Arqueólogos egípcios – chefiados pelo Dr. Zahi Hawass, uma das maiores autoridades em egiptologia do mundo e secretário geral do Conselho Supremo de Antigüidades Egípcias – descobriram as bases de uma pirâmide que estimam ser da época da dinastia do Rei Menkauhor (não, meu filho, os egípcios não chamavam seus reis de “faraós”, isso é coisa recente), que pertencia a quinta dinastia e reinou no Egito entre 2444 A.E.C. e 2436 A.E.C.
Não se sabe muita coisa sobre Menkauhor, pois incrivelmente num país onde os reis adoravam auto-propaganda (não, os reis do Egito não tinham 9 dedos) ele foi um rei do qual se tem poucos registros e foi o último rei a construir um templo do sol, chamado de Akhet-Re. Se vocês verem algum jornal ou revista chamá-los de “faraós”, pode xingar. Faraó é o cacete, seu título é Rei! REI! A propósito, a ilustração abaixo mostra um entalhe com as feições do distinto (clique para ampliar).
Apesar de escassos registros, existem evidencias na forma de registros administrativos no Antigo Reinado (2686–2181 A.E.C) em Abusir que sugerem que Menkauhor completou seu complexo de pirâmidesas quais foram chamadas de Ntry-iswt-Mn-kw-hr.
A referida pirâmide encontrada em Saqqara – a cerca de 20 quilômetros do Cairo – foi chamada de “Sem Cabeça”, porque aparentemente nunca teve uma ponta aguda, somente a base. Segundo o site do Dr. Hawass, a tumba pertenceu a um camarada chamado Mryneit, onde havia a inscrição:
O maior dos profetas do deus Aton
Supervisor dos domínios de Aton
Sacerdote da deusa Neit
É como eu digo, se você quer fazer auto-propaganda, faça direito!
A descoberta desta tumba na peseudopirâmide provou que existiam templos do deus Aton (o “único” deus egípcio daquela época) em Saqqara. Isso muda o que os arqueólogos sabiam até então, pois pensava-se que Aton era venerado apenas em Amarna.
Abaixo segue um vídeo feito pela BBC Brasil no local de escavação. Só não liguem pra tradução e dublagem imbecil que se referiu ao Dr. Hawass simplesmente como “este arqueólogo”. Afinal, pelo visto o pessoal não freqüenta Ceticismo, Ciência & Tecnologia.
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quarta-feira, 11 de junho de 2008 às 20:00
Parece-me o o texto correto seria
“Se vocês virem algum jornal ou revista chamá-los de “faraós”…
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O erro cometido no tocante ao futuro do subjuntivo foi devidamente corrigido. Obrigado.
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quinta-feira, 12 de junho de 2008 às 02:13
Explica pra mim onde encontro a fonte sobre a denominação usada.
Putzz sempre achei que fosse faraó
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“Faraó” nem é um termo egípcio e sim latino, Pharao -onis, Depois, foi adaptado para o grego e este do hebraico (Para-oh). Alguns alegam que era um termo de origem egípcia que significava propriamente “casa elevada”, mas não há indicações certas. Recomendo livos sérios de Egiptologia. Há muito bons nas grandes livrarias, mas sem ser aquelas tosqueiras de enviados do espaço ou coisas assim.
Procure historiadores como J. M. Weinstein, autor do artigo “The Egyptian Empire in Palestine: A Reassessment,” (creio que este link será útil: http://tinyurl.com/5pg32y) ou puiblicações do próprio Dr. Zahi Hawass
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