qualquer direção, pode-se mudar de direção rapidamente e a energia pode ser ligada ou desligada quase instantaneamente”, comenta Colozza. Se o piloto quiser mover a aeronave para a direita, ele deve aumentar a corrente dos eletrodos do lado esquerdo da nave e vice-versa, para se deslocar para a esquerda. Os eletrodos da parte de baixo da aeronave são responsáveis pelo seu deslocamento vertical, enquanto que os da parte de cima ajudam a nave a descer e pousar no solo.

Admitindo que o protótipo do WEAV possa decolar no ano que vem - e essa é uma grande dúvida — ele poderia ser útil em uma série de aplicações. O que torna o WEAV potencialmente atraente como uma forma de acionar espaçonaves é que seu funcionamento se baseia na eletricidade de uma bateria ou outra fonte de energia e não na combustão — um processo que requer oxigênio, praticamente inexistente fora da atmosfera da Terra, alerta Colozza. Além disso, os maiores interessados no WEAV serão provavelmente as forças armadas americanas, que poderão usar a aeronave como um dispositivo para juntar informações de inteligência, reconhecimento e patrulhamento.

Roy vem trabalhando no Laboratório de Pesquisa da Força Aérea dos Estados Unidos na Base Aérea de Wright-Patterson, em Dayton, Ohio desde 2001. Ele tenta entender como o plasma pode ser usado no controle do fluxo de ar — empurrando-o em diferentes direções — e conseqüentemente, no movimento do veículo. “Se o fluxo de plasma for direcionado da forma correta é possível dirigir o fluxo de ar em qualquer direção desejada”, assegura Doug Blake, diretor da Divisão de Veículos a Ar do laboratório. Isso dependerá somente da capacidade da nave em repelir o ar. “Se eu tiver um jato de ar saindo da parte de abaixo da nave posso criar um helicóptero sem partes móveis. Este veículo poderá substituir o helicóptero em todas as suas atividades.”

Mas isso não significa que a força aérea está pronta para encomendar uma frota de discos voadores desse tipo. “Trabalhamos com o Roy em estudos de plasma, mas não há, que eu saiba, planos concretos para apoiar explicitamente o desenvolvimento desse veículo, completa Blake. Nesse estágio inicial e sem uma decisão clara sobre como a nave será acionada, Roy diz que ainda não tem uma previsão sobre o custo da construção e funcionamento de um WEAV. Ainda assim, Roy está otimista. “Todos os materiais necessários para a construção desse tipo de aeronave já existem,” acrescenta, “e o plasma é a forma mais abundante de matéria no Universo. No futuro, se pudermos de alguma forma concretizar essa idéia, teremos como voar para qualquer lugar.”

escrito por Abbadon \\ tags:

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9 comentários para “Primeiro disco voador construído na Terra”

  1. Diego Disse:

    na verdade esse esta longe de ser o primeiro!!!

    na 2ª Guerra Mundial,os nazistas inventaram seus discos voadores,e eles eram de forma identica dos filmes,depois os americanos pegaram a ideia,que para eles era muito util,pois,os discos são furtivos(virtualmente invisiveis ao radar)
    Depois eles foram substuidos pelos caças furtivos,como o FX-28 e o bombardeiro B2

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    André reply on domingo, 13 de julho de 2008 23:04:

    Nazistas? Disco Voadores? Acho que não. Segundo o Kentaro Mori, do Ceticismo Aberto, não é bem assim.

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  2. Diego Disse:

    eu disse que os americanos pegaram a ideia,ñ que eles tinham discos funcionais

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    André reply on segunda-feira, 14 de julho de 2008 00:17:

    Deixe-me ver… Você falou que:

    na 2ª Guerra Mundial,os nazistas inventaram seus discos voadores,e eles eram de forma identica dos filmes

    O significado é claro. Se inventaram, é pq funcionava. Inventar algo que não funciona qq um faz.Duh!

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  3. Diego Disse:

    verdade me expressei mal

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  4. Alberto Disse:

    Fascinante esta matéria parabéns, mas acham que será funcional poque deverá ser no minimo muito caro para Construí-los qual seria o tipo de material Ceremica não é assim tão isolante quanto se pensa e ainda temos outro pequeno problema quem vai financiar? :?: :idea:

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  5. Ronaldo Persiano Disse:

    Meus caros,

    Aparentemente, esse trabalho atribuído a engenhosidade americana é de origem brasileira. O conceito desse tipo de aeronave foi patenteada pelo Prof. Antonio Ferreira dos Santos, há mais de 20 anos.

    A patente do Prof. Antônio Ferreira dos Santos, entitulada “Aeronave com Propulsão a Vácuo”, foi depositada em 1985, publicada em 1987 e pode ser encontrada em:

    http://v3.espacenet.com/origdoc?DB=EPODOC&IDX=BR8505286&F=0&QPN=BR8505286

    Ou seja, a patente venceu a 3 anos atrás. E nenhuma menção é feita a ela no presente artigo!

    A distância entre um registro de patente e sua exploração é enorme. É necessário muito investimento em P&D para fazer uma patente vingar. Em vários casos de sucesso, esse investimento até antecede o registro. Sem investimento em P&D, não adianta nada o registro de patentes. Por isso, o Brasil tem tão poucos registros quando comparado ao de outros países.

    Abraços,

    Ronaldo

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  6. thiago righes Disse:

    boa descoberta essa,muito intreressante saber disso.eu so queria saber com base
    em que voces fizeram essa descoberta..

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    André reply on terça-feira, 15 de julho de 2008 15:20:

    Meu filho, vc tá com febre alta? Onde foi dito que NÓS inventamos isso?

    Emoticon Duh pra vc:

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