A Química Analítica é a parte da Química que estuda a natureza das substâncias e a composição de seus elementos formadores. A Química Analítica Qualitativa se preocupa com o que forma uma determinada substância; já a Química Analítica Quantitativa determina a quantidade desses elementos formadores.
As primeiras análises quantitativas eram por meio da Gravimetria. Um processo que determinava a quantidade dos compostos formadores através de reações de precipitação. A relação era dada em razão do percentual em peso; para isso, era necessário se ter uma balança analítica muito precisa. O problema é que as balanças dessa época eram daquelas por meio de comparação de pesos, ou seja, a famosa balança de “braços”, e calibrar uma gracinha dessas era uma coisa que demandava muito tempo e paciência (mais da segunda). Com o tempo surgiu o seguinte raciocínio: “Ora, se eu pesar, com absoluta precisão, uma determinada quantidade de reagente e dissolvê-lo em água ou um solvente qualquer, terei a metade dessa quantidade de reagente ao tirar metade dessa quantidade de solução.”. É isso! Como fazer um frasco de volume bem preciso é muito mais fácil, pois o molde será sempre o mesmo, será mais fácil se trabalhar com volumes. Surge aí o conceito de Volumetria, onde faz reagir duas substâncias até que a reação tenha se completado e devidamente indicado por substâncias específicas de nome… exatamente: Indicadores.
Com o invento do espectroscópio, em meados do séc. XIX, as análises foram ainda mais precisas. De início, só houveram aplicações em análises qualitativas; os métodos gravimétrico e volumétrico, contudo, persistiram e são utilizados até hoje (por causa do baixo preço das vidrarias etc.). Com o desenvolvimento das válvulas amplificadoras, transístores, células fotoelétricas entre outros componentes eletrônicos, foram inventados outros aparelhos que se utilizam das propriedades físicas das sunbstâncias para análise das mesmas.
Quase todas as propriedades físicas de um determinado composto podem ser usadas em sua determinação. Assim, foi introduzida a “Análise Instrumental”; que, por motivos óbvios são também chamados de “;Métodos Físicos para Análise”. A seguir, citamos as propriedades físicas úteis na análise.
| a) Propriedades extensivas
• Massa |
b) Propriedades mecânicas
• Densidade |
| c) Propriedades envolvendo interação com energia radiante
• Absoção de radiação | |
|---|---|
| d) Propriedades elétricas
• Características de corrente-voltagem |
e) Propriedades térmicas
• Calores de reação |
| f) Propriedades radioativas
• Radioatividade |
|
Cabe aos instrumentos a função de traduzir a composição em uma informação diretamente observável pelo analista. Em quase todos os casos, os instrumentos atuam direta ou indiretamente como se fossem comparadores, no sentido de que se avalia a amostra desconhecida em relação a um padrão. Ficou difícil de compreender? Ora, tenha em mente que tudo em nossa vida é feita por meio de comparações; como dizer que “Fulano foi à praia e voltou vermelho como um pimentão”, “Minha namorada é bonita como a Camila Pitanga”. Sempre tomamos um padrão e comparamos a amostra a este padrão. Se, para mim, o monstro mais apavorante é um Ogro, por que não comparar minha sogra com ele? (ainda bem que ela não usa a Internet)
3 respostas para "Análise Instrumental"
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junho 11th, 2007 em 14:10
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Oi sou estudante do curso de farmacia estou no segundo ano, cursando o terceiro periodo, gostaria de saber alguma coisa sobre cromatografia.
Preciso dessa informações pois terei de fazer um trabalho que fala sobre este assunto e gostaria de completar meu trabalho com mais informaçoes, e achei este site muito interessante.
Se vc puder me ajudar lhe serei muito grata…
obrigada.
junho 11th, 2007 em 16:10
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Greice, vc poderá ter mais informações sobre cromatografia AQUI.
Abraços.
janeiro 28th, 2008 em 16:05
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Muito bom André. Objetivo mas abrangente. Correto mas com uns toques de bom humor.